domingo, 18 de novembro de 2012

• Capítulo 15

Continuamos vendo TV mas o sono apareceu novamente, todos foram dormir para estarem descansados para a festa. Eu e Kate estavamos indo pro nosso quarto quando nos chamaram.

– Meninas! 

– Oi. - Respondemos.

– Vamos com a gente dormir de novo? - Nathan sorriu.

– Não sei, o que você acha Zoey? - Kate me encarou.

Logo os dois fizeram carinha de anjo o que nos fez soltar uma risada. Concordamos e fomos com eles. Fiz a mesma coisa que fiz de manhã para o Nathan dormir, e não deu outra, poucos minutos depois ele estava dormindo. Mais tarde Tom nos chamou avisando que eles estavam indo pra festa, mas não faziam ideia de que horas voltariam e nem se voltariam hoje, depois de fazer gracinhas como: "Juízo crianças, usem camisinha." 
Como se fosse acontecer alguma coisa.

– Ei, vou tomar banho. Já volto! - Falei para Nathan, saindo da cama e indo em direção 
ao meu quarto. 

– Tudo bem.


Tomei banho, coloquei um short e uma regata já que estava calor, apesar de ser quase 23 horas. Em vez de voltar pro quarto, fui para piscina, sentei na beira dela com meus pés dentro da água. Comecei a lembrar da época que eu e a Katherine fazíamos apresentações de dança na escola e dançávamos em festas, era realmente muito empolgante e divertido.
Do nada surgiu uma vontade imensa de dançar. Levantei e coloquei uma musica, era uma batida forte e sensual, dava pra abusar bastante dos passos. Logo meu corpo se sintonizou com a melodia, estava totalmente distraída dançando quando senti alguém me pegar por trás.

Foi nesse momento que baixou o santo em mim e me deu mais vontade de dançar. Empurrei Nathan para trás o fazendo se sentar na cadeira de sol. Me aproximei dele e comecei a dançar de uma forma sensual para o provocar. As vezes eu ficava atrás dele e dava leves mordidas no lóbulo de sua orelha.
Enquanto eu dançava, ele olhava meu corpo todo e mordia seu lábio inferior. Logo ele pois suas mãos em minha cintura, me puxando para perto dele e deixando nossos corpos colados. Nathan me deitou na cadeira, ficando por cima de mim. Ficamos alguns segundos nos encarando até que ele me beijou. Esse beijo foi diferente dos outros, os outros eram calmos, doces e esse já estava desesperado e cheio de desejo.
A mão de Nathan percorria todo meu corpo e eu dava leve puxões em seu cabelo. Ele parou o beijo e levou sua boca até meu pescoço.

– Você me deixa maluco, Zoey. - Sussurrou enquanto roçava seus lábios pelo meu pescoço.

Não respondi nada, apenas voltei a beija-lo. Inverti a posição com Nathan, ficando por cima. Minhas mãos deslizavam por todo seu tórax, enquanto ele mordia meu lábio. Tirei sua camiseta vagarosamente, a mão esquerda dele se encontrava sobre minha bunda, pressionando nossos corpos toda hora.
Levei minha boca até seu pescoço, começando a dar leves chupões pelo mesmo. Meu corpo já estava quente e ardia de desejo.
Ele também tirou minha blusa jogando ela no chão e me deixando por baixo novamente.
Prendi minhas pernas em volta de sua cintura. Já podia sentir um certo volume vindo do seu membro. Ele continuava com os beijos ardentes e agora passando suas mãos pelo meu corpo.

Eu dava leves arranhadas em suas costas, quando ele começou a desabotoar meu shorts.

– Não. - Falei com dificuldade enquanto interrompia o beijo.

– O que? Por que? - Me encarou confuso.

– Hoje não. Vai que chegue alguém aqui, não sei.

– Tudo bem, não vamos passar disso. - Ele deu um sorriso malicioso e voltou a me beijar.

Continuamos com a nossa pegação por um bom tempo, mas ela não passava disso, quer dizer, Nathan tentava fazer passar mas -apesar de ser extremamente difícil- eu conseguia resistir.
Colocamos nossas camisetas e voltamos pra casa, sentamos no sofá e ficamos vendo TV.
Mentira, nem vimos TV por que ele começou a me beijar e quando começamos a nos beijar é difícil parar, é como se minha boca necessitasse da dele. Claro, também rolou muita mão boba.
Já era bem tarde quando voltamos para o quarto, nos deitamos mas não dormimos de imediato, ficamos parados um olhando pro outro e sorrindo, ele tinha um sorriso tão lindo, que me acalmava.
Comecei a fazer carinho em seus cabelos para ele dormir. Nathan aproximou nossos rostos e me deu um selinho demorado. Já estava começando a ficar com sono, então dei outro selinho nele e me virei para dormir, ele também se virou me abraçando e começou a dar leves beijinhos no meu pescoço, que me faziam arrepiar, mas logo peguei no sono e dormi.


Acordei sentindo alguém fazendo carinho no meu cabelo, me virei e vi que era Nathan, instantaneamente sorri.

– Bom dia! - Ele sorriu e me deu um selinho.

– Boa tarde, eu acho né. - Ri.

– Gente, estou com fome. - Kate disse levantando da cama e puxando as cobertas para Max acordar.

– Vamos acorda-los com sei lá.. Panelas?

– Por que não? - Nathan respondeu.

Então, nós quatro fomos até a cozinha e pegamos algumas panelas, colheres e voltamos para sala.

– No três. Um, dois.... Três! - Nathan gritou.

Fizemos um barulho imenso, parecia até escola de samba, subimos no sofá onde alguns deles se encontravam e pulávamos, gritávamos.
Eles ficaram bem putos. Depois de nos xingarem de todos os nomes existentes na face da terra, eles levantaram, claro que Kate, Eu, Nathan e Max não paravamos de rir.

– I GOT A HANGOVER, WHOA. - Comecei a cantar perto de Jay.

– I'VE BEEN DRINKING TOO MUCH FOR SURE. - Kate completou rindo e batendo nas panelas.

– Calem a boca! - Jay exclamou coçando os olhos e nós apenas riamos.

O pessoal subiu para se trocar e nós resolvemos fazer o almoço. Almoço e logo depois demos uma ajeitada na cozinha. Todos fomos para a varanda descansar e jogar conversa fora.

– Gente, já venho. - Falei me levantando.
– Onde você vai? - Nathan Perguntou.
– Trocar de roupa, vou andar de cavalo. - Sorri.
Eu estava de pijama ainda então subi pro quarto, me troquei (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=56483682) e voltei para a varanda novamente.

– Zoey, nem vá nada. - Kate me olhou.

– Por que? - Olhei pra ela confusa.

– Sei lá, sexto sentido. - Ela riu.

– Fica de boa ai, não vai acontecer nada. - Respondi indo em direção ao celeiro.

Quando cheguei lá peguei as mantas, celas, rédias e fui até o Pongo. Estranho que o caseiro tinha sumido por esses dias, vai saber o que acontece. Depois de celar o Pongo, quando fui subir nele vi o Nathan se aproximando.

– O que você está fazendo aqui? - Perguntei o encarando.

– Sou proibido de vir aqui? - Ele ergueu uma sobrancelha.

– Não seu babaca. - Revirei os olhos.

– Vou andar de cavalo também. - Ele disse sorrindo.

– Hum ok, mas cadê o seu cavalo? - Falei subindo no Pongo.

– Lá fora. - Respondeu saindo do celeiro.

Assim que saí montada em Pongo, vi ele em cima do cavalo e soltei uma leve risada.

– Ta rindo de que besta? - Me encarou confuso.

– Nada. - Tentei segurar o riso.

– Nada é o seu rabo. Fala logo.

– É que eu ainda acho engraçado ver você em cima de um cavalo, não combina. - Respondi ainda rindo.

Ele me olhou e riu também. Ficamos dando voltas com os cavalos a maioria do tempo, era realmente divertido isso, passar momentos assim sozinha com o Nathan me fazia bem, era como se nada mais existisse, não sei bem como explicar o que eu sentia. Estava tudo normal até o momento em que o Pongo começou a correr mais rápido do nada. Eu tentava puxar a rédia para ele parar, mas não adiantava nada. Eu já estava quase caindo.

– Zoey, para de correr com esse cavalo. - Nathan ordenou berrando.
– Não consigo. - Berrei de volta.

Olhei rapidamente pra trás e vi que ele começou a correr também pra me alcançar, quando ele chegou perto eu consegui parar o Pongo.

– Alivio define. - Falei respirando fundo.

– Garota, você me assustou. Pensei que você ia cair. - Ele parou do meu lado.

– Eu realmente quase cai. - O encarei.

– Cuidado da proxima vez que for correr!

– Mas ele começou a correr sozinho.

– Aham. - Ele deu de ombros.

– É verdade seu trouxa. - Cruzei os braços.

– Own, ela irritada. Que linda. - Ele riu.

– Cala a boca.

– Sério, não corre mais assim, por favor!

– Me obrigue.

– Zoey, não ouse! - Ele apontou o dedo indicador pra mim.

O encarei com um sorriso irônico e sai correndo com o Pongo.

– Para de correr. - Nathan gritou.

Puxei a rédia na esperança que ele parasse de correr, mas foi em vão, ele fez o contrario. Começou a correr mais ainda, ele passou por cima de um tronco de arvore e o galho roçou na sua perna, o assustando. O que fez Pongo correr mais ainda.

– Nathan, não consigo parar. Socorro!

Eu puxava a rédia desesperadamente, mas nada adiantava. Quando puxei a rédia novamente, eu não estava esperando que ele parasse, mas foi aí que ele parou e empinou. Me assustei pois não estava preparada para aquilo, ao invés de jogar meu peso pra frente e me equilibrar pra não cair, meu corpo acabou indo pra trás.

– Nathan. - Gritei enquanto caia do cavalo.

– Não, Zoey! - Ele gritou de volta vindo em minha direção.

Quando fui para o chão, apoiei em minhas mãos. Todo meu peso foi sobre elas, senti uma pressão enorme e em seguida uma dor imensa, Pongo se assustou com a minha queda e saiu correndo.

– Zoey, Zoey, você ta bem? - Nathan perguntou descendo do cavalo e se ajoelhando ao meu lado.

Eu estava com uma dor insuportável no pulso e meu tornozelo doía também, mas eu não queria preocupa-lo. Apesar de perceber isso pela intonação das palavras.

– To bem, Nathan - Falei respirando fundo.

– Não mente pra mim, você acabou de cair de um cavalo. - Ele me encarou.

– N-não sério, to bem. - Minha voz falhou, nem sorrir eu conseguia, estava segurando o choro.

– Consegue ficar de pé?

– Não sei!

– Vem, eu te ajudo! - Ele disse ficando de pé.

Ele foi tentar me ajudar a levantar, pegando na minha mão -justamente a machucada- tratei logo de dar a outra o que fez Nathan ficar com uma expressão confusa em seu rosto. Tentei ficar de pé, mas senti muita dor.

– Ai, ai, ai. - Falei gemendo e me sentando no chão.

– "To bem." - Ele fez uma voz fina me imitando.

– Cala a boca! - Falei segurando o choro.

– Zoey, me fala onde dói! - Ele se ajoelhou novamente ao meu lado.

– Meu tornozelo e meu pulso.

Ele pois a mão de leve no meu pulso e tentou mexe-lo, não consigo descrever a dor que me tomou, as lagrimas que eu estava segurando até agora, começaram a escorrer pelo meu rosto.

– Quem mandou não me obedecer.

– Eu não obedeço nem meu pai.

– Mas se você tivesse me obedecido, não teria se machucado! - Me encarou sério.

– Olha pra minha cara de quem vai te obedecer, Sykes.

– É mais fácil lidar com um cachorro do que com você, Zoey. - Ele revirou os olhos.

Eu abri a boca pra responder, mas o encarei e acabei mostrando a língua. O que o fez rir pelo nariz e balançar a cabeça negativamente.

Nathan me pegou no colo e me levou de volta para a casa. Quando chegamos e entramos na cozinha, todos nos encararam.

– Olha Nath, treinando pro casamento? - Tom riu.

– Cala boca, Thomas. - Falamos juntos.

– O que que aconteceu? - Jay perguntou.

– A Zoey caiu do cavalo!

– Eu disse pra você não ir sua besta. Mas não, tem que ignorar o que digo. - Katherine falou me encarando.

– Mas você ta bem? - Nic perguntou.

– Tirando o fato do meu pulso etornozelo doerem demais, tudo ótimo. - Dei um sorrisinho irônico.

– Nathan, leva ela pro quarto que eu já vou lá! - Dominic disse séria.

– Virou médica irmãzinha? - Adam perguntou confuso.

– Digamos que eu ja frequentei uns cursinhos de enfermagem. - Ela sorriu.

– E eu nem sabia. - Adam riu de leve.

Nathan me levou para o quarto, me pois na cama e se sentou ao meu lado. Dominic começou a "examinar" meu pulso e meu tornozelo, só que estava doendo pra caramba e a cada toque dela, era um: "AI, DÓI, CARALHO CUIDADO, DEVAGAR."

– Por um milagre de Deus, você não quebrou nada, apenas torceu feio. Espera que eu vou pegar algo para enfaixar. - Ela disse saindo do quarto.
Dominic saiu e deixou um silencio horrível.

– Então... - Falei rindo de leve.

– Ficamos sem assunto.

– Pois é né - Falei erguendo as sobrancelhas.

– Suponho que essa seria a hora que a gente se beija. - Ele falou se aproximando de mim.

Fiquei parada, quando ele sorria e me encarava com aqueles olhos maravilhosamente verdes. E eu ficava sem reação, ele foi se aproximando cada vez mais, quando foi me beijar a Dominic abriu a porta, fazendo Nathan se afastar rapidamente.
Ela veio até mim e enfaixou meu pulso e tornozelo.

– Olha, você vai ter que ficar com esse tornozelo elevado, colocando gelo durante uns dois dias. Ok? - Ela sorriu.

(Galera, sabemos que quem torce algo precisa ficar umas duas semanas enfaixados. Mas vamos fingir que não precisa aqui, ok? Ok!

– Sim Dra. Stewart. - Rimos.

Ela saiu do quarto, deixando eu e Nathan sozinhos novamente.

– Ah, não creio que vou ter que ficar dois dias enfornada dentro desse quarto. - Respirei fundo.

– Isso que dá, da próxima vez vê se me escuta!

– Calado, Sykes. - Falei apontando meu dedo pra ele. - Seja um bom garoto e vá buscar algo pra mim comer.

– Vai me fazer de escravo? É isso mesmo?

– Enquanto eu estiver incapacitada, vou. - Ri.

– Isso é abuso! - Ele disse saindo do quarto e eu fiquei rindo.

Ele voltou um tempo depois cheio de coisas nas mãos, ligamos a tv e ele ficou la me fazendo companhia. Quando eu fui tomar banho ele.... Não, ele não tomou banho comigo, ta? Ele apenas me "carregou" até o banheiro.
Os dois dias que eu tive que ficar dentro daquele quarto foram assim, quando não era a Kate lá comigo (que ela só não ficava quando ia dar uns perdidos junto com o Max) era ele, os outros ficavam bastante tempo também, em vez de eles irem conversar na sala, varanda ou cozinha como sempre, iam no quarto.

E quando não tinha nenhum deles, só eu e o Nathan, ele ficava me mimando, claro que rolava umas trocas de insultos mas era divertido, realmente ele estava sendo fofo comigo, bem fofo, sempre preocupado como eu estava, se estava sentindo dor, etc.

– Nathan, você está me paparicando demais.

– Não tem problema, gosto disso e sei que você também. - Ele sorriu depositando um beijo na minha testa.

Finalmente os dois dias haviam se passado, quando acordei e fui me levantar senti um desconforto no meu tornozelo, mas a Dominic disse que era normal, depois passava. Ainda continuei com meu pulso "enfaixado" só não poderia pegar muito peso.
Me troquei e fui para cozinha.

– Olha só, ela está andando novamente. - Jay sorriu.

– Graças a Deus. - Ri. - É horrível ficar em cima de uma cama por dois dias.

– Imagino. - Tom disse sério.

– Você não conseguiria, Thomas. - Siva disse com a mão no ombro dele, balançando a cabeça negativamente.

– Você é muito hiperativo pra isso. - Adam completou e todos riram.

Mas era verdade, Tom era muito hiperativo, ao extremo.

– Mais tarde acho que vou dar uma volta. - Kate comentou.

– Estava pensando nisso. - Max sorriu pra ela.

– Que meigos, eles tem conexão. - Tom começou a zoar os dois.

– Calado Thomas. - Katherine arremessou algumas uvas que estava comendo nele.

Depois de almoçarmos, fui pra rede e me sentei nela, passou alguns minutos e vi o Nathan se sentando do meu lado.

– Posso? - Ele riu.

– Não, detesto sua companhia. - Falei séria.

– Ok, então eu sai. - Ele me encarou e quando foi se levantar eu segurei seu braço.

– Estou brincando, trouxa. - Mostrei a língua pra ele.

– Quem mostra a língua pede beijo - Ele deu um sorriso meio malicioso.

– Claro que não, quem disse?

Nathan tentou me beijar, mas não deixei, fazia questão de virar o rosto toda hora.
Ele ficou balançando a rede com os pés, me deitei em seu peitoral e ele passou seus braços em volta de mim.
Da onde estávamos pude ver Katherine andando em direção ao lago, com um pão na mão e o Max logo atrás dela.

– O que ela ta fazendo com um pão na mão? - Perguntou confuso.

– Dar para os peixes.. Eu acho.

– Ah... - Nathan riu pelo nariz.

– Eu digo que é idiota. - Balancei a cabeça negativamente.

– E você é o que? Além de idiota é retardada.

– Me ame menos Sykes, por favor!

• Capítulo 14

Zoey e Katherine foram preparar algo para nós comermos. Depois disso, voltamos para a sala e ficamos assistindo um filme qualquer que passava na TV. Rapidamente peguei no sono, estava cansado demais por conta do que aconteceu na noite passada.

NAOMI'S POV

Depois de nos chamarem para jantar. Eu e Paige resolvemos voltar para o nosso quarto e ler algumas revistas. Como estávamos cheias de sono, dormimos rapidamente. Acordei com a Paige enchendo meu saco, me chamando para ir ao banheiro com ela.

– Tudo bem, tudo bem. - Falei me levantando da cama e me dirigindo até a porta. Peguei na maçaneta e tentei gira-la, mas não conseguia.

– Paige, você trancou a porta?

– Não, por que? - Ela perguntou tentando puxar a fechadura.

– Se você não percebeu, a porta não ta abrindo. - A encarei.

– Deve ser brincadeira de algum dos meninos. Relaxa!

Então ouvimos uma risada grossa perto da porta, pulamos automaticamente e demos um passo para trás. Ela continuou e ficamos paralisadas. De repente a porta se abre sozinha, Paige saiu correndo gritando, acordando todos da casa.

– Levantem, levantem! - Paige berrava socando a porta de todos os quartos.

– Se acalma. - Quando fui sair do quarto, vi um vulto passando ao meu lado. Virei de costas para ver, mas não tinha nada la. - Ok, esquece o que eu disse e berra caralho. - Gritei saindo do quarto e invadindo o dos meninos.

– Essa casa é mal assombrada. - Paige acendeu as luzes acordando todos.

– Levantem logo.

– Ã, o que aconteceu? - Adam acordou coçando seus olhos.

– Nós ficamos trancadas no quarto por minutos, ouvimos uma risada grossa e do nada a porta se destranca e abre sozinha. - Despejei tudo sentando na cama do Jay, que me olhava sem entender nada.

– FODEU, FODEU. - Siva se sentou na cama apavorado. - Não quero morrer aqui.

– Que putaria é essa? - Kate entrou no quarto amarrando seu roupão.

– Também quero saber. - Logo em seguida Zoey também chegou.
Contamos tudo o que tinha acontecido, todo mundo ficou apavorado. Já era 06:30 da manhã e estávamos no quarto debatendo sobre os últimos acontecimentos.

– Depois, nós somos as loucas. - Dominic me encarou.

– Desculpa, pensamos que fossem brincadeira de vocês.

– Vocês pensam? - Katherine ironizou.

– Sssh vai. - Max tampou a boca de Kate, que se encontrava sentada do lado dele. Ela mordeu a mão dele, fazendo ele soltar um berro.

– Não gritem. - Zoey falou se deitando perto de Tom.

Reparei que Nathan olhava de rabo de olho toda hora para Zoey, que estava aconchegada nos braços de Tom.

– Quero ir embora! - Siva se levantou. - Isso não é pra mim, vou acabar ficando louco. Se eu morrer, a culpa é de vocês que me convenceram a vir nesse lugar.

– Calma Seev, vai ficar tudo bem. Tenha fé que essas coisas vão parar. - Dominic respondeu.

– Falarei com o caseiro hoje. Irei perguntar se ele ouve, vê, alguma coisa. Vai saber.. - Nathan se levantou.

– Eu vou junto.

– Eu também.

– Ta, eu vou também. Fazer o que. - Max respondeu.

Os meninos conversaram entre si. Já podia ouvir o galo cantando e meu estomago roncando de fome.

– Quem ta com fome? - Perguntei.

– Eu! - Siva ergueu o braço.

– Vão fazer algo pra comer e me tragam, to com preguiça de levantar. - Respondeu Kate cobrindo ela e o Max.

– Ok, madame. - Adam respondeu rindo.

Descemos e preparamos um farto café da manhã. Kate e Max resolveram ficar lá em cima, os dois estavam caindo de sono.

Kathe's POV


– Ei.. Amor. - Max sussurrou perto do meu ouvido.

– Amor? - Ri baixo me virando para ele. - O que você quer? Não tenho dinheiro.

– Quando eu sou fofo você reclama, quando sou grosso você também reclama. Decida-se Katherine. - Ele fixou seus olhos nos meus e soltou as palavras com um leve tom de indignação.

– Não, não é isso. Eu falei brincando, para. Me desculpa se soou errado.
– Não desculpo.

– Max, vem cá. - Segurei seus braços enquanto ele se virava para o outro lado. - Sério, sério mesmo que você irá ficar de bico por isso?
Ele permaneceu calado pro alguns minutos enquanto eu sacudia seu braço e o chamava.

– Maximilian! - Berrei. - Não vai falar comigo mesmo?

Pude ver ele prendendo a risada, afundando sua cabeça no travesseiro. Max não aguentou por muito tempo e soltou uma gargalhada.

– Vou pensou mesmo que eu ficaria bravo por isso? - Ele ria disparadamente. - Tu é muito burra.

– Pensei, problema? E para de rir de mim, trouxa.

– Ok, ok. Perdão. - Ele falou recuperando o folego e ficando na minha frente de novo.

– Mas e ai, o que você ia me falar?

– Nada demais..

– Para de cu doce e fala logo.

Ele deu um sorriso no canto dos lábios, levando sua mão direita até meu cabelo, pegando um pedaço de minha franja que estava na frente dos meus olhos e colocando atrás da minha orelha. - Eu te amo. Era só isso que eu queria falar. - Max respondeu dando um tom suave as suas palavras.

Eu podia ter certeza que as minhas bochechas coraram ao ouvir aquilo. Fechei os meus olhos vagarosamente enquanto vinha na minha mente um flashback do nosso primeiro beijo.
Flashback

– Lago, sério? Sorri passando a mão por meus cabelos longos e bagunçados pelo violento vento daquela tarde.

– Por que? Foi bondade da minha parte trazer você pra cá. - Max resmungou fingindo falsa ofensa.

– Nhe nhe nhe "bondade da minha parte." Você que me chamou para vir aqui. - Disse dessa vez deixando toda a minha sutileza de lado. - Enfim, obrigada. - Senti minhas bochechas corarem por alguns segundos.

– O quê? Um agradecimento? - Max riu caminhando para a sombra mais próxima. - Vem. Sinalizou com a cabeça apontando para a árvore. Eu apenas assenti seguindo-o.

Max se jogou com a delicadeza de um ogro na grama verde, se encostando sobre o tronco desgastado.

Senti minhas pernas oscilarem por alguns instantes, me fazendo ajoelhar na frente dele.

– Pensei que não iria vir aqui comigo. - Sorriu gentilmente, encarando-me nos olhos pela primeira vez no dia.

– Por que não viria? Não faz sentido algum isso.

Max ignorou o que eu falara e fez questão de mudar de assunto, assim que eu respondi.

– Bom.. Eu sei que tu é pavio curto e provavelmente vai me decepar caso eu "borre" o seu batom. - Ele disse confiante, fazendo aspas com os dedos.

– Você é um idi.. - O inesperado aconteceu e em um rápido e delicado movimento, os lábios ansiosos de Max e os meus se selaram. Fiquei pasma nos primeiros segundos à ponto de o empurrar para longe e sair correndo. Mas a mão dele segurando minha nuca de modo adorável me fez sorrir entre o beijo, em uma solicitação silenciosa línguas se tocaram suavemente. Nós parecíamos superar de modo profundo conforme isso acontecia.

Os movimentos eram serenos, porem ansiosos. Minhas mãos encontravam-se largadas na grama e eu me amaldiçoando mentalmente por não ter escolhido uma posição melhor. Meus joelhos estavam me matando.

E só por um motivo acessamos o beijo: Falta de ar. Max queria desesperadamente rir de mim que estava desorientada e pasma. E foi exatamente o que ele fez.

– Por que você fez isso? - Perguntei confusa me sentando ao seu lado. Ainda estava sem reação.

– Você não gostou?

– Não gostei.. Tá eu gostei, mas mesmo assim. Não ouse fazer isso novamente. - Falei o encarando.

– Você quis dizer, isso? Ele se aproximou novamente e nós se beijamos.

Era viciante beijar Max, o modo que ele me desafiava em certas situações me deixava louca. Quando nossos lábios se tocavam era como se todos a nossa volta sumissem, restando somente eu e ele. Por um momento que não queria estar fazendo aquilo, mas depois não aguentei e me entreguei por inteira.

Max conseguia abalar meu estado emocional e psicológico. A cada movimento que ele executava com perfeição durante o beijo, fazia minha boca, meu corpo, o desejar cada vez mais.

Encerramos o beijo com vários selinhos e ficamos nos encarando por alguns segundos. Desviei meu olhar assim que senti minhas bochechas corarem.

– Isso, Katherine? - Max murmurou colando sua testa com a minha.

Eu apenas assenti e soltei um leve sorriso. - Mas você não precisa levar a sério o que eu falei. - Disse voltando a encara-lo, mordendo meu lábio inferior.

Ele entendeu o que eu disse e apenas riu em resposta.

Encostei na árvore, Max envolveu seus braços sobre mim e entrelaçamos nossas mãos. Ficamos lá o resto da tarde, conversando, observando o lago, as vezes nos beijamos..
Combinamos de não comentar com ninguém além de Nathan e Zoey. E agir normalmente, ou seja, discussão todos os dias.

Flashback Off

– Katherine? - Max sussurrou, me fazendo despertar rapidamente.

Eu o olhei e a unica reação que tive foi sorrir, ao lembrar do que ele acabara de falar e da cena.

– Eu também te amo. - Falei me acomodando em seu peitoral e soltando um leve suspiro.
Max levou suas mãos até meus cabelos, fazendo carinho enquanto eu pegava no sono.

Zoey's POV
Como eu e o Nathan somos ótimos amigos, depois que comemos fizemos uma bandeja com algumas coisas e levamos no quarto para a Kate e o Max.
– Por favor, não se acostumem com a mordomia - Falei abrindo a porta.

– Opa, acho que trouxemos a toa - Nathan me encarou com um meio sorriso no rosto.

– Isso que dá querer ser legal. - Rimos.

Coloquei a bandeja do lado da cama onde os dois estavam dormindo e Nathan se sentou na sua.

– Acho que deveriamos seguir o exemplo deles - Ele deu dois tapinhas no colchão para eu ir lá com ele.

– O povo vai pensar merda. - Falei me sentando.
– Mas não vamos fazer merda... A não ser que você queira. - Ele me olhou com um sorriso malicioso.

– Nathan. - Falei ficando boquiaberta e rindo.

– Estou brincando Zoey, calma. - Ele riu.

– Idiota. - Revirei os olhos dando um tapa nele.

– To morrendo de sono. - Ele disse coçando os olhos e bocejando.

– Vamos dormir então. - Sorri bocejando também enquanto me deitava.

– Bocejo, energia que contagia. - Ele riu pelo nariz e se deitou do meu lado.

Assim que ele se deitou, me virei de lado de modo que eu ficasse de frente pra ele, o encarei por alguns segundos e fiquei sorrindo igual uma idiota. Ele também sorria para mim, com os olhos pesados praticamente fechando sozinhos por causa do sono.

Comecei a fazer carinho em seu cabelo, bastou menos de cinco minutos para
Nathan cair no sono, o observei por mais alguns minutos e cai no sono também.
Acordei e senti braços em volta da minha cintura, de primeira assustei, mas ai me lembrei que era o Nathan, tentei tirar o braço dele da minha cintura, mas desisti da ideia, eu ia acabar acordando ele. Um pequeno tempo depois percebi que ele já havia acordado.

– Pensei que ia demorar mais pra acordar. - Falei me virando pra ele.

– Também pensei, mas estou com fome.

– Acordaram? Aleluia. - Ouvi Kate perguntar.

– Não Kate, só impressão sua. - Respondi rindo.
– Babaca!

– Que horas são? - Perguntou Max se sentando na cama coçando os olhos.

– Hora do almoço. - Falei olhando pro celular.

– Não quero me levantar. - Kate disse deitando novamente e se cobrindo totalmente.

– E se acha que alguém quer? - Nathan arqueou uma sobrancelha.

– Vamos almoçar, depois a gente dorme mais..

– O que que é essa bandeja aqui? - Max perguntou confuso.

– Como nós somos muito legais. - Nathan se referiu a mim e a ele. - Trouxemos pra vocês hoje de manhã, mas já estavam dormindo. Então, deixamos ai e dormimos também.

– Nossa, como temos amigos fofos. - Kate disse em um tom meigo.

– Elfos domésticos - Max riu.

– Hahaha, primeira e ultima vez colega. - Falei levantando da cama.
Descemos para a cozinha e todos já estavam almoçando, eles fizeram alguns comentários sobre nós quatro mas logo pararam. Depois de almoçar fomos pra sala ver um pouco de TV.

– Galera, hoje vai ter uma festa na cidade vizinha, vamos? - Propôs Adam.

– Claro! Quem sabe assim não esquecemos essas coisas malucas que acontecem aqui de
madrugada. - Dominic sorriu.

– E você ainda pergunta? - Jay riu.

Eles ficaram realmente animados com essa festa, mas Kate, Eu, Max e Nathan não estávamos dando a minima.

– Gente, eu nem vou. - Falei séria.

– Nem eu. - Completou Kate.

– Por que meninas? - Jay fez um biquinho, ficando com cara de bebê.

– Não to afim de festa. Vão vocês, nós ficamos.

– E vocês vão ficar sozinhas aqui? Mesmo com essas coisas bizarras? - Nic perguntou.

– Elas não vão ficar sozinhas. - Nathan disse e todos fizeram uma cara confusa.

– Nós ficamos com elas. - Max acrescentou.

– Claro que não, vão ter a companhia das almas penadas e a de vocês. - Tom riu.

• Capítulo 13

– E você acha que se nós tivéssemos apenas zoando, estaríamos com a cara desse jeito? - Kate revirou os olhos.

– Vocês não estavam sonhando não? - Perguntou Nathan.

– Ah meninas, isso é um tanto quanto... estranho.
– Elas querem chamar a atenção. - Paige me encarou.
– Vai se foder, ninguém te chamou pra conversa.

– Educação mandou lembrança. - Ela ergueu uma sobrancelha.

– E eu mandei você ir se foder!

Paige ficou com uma cara de cu depois do que eu respondi e resolveu voltar pra cima. Ela e Naomi.

– E o ar volta a ser puro novamente. - Kate respirou fundo.

– Enfim.. Meninos, nós gravamos a risada! - Nic disse pegando o celular.
Assim que ela pois pra reproduzir, não fez barulho nenhum. Ficamos completamente boquiabertas, aquilo não era possível, não mesmo.

– Continuo achando que vocês estão nos zoando ou sonharam. - Max afirmou.

– Mas não é possível, nós não estávamos sonhando, era real! - Falei olhando para todos.

– Eu até que acredito - Siva se pronunciou na conversa.

– Isso! Alguém com bom senso nesse lugar. - Katherine falou erguendo as mãos para o alto.

– Siva não vale, ele acredita em fantasmas. - Ele vai acreditar em qualquer coisa que vocês falarem. - Tom comentou.

– Tá bom, tá bom, quando vocês ouvirem vão ver só. - Kate respondeu dando um leve tom de ameaça nas palavras.

– Nossa que medo dela. - Max disse irônico.

– Nhe nhe nhe, "que medo dela." Cala a boca! - Ela revirou os olhos.

Ficamos um tempo na cozinha discutindo sobre o assunto e ninguém acreditava em nós, apenas Siva. Depois resolvemos ir para sala.

– Kate, estamos ficando loucas? - Olhei pra ela enquanto me sentava no sofá.

– Cara, não sei. Impossível não ter gravado a risada.. Mais louca do que já sou não dá, definitivamente não dá.

– Somos burras! - Exclamou Dominic. - Se são assombrações, fantasmas seja lá o que for, é impossível gravar. Precisa de um aparelho especializado para isso. Na hora estávamos tão nervosas que nem lembramos desse detalhe.

Ela estava certa. Comecei a achar que era coisa da minha cabeça, fiquei calada pensando nessa tal risada. Por que ninguém ouviu? O que era aquilo? Eu estava sonhando? Estava louca? Milhões de perguntas invadiram minha mente.

– Ei, psiu! - Senti uma voz no pé do meu ouvido, me fazendo arrepiar. - Você ouviu mesmo aquela risada, sei lá? - Nathan perguntou se sentando no sofá ao meu lado.

– Creio que sim. Mas de tanto vocês falarem na nossa orelha, estou repensando sobre a idade de nós três estarmos malucas.

– Isso é estranho. Não acredito nessas coisas, nunca vivi uma experiência dessas, então.. - Nós dois permanecemos calados por algum minutos, apenas pensando sobre a risada.

– Vamos assistir filme? - Katherine quebrou o silencio da sala e todos concordaram animados.

Passamos o resto da tarde vendo filmes de comédia, riamos muito, não tanto pelo filme mas sim pelos meninos, que ficavam fazendo piadinhas e imitando os personagens.
Minha risada, da Kate e do Tom conseguiam ser as mais escandalosas. Tinha vezes que Katherine ficava batendo em sua coxa perna e rindo sem som parecendo aquele personagem de desenho Muttley. Tom praticamente pulava do seu lugar pra rir, e eu ficava batendo no sofá e afundando minha cabeça nas almofadas.

– Cara, vocês não são normais - Nathan comentou meio assustado.

– E você é muito né, querido? - O encarei.

– Essa aqui parece que esta tendo um ataque epilético. - Max apontou pra Kate.

– Se fecha!

– Vocês são muito escandalosos. - Naomi revirou os olhos.

– Quem pisou na merda e começou a berrar aqui mesmo? Ata. - Kate a encarou.

Todos fizeram o máximo de esforço para segurar a risada, exceto eu e Tom. Naomi praticamente nos estraçalhou com seu olhar. Depois de vermos os filmes eu estava caindo de sono, já era tarde e depois de tudo aquilo, não estava com nenhuma fome.

– Quero dormir. - Falei tombando a cabeça para trás. - Acho que lá pra cima.

– Vai logo que daqui a pouco estamos subindo. - Kate e Dominic disseram.

– Prefiro esperar vocês então.

– Por que? - Dominic me olhou confusa.

– Desculpa, mas sozinha eu não fico mais em nenhum comodo dessa casa. - Ri pelo nariz.

Ficamos por alguns minutos lá na sala e logo subimos. Deitamos na cama e desmaiamos, afinal, a noite passada foi foda.
JAY'S POV

Eu e os meninos resolvemos dormir logo após que as meninas subiram. Deitamos e pegamos. Estávamos dormindo tão bem, até que ouvi um barulho que me fez despertar rapidamente. Olhei para os lados e estavam todos dormindo, deveria ter ficado louco. Bom, resolvi me deitar novamente e tentar pegar no sono.. Mas não deu muito certo. Continuei ouvindo barulhos de correstes se arrastando pelo corredor, permaneci paralisado na cama, mal respirava. Quando vi que o barulho foi ficando mais fraco, tratei de ascender a luz e chamar o Tom. Por um segundo pensei que essa história de fantasmas tinha me afetado.


– Tom, acorda! - Cutuquei ele. - Acorda, caralho. To ouvindo um barulho!

– O que foi? - Ele levantou a cabeça, abrindo os olhos com dificuldade. 

– Ouvi um barulho estranho, to com medo. 

– Ta me zoando né?

– Não, velho, eu acordei com ele. 

– Você deve ter sonhado, vira de lado e volta a dormir. - Tom respondeu se cobrindo e fechando os olhos.

De repente ouvimos alguns passos no corredor e uma risada feminina, parecia ser de criança. Tom rapidamente se levantou e olhou pra mim:

– Você ouviu?

– Sim. - Falei incrédulo. 

– Fodeu, acorda os outros.

Me descobri e sai da cama, fui cutucando cada um até eles acordarem.

– Nem dormir eu posso mais, são três da manhã. - Nathan falou revoltado.

– Alguém morreu? - Siva perguntou confuso.

– Ouvimos barulhos. - Tom respondeu olhando pros lados.

– Vocês tão de brincadeira comigo? Os dois no minimo devem ter sonhado. 

– Que barulho? - Siva cobriu a cabeça.

– Eu ouvi passos e uma risada, o Jay apenas ouviu correntes se arrastando.

Nathan começou a rir e falar que era tudo alucinação da nossa mente. 

– Vocês sonharam. Só isso. - Voltou a se deitar.

– Agora estou com medo.

– Ah Siva, me poupe. Seja homem. - Max o encarou.

– Cala boca! - Eu gritei. O quarto inteiro permaneceu em silencio, todos ficaram atentos para ver se conseguíamos ouvir algo. 

– Ei.. - Tom sussurrou.

– Sssh.
Começamos a escutar correntes se arrastando pelos corredores e algumas risadas de crianças do lado de fora do quarto.

– Agora vocês acreditam em mim?

– S-s-sim.. - Max me olhou arregalando os olhos, apavorado.

– Cadê minha mãe? - Siva cobriu sua cabeça. Eu tenho medo, que caralho. Sabia que fantasmas existiam.

– Quem vai la fora ver o que é? - Nathan perguntou.

Nós olhamos um para a cara do outro e ninguém se manifestou.

– Falam que as três da manhã, é a hora que os espíritos ou almas perdidas são libertados. - Tom sussurrou.

– Ah, muito obrigado Thomas! Você me deixou muito tranquilo. - Respondeu Siva quase chorando.

– Vamos ficar quietos.

Os barulhos a cada minuto passavam a ficar mais frequentes e altos. Todos permaneciam imóveis em suas camas. Siva toda hora fechava os olhos e pedia para que aquilo fosse só um sonho. Nathan se encontrava de baixo das cobertas, mal respirando. Max ficou incrédulo e mal conseguia se mexer. Eu e o Tom ficamos um olhando pro outro.

– Vamos sair lá fora, talvez seja alguma menina querendo fazer uma brincadeira sem graça.

– Elas ouviram a mesma coisa ontem. - Nathan se descobriu. - Eu não saiu daqui nem fodendo, vocês que se dizem machos vão lá ver.
Como sempre ninguém se pronunciou.

– Pensei que elas estavam loucas. - Max falou se deitando e colocando o travesseiro por cima da cabeça.

– Eu também. - Todos concordaram.

– Será que se eu ligar pra minha mãe agora ela atende? - Siva perguntou pegando o celular e tentando discar.

– Siva, não precisa disso. - Falei pegando o celular da mão dele.

– Eu tenho medo, vocês sabem que acredito nessas coisas. Nunca escondi.

– Agora nós sabemos que deve ter alguma coisa, que elas não são loucas, por mais que aparentem.

– Quero ver quem vai ser o cara de pau de chegar amanhã e contar o que ouvimos.

– Eu conto. - Nathan levantou a mão.

– Não, deixa eu contar. Zoei a Katherine por isso, pensando que era alguma brincadeira de mal gosto delas. - Max retirou o travesseiro da cabeça e sentou na cama.

– Não vou conseguir dormir. - Siva respondeu.

– Então vamos permanecer acordados!

Passamos o resto da madrugada conversando e ouvindo barulho. Siva chegou a ajoelhar do lado da cama e rezar, pedindo pra Deus que tudo aquilo fosse alguma brincadeira. Tivemos que segura-lo toda hora que o barulho se aproximava e a risada parecia estar bem enfrente da porta. Nathan e Max pegaram no sono assim que todos os sons tinham parado pela manhã.

Resolvi cochilar rapidamente. Meu celular despertou as dez da manhã. Quando abri os olhos, todos já estavam fora de suas camas. Levantei rapidamente, fui até o banheiro e fiz minha higiene. Tratei de descer pra cozinha de samba canção mesmo, queria ver onde estava todo mundo.

– Alguém? - Gritei.

– Estamos na cozinha. - Ouvi Zoey responder com um berro.
Quando cheguei lá, todos estavam em volta do balcão pálidos.

– Já souberam o que aconteceu? - Falei abrindo a geladeira e pegando uma jarra de água.
– Sim..

– Contamos pra elas e elas disseram que não ouviram nada. Mas acreditam em nós, pela experiência que tiveram.

– É, sabe, diferente de algumas pessoas, nós acreditamos em nossos amigos. - Kate apontou para Max, que deu um tapa em seu dedo.

– Calada, mão pequena.

– Não xinga a minha mão, otário.

Os dois começaram a brigar e nós apenas observando e rindo.

– Será que dá pra vocês dois pararem? - Falei estalando os dedos.

– Ele é um idiota! - Kate disse se levantando.

– E você é uma mandona.

– Chega de DR aqui. Já deu. - Zoey berrou.

– O que vamos fazer agora?

– Não sei. - Tom respondeu.

– Acho que o mato ta nos fazendo mal. O ar do campo ta afetando nossos cérebros! - Adam exclamou.

– Hoje acreditou mais ainda que exista fantasmas. - Siva falou levantando suas mãos para trás.

– Isso mesmo Seev. É nois! - Kate foi até ele e o abraçou. O que fez Max olhar feio para os dois e beber seu café que estava na caneca.

– Muito legal isso, agora que não consigo dormir mesmo. - Dominic falou.

– Sou a favor de benzermos aqui.

– Eu também. - Zoey concordou comigo.

– Vocês todos só podem estar loucos. - Paige deu o ar da graça na conversa.

– Ninguém pediu sua opinião. E se for abrir a boca, que abra para falar alguma coisa que preste. - Kate retrucou.

– Nossa. Essa ai amanheceu de mal humor. - Naomi sussurrou.

– Enfim.. - Kate voltou o foco para a conversa, ignorando o comentário de Naomi.

Passamos um bom tempo falando sobre o acontecimento das duas noites e não chegamos em conclusão nenhuma. Eu e os garotos resolvemos jogar um pouco de vídeo game na sala e as meninas resolveram ir preparar o almoço. O resto da manhã passou bem rápido, fizemos campeonato entre nós e como sempre, Adam levou a melhor. Ele era viciado em games.

– Venham almoçar. - Kate pareceu na sala nos chamando. - E levem as mãos!

– Ta bom mãe. - Adam berrou rindo.

Elas colocaram a mesa e quando chegamos já estavam comendo. Tratamos logo de almoçar e durante isso Zoey e Nathan trocaram leves alfinetadas. Pois ele comentou que a salada de Zoey estava sem sal.
Acabamos de almoçar e resolvemos arrumar a cozinha, para dar uma folga para elas. Molhamos a cozinha inteira, o que deixou Dominic furiosa, nos expulsando da mesma. Passamos a tarde toda fazendo nada, Adam e Nathan ficaram concentrados no vídeo game, os dois eram competitivos demais.
Quando a noite caiu, Tom pediu para que alguém preparasse algo para comermos. Estávamos famintos.

• Capítulo 12

Era uma coisa viciante beijar ele. Eu pensei que depois que o beijasse esse sentimento, essa sensação de desejo, urgência fosse acabar, mas eu estava errada. O beijo só fez tudo aumentar de uma maneira absurda. O sol já estava se pondo, a paisagem era realmente maravilhosa.
Depois de beija-lo varias vezes, ele se sentou de perna de índio, eu me sentei em seu colo e ele passou seus braços em volta de mim depositando vários beijinhos no alto da minha cabeça e na minha bochecha. Eu poderia ficar ali pra sempre com ele. 

– Nath, acho melhor a gente voltar. 


– O que? Por que? - Perguntou confuso.


– Já que o céu escurece e como nós vamos achar o caminho de volta pra casa? - O encarei.


– É você tem razão, vamos logo! - Nos levantamos e ele me deu um selinho demorado. 


Subi no Pongo e ele no outro cavalo, corri o máximo que pude, assim que entramos no celeiro o céu escureceu de vez.


– Bem a tempo. - Nathan riu descendo do cavalo.


Depois de descer do Pongo começou a rir sozinha, Nathan me encarou confuso.


– Do que você tá rindo sua doente? - Me encarou.


– É engraçado ver você em um cavalo, aparentemente seu estilo não faz muito "garoto do campo."


– Você tem cara de patricinha e ai? - Ele riu. 


– Trouxa, não me chama de patricinha. 


– Tá, desculpa... patricinha. - Me virei e dei alguns tapas nele. - Brincadeira! - Exclamou.

Tiramos os arreios dos cavalos e quando estava saindo do celeiro ele me puxou e me beijou novamente.
Meus braços se entrelaçam em seu pescoço e os braços dele em minha cintura. Longos minutos depois, paramos o beijo e decidimos voltamos para a casa.
Quando entramos nela, todos estavam na cozinha e automaticamente olharam para eu e Nathan.

– Podemos saber onde os dois estavam? - Questionou Jay.

– Andado de cavalo. - Respondi

– Mas já escureceu. - Comentou Paige.

– Estávamos no celeiro, tirando os arreios dos cavalos. Nada demais.

Eles continuaram a nos olhar com desconfiança, mas logo passou. Nathan era só sorrisos e toda hora me lançava olhares e piscadas. Eu apenas retribuía tudo com um sorriso.

Subi para meu quarto, tomei um banho e assim que sai Kate estava sentada na cama me encarando.

– Eu ja saquei o que ta rolando entre tu e o Nathan. - Ela riu.

– Como assim? - Olhei pra ela.

– Não se faça de monga! Vocês se beijaram não foi?

Não tinha como eu esconder as coisas da Katherine, afinal era A Katherine. Contei para ela como foi e quando terminei só faltou ela parir um pônei colorido.

– Ah que lindos, perfeitos. Vocês são feitos um para o outro. - Ela sorria.

– Mas olha, não comenta com ninguém, por enquanto ta? - Falei seria e ela assentiu.

– Eu dou cobertura, relaxa. - Rimos.

Agora, toda vez que Kate via eu com o Nathan ela enchia o saco, mas sempre dava cobertura quando precisávamos. Eu e Nathan sempre nos pegando as escondidas, quando estávamos junto com todo mundo. As vezes eles percebiam mãos dadas, abraços, mas nunca levavam a sério.
Eu me sentia meio mal de estar escondendo deles sobre meu rolo com o Nathan, eles eram nossos melhores amigos. Mas sei lá o que o Nathan pretendia. Nas tardes de quinta e sexta, Eu e Nathan saímos andar a cavalo e sempre íamos no local do nosso primeiro beijo. Quando ele me olhava nos olhos era como se todos a nossa volta sumissem e ficássemos apenas nós dois. Kate e Max também andam se pegando as escondidas.

Na sexta-feira, voltamos pra casa antes do sol se por. Estava todo mundo na sala (Menos Paige e Naomi.) Me sentei no tapete e o Nathan ao meu lado.

– Zoey, Kate posso perguntar uma coisa? - Jay nos olhou. - É sobre duas pessoas.

Eu automaticamente olhei pra Kate com uma cara de fodeu.

– Claro Jay. - Kate sorriu.

– Qual o motivo de vocês não gostarem da Naomi e da Paige?

Jesus, que alivio. Jurava que ele ia perguntar algo do Max e Nathan pra gente.

– Elas são duas putas falsas.

– Digamos que o passa tempo favorito delas é infernizar nossas vidas, elas roubam os caras que a gente gosta, falam mal de nós para eles. Elas amam nos ver cagadas na vida. Se Zoey e Katherine estão no fundo do poço? Ambas quase explodem de felicidade. - Dizia Kate.

– Por que vocês acham que elas quase nunca saem do quarto? E quando saem ficam com cara de cu azedo? - Os encarei. - Por que eu e a Kate estamos mega felizes. Elas devem estar tramando um jeito de foder com tudo. - Respirei fundo.

– Relaxa, elas não vão fazer nada contra vocês. - Nathan disse tentando me tranqüilizar eu apenas sorri.

– Que meninas escrotas. - Adam comentou.

– Nunca gostei delas mesmo. - Tom riu

Logo eles mudaram de assunto.

– Nath... - Sussurrei e ele me olhou. - Posso te pedir uma coisa? Apenas uma? - O encarei.

– Qualquer coisa. - Ele beijou o alto da minha cabeça.

– Fica o máximo longe possível dessas duas amebas? - Falei com meus olhos marejados.

Só de pensar nas duas fazendo algo pra tirar o Nathan de mim, me dava um arrepio, uma vontade enorme de chorar me consumia.
Eu sei que a gente só tem um rolo, mas mesmo assim, ele continua sendo meu amigo, uma pessoa ultra importante.

– Claro que sim, vou evitar elas e ser grosso tá bom? - Ele sorriu pra me tranquilizar.

– Tá bom. - Respirei fundo e um lágrima teimou em cair dos meus olhos, mas ele a secou com o polegar antes que isso acontecesse.

Aposto meu rim que a Kate falou a mesma coisa pro Max.
Aproveitei que todos estavam distraídos na sala e fui para varanda, me sentei na rede. 10 segundos depois Nathan apareceu e se sentou ao meu lado.

– Por que você "chorou"? - Ele fez as aspas com os dedos e eu senti o toque de preocupação em sua voz.

– Medo de elas estragarem tudo.

– Olha Zoey, não fica assim. Nada vai acontecer, eu não vou deixar elas estragarem nada, ok? - Ele falou em um tom reconfortante.

– Nathan...

– Oi?

– Me beija.

Ele se sentou na rede e abriu um sorriso, pois a mão em minha nuca e me beijou, de uma forma doce, suave. Se alguém aparecesse ali agora nos pegava no flagra, mas por sorte ninguém apareceu.

Deitei em seu peitoral e ele nos balançava com a perna. Ficamos assim por um longo tempo, logo depois fomos jantar e voltamos todos para a sala. Conversamos mais um pouco e eu disse que ia pro meu quarto, assim que cheguei lá recebi um sms
"Já que to subindo pra te dar um beijo de boa noite ;) x" Ai por favor, como ele é lindo.
Tomei um banho, puis o pijama e fiquei deitada viajando em meus pensamentos. Estava sozinha no quarto, Kate provavelmente estava com o Max as escondidas e a Nic estava na sala. Até que ouvi alguém bater na porta.

– Tá aberta . - Falei.

– Olá. - Nathan riu.

– Estava te esperando. - Sorri e sentei na cama, ele se sentou ao meu lado.

– Queria dormir com você. - Ele fez um bico tão fofo que minha reaçao foi dar um selinho demorado nele.

– Não tem como cabeção, desista dessa possibilidade.

– Poxa, ta bom. - Ele cruzou os braços.

– Depois eu que sou a criança. - O encarei arqueando uma das sobrancelhas.

Conversamos um pouco e ele me enchia de beijos toda hora. Ele era maravilhoso. Deitei na cama e ele me deu um beijo na testa, piscou e saiu do quarto. Suspirei e sorri.

Acabei pegando no sono, nem vi quando as meninas entraram no quarto. Acordei de madrugada ouvindo uns passos no corredor, senti um pouco de medo, mas deveria alguém perambulando. Mas mesmo assim não consegui dormir, comecei a ouvir barulhos de risadas. Paralisei. Não era risada de ninguém da casa, eu conhecia bem a risada deles.

– Kate ... Kate.. KATE PORRA. - Gritei e ela acordou.

– Ai Deus o que foi? - Se sentou na cama assustada.

– Cala a boca e escuta. - Ficamos em silencio e a risada ecoou novamente.

– SANTA MÃE DE DEUS O QUE FOI ISSO? - Ela disse assustada.

– NÃO SEI, SOCORRO. - Pulei da minha cama para a dela.

– Me abraça. - Ela fez bico e eu a abracei.

A risada ficou mais alta, parecia que estava se aproximando. Eu e ela petrificamos na cama.

– Nic... Nic... DOMINIC. - Gritamos.

– O que foi?

– Nós estamos surtando ou tem uma risada ecoando por aqui? - Kate perguntou e assim que ficamos quietas a risada soou novamente.

– GENTE SOCORRO! - Ela pulou na cama junto com nós duas.

Tivemos a ideia de pegar o celular para gravar a risada ja que no outro dia ninguém ia acreditar se falássemos. Peguei meu celular, ficamos em silencio e a risada continuava, parecia que ela passou pelo corredor. Não sei de onde veio a coragem, mas eu abri a porta do quarto cuidadosamente e ascendi a luz do corredor consegui ver um vulto que acabara de descer a escada.
Eu simplesmente arregalei os olhos e comecei a soar.

– Zoey... Zoey - Kate me chamava.

Virei pra ela com meus olhos arregalados.

– Meu deus o que foi? - Nic perguntou.

– Vulto, fim da escada. - Falei encostando a porta e voltando para cama.

– Cadê minha mãe. - Katherine choramingava.

– Além de retardadas, somos loucas agora. - Dominic falou.

Resolvemos nos manter em silencio enquanto a risada ainda ecoava. Passamos o resto da noite em claro e quando finalmente alguém da casa acordou, decidimos descer para a cozinha tomar café.
Chegamos la e pudemos ver todos sentados na mesa, incluindo Naomi e Paige.

– Se a gente falar vocês não vão nos chamar de loucas? - Perguntei.

– Não. - Responderam.

– Ontem eu ouvi uns passos no corredor e até pensei que fosse um de vocês. Mais ai começou a ecoar uma risada meio sinistra, não sei explicar... Nic e a Kate também ouviram. - Falei olhando pra elas.

– Sim ouvimos, deu muito medo, de verdade.

– Depois abri a porta do quarto pra ver o que era, olhei na ponta da escada e vi uma sombra/vulto. Não sei identificar.
Quando lembrei dessas coisas um arrepio enorme percorreu todo meu corpo.

– Até arrepiei lembrando. - Falei mostrando meus braços.

Nathan e Max se olharam e começaram a rir.

– Vocês só podem estar zoando né? - Max falou recuperando o folego.

• Capítulo 11

Vamos lá na cozinha com o pessoal!

Ninguém comentou nada sobre a cena que aconteceu mais cedo, mas nos olhavam com uma certa desconfiança e malicia. Depois nós comemos, conversamos e fomos todos dormir.
Na segunda o dia foi bem legal, ficamos pescando, Jay e Siva pegaram dois peixes e acharam o máximo, o caseiro pescou mais alguns e disse que ia limpa-los para comermos de noite. Os mosquitos já estavam nos comendo então resolvemos entrar. Tomamos banho, nos trocamos e conversamos enquanto esperávamos o caseiro limpar os peixes. Assim que ele nos entregou eu e Kate começamos a fritá-los e depois jogamos limão por cima.

– Olha, já podem casar. - Comentou Tom. Nós rimos.
Depois de comermos e conversarmos fomos deitar.

– Zoey... - Kate sussurrou.

– Oi. - Olhei pra ela.

– Você e o Nathan o que rola? - Ela fez uma cara de malicia.

– Nada oras.

– Como nada? - Ela me encarou séria. - Por favor né Zoey, ontem você estava dormindo no colo dele.

– Ah ta, agora por que eu dormi no colo dele significa que eu dei pra ele? - Ri.

– Não trouxa, vocês nem se suportavam e olha agora.. - Ergueu uma sobrancelha.

– A gente ainda briga, pouco, bem pouco... Ah sei lá também.

– Já até sei o que vai acontecer. - Ela deu uma risada maligna.

– O que vai acontecer Katherine? - A encarei.

– Vocês vão ficar juntos. - Ela sorriu confiante.

– Aham, e amanhã vai chover chocolate. - Revirei os olhos.

– Filha é praga de amiga pega. - Rimos. - Ta, ta, ta. Boa noite Kate. - Me virei na cama na esperança de dormir.

Mas como sempre, não consegui. Sentei na minha cama, olhei no celular e eram 3:45 da manhã e por que cargas d'Água eu estava acordada? Levantei da cama
com muita cautela pra não acordar ninguém, todos estavam dormindo. Também era quase 4 da manhã eu queria o que? Cheguei na cozinha e fiquei pensando "O que pegar?"
Fui até o armário pra pegar um copo e acabei tropeçando no pé da cadeira fazendo barulho. Droga, droga. Peguei refrigerante na geladeira e puis no copo, fui pegar a tampinha do refrigerante e minha mão bateu em um pote que havia em cima da mesa o fazendo ir pro chão.

– Puta que pariu, só falta uma escola de samba invadir a cozinha agora! - Exclamei.

– Falando sozinha? - Ouvi uma voz que me fez assustar.

– Nathan! - Ele esta encostado na porta da cozinha me olhando. - O que você está fazendo aqui? Você devia estar dormindo..

– Se você quer vir na cozinha de madrugada e não quer acordar ninguém, devia ser mais cuidadosa - Ele riu pelo nariz.

– Ah jura? obrigada pela dica!

Quando fui pegar meu copo de refrigerante de cima da mesa, Nathan foi mais rápido e pegou antes de mim.

– Nathan, devolve por favor - Estiquei minha mão.

– Não. - Ele sorriu.

– Ah, qual é. - Suspirei.
Conforme ia pedindo pra ele me devolver, eu ia dando passos para trás, até que cheguei na parede. Ele encostou suas mãos na parede de forma que eu ficasse presa ali.

– Nathan, m-me devolve o copo. - Dei uma leve gaguejada.

– E se eu não devolver? - Ele sussurou com aquela voz grossa que estava meio rouca, no pé do meu ouvido da forma que quando ele falasse seus lábios encostavam suavemente em meu pescoço. Podia sentir seu halito quente batendo em minha pele. Aquilo estava me torturando. - Hein? - Senti seu lábio no meu pescoço novamente, o que me fez arrepiar.
Sim, ele percebeu.
Nathan ficou cara a cara comigo, me olhando fixamente, eu podia sentir o desejo em seus olhos e com certeza ele também percebeu o ardor nos meus.

Eu não podia olhar para a boca dele, se eu olhasse eu ia acabar fazendo merda. Naquele momento eu estava desejando a boca dele mais que nunca, mas estava me controlando. Ele voltou a sussurrar no meu ouvido.

– Você ainda não me respondeu, o que vai fazer hein? - Ele passava seus lábios pelo meu pescoço e dava alguns beijinhos.

Meu corpo já estava quente, se eu não saísse dali o mais rápido possível, eu ia me entregar ao desejo. Que aos poucos estava tomando conta de mim. Fechei os olhos e respirei fundo, na esperança de controlar meu corpo.

– Eu vou pegar outro. - O empurrei e sai dali.

Subi rapidamente para o meu quarto e me deitei. "O que foi isso?" pensei comigo mesma, esse garoto esta me enlouquecendo.
Kathe's POV

Decidi permanecer na piscina enquanto o pessoal entrou. Eu amava nadar. Desde pequena tinha uma certa paixão por água. Resolvi pegar um daqueles colchões infláveis. Fui até o meio da piscina, subindo nele e me deitando. Fechei os olhos e me perdi nos pensamentos. Até que ouvi alguém pulando na piscina, automaticamente abri os olhos, observando ao redor.. Não tinha ninguém. 


– Era só o que me faltava, ouvir coisas. - Pensei comigo mesma. 

De repente vi meu colchão se virando e eu caindo na água. Rapidamente voltei para superfície e vi Max na minha frente, rindo.

– Você tem algum problema mental? E se eu não soubesse nadar? - Berrei, fuzilando ele com os olhos.

– Tratei de te observar a tarde, para garantir que você não ia se afogar. 

– Ah, que legal. Agora você faz as coisas de caso pensado? 

– Não.. nem sempre. - Ergueu uma das sobrancelhas.

– Você vai me pagar. - Falei mergulhando e puxando seu pé pra baixo. Um começou a bater no outro. Tratei de afundar bem sua cabeça, só pra conseguir impulso e voltar para cima. Não obtive sucesso porque ele tratou de me puxar pela cintura me fazendo voltar e ficar cara a cara. 
Entramos em um transe, não conseguia desgrudar meus olhos de sua boca. Pude sentir ele se aproximando meu corpo do seu. Tratei de desviar o olhar, na esperança que ele me soltasse. Mas foi em vão. Quando voltei a olhar para Max, ele estava me encarando. Ficamos paralisados por alguns segundos se olhando, quando vi seu rosto se aproximar do meu, tratei de pegar impulso e voltar pra superfície, me retirando da piscina e pegando minha toalha. 
Rapidamente entrei na casa, estava começando a ficar traumatizada com aquele menino. Subi as escadas, conseguindo passar despercebida pelo pessoal que estava na cozinha. Entrei no quarto e fui direto pro banho. Zoey's POV No outro dia eu e Nathan trocamos algumas patadas, mas foi o dia inteiro trocando olhares, aquilo que aconteceu na madrugada bagunçou todos meus sentimentos.
Todos estavam sentados na varanda conversando, eu me levantei e fui para o balanço, fiquei olhando para a paisagem e mergulhei em meus pensamentos. 
Desde o primeiro dia em que eu trombei com o Nathan eu senti algo diferente, toda vez que a gente trocava uma palavra, já era motivo para virar uma guerra. 
No começo até pensei que eu o odiava, depois pensei que era uma atração que logo passaria e olha agora... Eu olho para ele e o desejo ao meu lado, desejo a boca dele na minha, desejo poder chama-lo de meu. Mas ao mesmo tempo, tenho medo, vai que o que ele sinta por mim seja só uma atração? Ou menos que isso...

Ele é incrivelmente chato, irritante, grosso, lindo, fofo, sexy. Toda vez que eu escuto a voz dele é motivo para meu coração acelerar, quando ele fala meu nome eu me arrepio, ele me desperta sensações que eu jamais sentira, que eu nem sabia que existiam. Eu tento negar, mentir pra mim mesma que eu não preciso dele, mas não tem como, cada parte do meu corpo anseia pelo dele.

Depois daquele incidente na cozinha, se eu não tivesse voltado pro meu quarto nem sei o que poderia ter acontecido. A cada dia que passa, ficar do lado dele sem poder toca-lo, é uma tortura pra mim. 

– Zoey... - Fui tirada dos meus pensamentos.

– Oi Kate - Sorri.

– Tá tudo bem? Por que está sozinha aqui? - Ela se sentou no balanço ao lado.

– Precisava pensar. - Sorri de lado.

– Sobre? - Perguntou curiosa.

– Sentimentos.

– Sobre quem estou pensando? - Ela riu.

– Depende... Em quem se esta pensando? - A encarei.

– Nathan Sykes? - Encarou de volta.
Não respondi nada, apenas olhei pra baixo e uma brisa leve bateu em meu rosto. Olhei pra frente e consegui ver Nathan olhando pra mim da casa. Involuntariamente sorri.

Conversei um pouco mais com a Kate e nós voltamos pra casa. Comemos e fomos dormir. Acordei as 10 horas, coloquei uma calça jeans, uma bota e uma regata branca. Kate ainda dormia, fui pra cozinha e comi alguma coisa junto com o pessoal e saí procurar o caseiro da fazenda que estava no celeiro.

– Oi Bob. - Sorri.

– Olá filha. - Sorriu também.

– Então eu queria saber se tem como eu celar o Pongo pra andar nele mais tarde....

– Claro que pode, ele vai adorar andar com você - Ele disse enquanto pegava algumas coisas para alimentar os cavalos.

– Posso? - Me referi a ajudar a alimentar os cavalos.

– Pode, claro. - Ele estendeu as coisas pra mim.

– Zoey, você se importa se ficar um pouco aqui com eles enquanto eu vou resolver outro negocio? - Ele perguntou meio sem jeito.

– Magina, é um prazer. - Falei animada.

Ele sorriu e saiu de lá, havia três cavalos - como ja tinha comentado antes- Dei algumas cenouras e maças para dois e depois comecei a escovar eles, deixei Pongo por ultimo.

– Olá amigão - Falei acariciando ele.

Dei a comida e enquanto ele comia, comecei a escovar seus pelos. - Então Pongo, pronto pra dar umas voltas comigo mais tarde? - Falei animada e ele relinchou - Vou
considerar como um sim...

Depois de cuidar dos 3 cavalos me sentei no monte de feno em cubos que tinha ali. Novamente meu pensamento foi tomado por uma pessoa, a mesma pessoa de sempre. Nathan Sykes, só queria saber por que ele mexia tanto assim comigo. Senti algo cutucando minhas costas, olhei e era Pongo.

– O que foi? - Falei acariciando sua cara.- Ah, você gosta disso? - Ri.
Pode parecer coisa de gente maluca, mas eu me sentia bem conversando
com cavalos, eu realmente amava ter qualquer tipo de contato com eles. Sério, poderia ficar dentro daquele celeiro pra sempre. Voltei para a casa e todos já estavam almoçando.

– Finalmente Sra. Baker - Adam riu.

– Onde você estava? - Perguntou Kate.

– Cuidando dos cavalos. - Falei sorridente.

– Que perda de tempo. - Paige revirou os olhos.

– Perda de tempo são esses seus comentários inúteis. - Respondi seca.

Depois de comer, eu sentei na rede que tinha na varanda e fiquei esperando mais um tempo antes de ir pegar o Pongo. Quando deu 15:30 avisei a Kate que ia andar de cavalo e fui até o celeiro. Peguei as celas, mantas, rédia e fui celar o Pongo. Poucos minutos depois ele já estava pronto.

– Vamos lá amigão. - Falei enquanto subia nele.- Me leve pra um lugar bem bonito. - Ri de leve.
Depois que eu disse isso, ele saiu do celeiro, nem correndo, nem andando, saiu na velocidade perfeita, ele estava indo pra onde ele queria, decidi não escolher o lugar, já que não conhecia as redondezas. Logo Pongo chegou num campo aberto e gigante, mais a frente haviam umas pedras altas que davam vista para onde o sol se punha. Comecei a correr com o Pongo pelo local, a sensação de estar em cima dele, com aquela brisa leve batendo em meu rosto e respirando ar puro era impagável.
Olhei para meu lado e levei um susto. Era o Nathan, correndo com um cavalo também.

– Nathan? - Perguntei surpresa.

– E ai. - Ele riu.

– Não sabia que você gostava ou andava de cavalo. - Falei puxando a rédia para diminuir a velocidade de Pongo.

– Eu te disse aquele dia no celeiro. - Ele me encarou.

– Mas, eu pensei que você estava brincando... - Ri. - Como você sabia que eu estava aqui? - Perguntei curiosa.

– Kate me disse que você estava de cavalo, depois eu só corri um pouco e te achei.

– Entendi.

– Você realmente ama cavalos né? - Perguntou sorrindo.
– Demais, se fosse possível eu teria um na escola. - Rimos.
Nessas horas nossos cavalos estavam andando calmamente.

– E aí, topa apostar uma corrida? - Ele propôs.

– Claro! - Concordei animada.

– Até aquela arvore ali, ida e volta. - Assenti.
Saímos correndo com nossos cavalos e eu consegui ganhar, por um milagre.

– Ganhei!

– Por que eu deixei, ok? - Ele cruzou os braços e nós rimos.

Ficamos andando, galopado e correndo por ali durante um tempo.

– Zoey, vamos nos sentar ali? - Ele se referia as pedras e eu assenti.
Descemos do cavalo, deixamos eles atrás da gente e nos sentamos nas pedras.

– Aqui realmente é um lugar bom pra pensar na vida. - Refleti e ele concordou. Ficamos uns minutos em silencio ate ele me chamar.

– Zoey... - Senti uma mistura de ansiedade, medo e nervoso em sua voz.

– Diga Nathan. - Olhei pra ele sorrindo.

Ele não disse mais nada, apenas se aproximou de mim, de modo que nossas respirações se misturassem, fixou seu olhar no meu por vários minutos, passou seus dedos levemente em minha bochecha.
Eu já não conseguia mais pensar, meu coração parecia que ia pular do meu peito, minhas pernas já estavam dormentes.

Minha boca gritava de desejo pela dele, quando ele se aproximou de vez acabando com aquele espaço entre nós, fazendo finalmente nossas bocas se colarem.Sua língua pediu passagem e eu cedi. Ele levou sua mão até minha nuca, acariciando a mesma, me fazendo arrepiar, levei minha mão até seus cabelos.
Fui consumida por uma sensação de urgência, desejo, felicidade. O começo do beijo foi bem calmo, como se ele estivesse aproveitando cada segundo. Quando segurei e puxei seu lábio inferior a intensidade do beijo mudou, ele começou a beijar meu pescoço, mordendo levemente minha orelha, fazendo meu corpo tremer.

Quando ele voltou a me beijar, parecia que nossas bocas não podiam ficar longe uma da outra, era desejo que não acabava mais. Depois de um certo tempo, terminamos o beijo com selinhos demorados, pois ambos precisavam de ar. Ficamos com uma testa encostada na outra, minha única reação foi sorrir e a dele também.

– Zoey... - Ele ia começar a falar mais eu o interrompi com outro beijo.

• Capítulo 10

– Que emocionante sempre quis fazer isso. 

– Você nunca fez? - Jay perguntou boquiaberto.


– Não, somos brasileiras lembra? Lá ninguém faz isso. 


Ficamos uns minutos conversando até que o Adam pergunta das amebas.


– Ei, cade a Naomi e a Paige? - Olhou em volta. 


– Devem estar no quarto. - Jay deu de ombros. 


– Não fazem falta nenhuma - Falei seria.


– Se você não falasse não ia nem perceber a ausência delas. - Kate disse enquanto comia um marshmellow.


– O amor de vocês pelas duas é enorme não? - Siva riu.


– Nossa senhora, sem elas não vivo. - Kate disse irônica.


– Que tal começarmos as historias? - Tom propôs animado.


– Que tal falarmos sobre o tempo? Então galera, será que chove? - Olhei para o céu que estava estrelado.


– Cala boca, Zoey. - Eles falaram rindo.


Eu não conseguia parar de bater meu pé no chão, estava realmente com medo das historias. Sim, sou muito medrosa em relação a isso. 

– Para de bater o pé, por favor. - Nathan me olhou.

– Os incomodados que se mudem. - Dei de ombros. 


– Você é chata ein. - Ele revirou os olhos.


– Olha quem fala. 


Tom começou a contar as historias e ele contava de um jeito que deixava mais assustador ainda. Já to até vendo que a noite não durmo. Aquilo realmente estava me fazendo ficar com medo. 


Todos estavam em silêncio só se ouvia a voz do Tom e o estalar das chamas na fogueira. Uma vez ou outra uma coruja, sapos faziam barulhos o que me fazia dar pulos no tronco de susto, Nathan que estava ao me lado ria baixo se divertindo com a minha desgraça. 


– Isso mesmo, ria da desgraça alheia! - Sussurrei pra ele o que fez rir mais ainda. 


Tom terminou sua historia e Jay começou uma outra, estava tudo escuro só a fogueira nos iluminava. Eu já estava com medo de olhar pra trás e ver alguma alma penada. Jay dava vários sustos ao decorrer da historia, dei uma olhada pra Kate e o que era aquilo?
Ela estava grudada nos braços de Max e ele olhando pra ela de canto de olho e com um sorriso de lado.
Os dois realmente combinavam. Voltei minha concentração a historia, a parte que estava realmente era de suspense e bem no momento em que Jay narrou o susto, um sapo fez um barulho me fazendo gritar e agarrar o braço de Nathan, cravando minhas unhas no mesmo. Coitado.

– Ai, ai, ai, ai. Caralho! - Nathan disse.

– Desculpa. - Lancei meu olhar de piedade, mordendo meus lábios.

– Você quase arrancou meu couro.

Eles continuaram contando as histórias e ao decorrer delas eu agarrava o braço de Nathan sem querer, era involuntário, mas agora sem a unha. Quando pararam de contar as histórias nos levantamos e apagamos a fogueira.

Estávamos voltando para a casa, comecei a lembrar das histórias e senti um cutucão na minha cintura, meu coração foi parar na garganta e eu gelei. Minha única reação foi dar um mega pulo e gritar. Kate fez a mesma coisa, portanto também deve ter sentido. Olhei para trás e vi Nathan e Max se matando de rir. Ai aqueles putos.

– Nathan! - Gritei olhando para o ele. - Não teve graça nenhuma, quase que você me mata do coração. - Falei dando tapas nele.

– Perdeu a noção do perigo Max? - Kate o encarou seria. Quer me matar mesmo?

Xingamos os dois por um longo tempo e eles ficaram rindo. Dois babacas, desgraçados.

– Olha Tom e Jay se eu não conseguir dormir a culpa vai ser de vocês. ok? - Os encarei.

– É, vamos infernizar vocês no quarto. - Kate completou e eles riram.
Subimos para o nosso quarto, tomamos um banho, escovamos os dentes e fomos deitar. Mas quem disse que eu conseguia dormir?
Meu cérebro fez questão de lembrar detalhadamente de cada historia que eu ouvira naquela fogueira.

Saí do quarto com o máximo de cuidado possível para não acordar ninguém, desci as escadas e fui para a sala. Sentei no sofá e liguei a TV.
Alguns instantes depois ouvi passos, já pensei que era um demônio. Senti uma mão no meu ombro levei um baita susto que me fez cair no chão. Quando me levantei vi que era a Katherine, rindo sem som, começando a pular e a olhar pra cima.

– Caralho menina, pensei que era um espirito. - Falei com a mão no peito, tentando me reconstituir.

– Desculpa, mas seu tombo foi hilário. - Ela disse se sentando no sofá.

– Ha Ha.

– As historias tiraram meu sono.

– O meu também, meu cérebro ainda fez questão de lembrar de tudo sobre terror que eu ja vi em meus 17 anos de vida. - Rimos.

Ficamos um tempo conversando e acabamos pegando no sono ali na sala mesmo. Senti alguém me chacoalhando de leve.

– Zoey.... Zoey... - Abri os olhos devagar e vi que era a Nic.

– Oi Nic. - Sorri de leve e me sentei no sofá. - Ai meu pescoço. - Passei a mão sobre o mesmo.

– Quem mandou dormir no sofá. - Ela riu. - Vem, vamos comer.

Olhei pro lado e vi o Adam na missão impossível que era tentar acordar a Kate. Fui para a cozinha com a Nic e todos estavam lá.

– Bom dia galera. - Sorri.

– Boa tarde. - Eles responderam rindo.

Assim que me sentei, Kate apareceu.
– Velho, minhas costas. - Ela reclamou.

– Meu pescoço sente o mesmo. - Comentei.

– Por que vocês dormiram na sala? - Adam perguntou.

– Perdemos o sono!

– Perderam o sono ou ficaram com medo de fantasmas? - Max riu.

– Se eu fiquei ou não, você não tem nada a ver com isso né? - Kate o encarou.

– Seev meu modelo, sabe fazer massagem? - Perguntei soltando um riso leve. - Quer fazer uma boa ação uma boa ação para sua querida e bela amiga? - Fiz bico.

– O que não me pede chorando que eu não faça sorrindo. - Ele riu. - Claro que faço!

– Jay você que é meu homem aranha, me ajude com minhas costas. - Kate falou manhosa.

– Claro!
Enquanto eu e Katherine comíamos eles ficavam fazendo massagem em nós.

– Fala serio Seev. - Fechei os olhos. - Casa comigo. - Todos riram.

– Jay, cadê meu anel de noivado? - Kate perguntou rindo.

Nessa hora vi Max e Nathan saindo da cozinha, com cara de bunda. Eu ein. Meninos malucos. Depois de comermos decidimos ir para a piscina, subi para o quarto junto com a Nic e a Kate.
Colocamos biquíni, shorts jeans, uma camiseta, um óculos e fomos lá pra fora.

Todos já estavam na piscina, Nic tirou o short e ja pulou, infelizmente Paige e Naomi estavam ali, tomando sol. Pareciam duas lagartixas secas. Eu e Kate tiramos nosso short e nossa camiseta e os meninos ja trataram de elogiar.

– FIU FIU! - Tom assoviou e riu.

– Oh la em casa - Siva falou zoando o que nos fez rir.

– Agora o negocio começou a ficar bom. - Jay disse rindo.

Eu e Kate ficamos sem graça, mas logo passou. Pegamos o protetor e começamos a passar, quando fomos passar nas costas eis que aparece Nathan e Max.

– Quer que a gente passa para vocês? - eles perguntaram e sorriram.

– Passem né. - demos de ombro entregando o tubinho para eles.

Eles começaram a passar, assim que as mãos de Nathan tocaram minhas costas em movimentos circulares para espalhar o produto, eu senti uma sensação estranha.

Ele levou suas mãos entre meu ombro e minha nuca e fez movimentos lentos, instantaneamente me arrepiei, acho que ele percebeu pois soltou uma risada.

– Sua mão esta gelada sabia? - Tentei disfarçar.

– Aham - ele riu. Fechei os olhos e respirei fundo.

– Obrigada Nath!

– Nath? - Ele repetiu surpreso. - Você nunca me chamou assim.
Apenas sorri de volta. Antes que eu saísse de la, ele me pegou no colo rapidamente.

– Nathan, o que você ta fazendo? - Comecei a me debater em seu colo.
Ele olhou pra mim e pra piscina com um sorriso malicioso.

– Não ouse fazer isso. Me larga. Socorro! - Todos me olhavam rindo. - Seus inúteis, me ajudem!

Ele começou a correr comigo em seu colo e pulou na piscina. Mergulhou e foi pra cima primeiro que eu, tomei uma certa distancia por debaixo da agua e subi me debatendo na mesma.

– Nathan eu não sei nadar, soco.. - Gritei afundando.

Ta, eu menti. Só para adicionar mas emoção ao dia e dar o troco.
Percebi que em questão de segundos ele ficou desesperado e mergulhou até mim, me pegando rapidamente no colo e me levando pra superfície.

– Zoey, Zoey! - Ele me chamava e eu podia sentir o tom de desespero e preocupação em sua voz.
– Rá! Pegadinha do malandro. - Falei rindo e forçando a cabeça dele pra baixo da piscina.

– Sua desgraçada, você me assustou. - Ele disse assim que voltou pra superfície.

– Desculpa bebê, era pra adicionar emoção a sua vida. - Ri e pisquei pra ele, mergulhando logo em seguida. Ele também mergulhou e nós ficamos no encarando debaixo da água.
Eu acabei ficando encostada na parede da piscina e ele foi se aproximando, meu coração disparou, estávamos bem perto, ele foi se aproximando mais, acabando com o espaço entre nós e se ele se inclinasse um pouco nossas bocas iriam se encostar. Tratei de ir pra superfície rapidamente.
Assim que cheguei respirei fundo, me sentei na borda ficando apenas com meus pés dentro da água.

– Zoey vamos fazer uma briga de galo? - Siva se sentou ao meu lado.

– Eu contra você? Tá louco?

– Não, ai é covardia.

– Claro, por que eu ia ganhar de você. - Falei jogando o cabelo.

– Vai sonhando. - Rimos. Mas sério agora, vamos? - Assenti.

Pulei na piscina e logo Kate apareceu e pulou também. Ficamos conversando quando Tom disse que ele ia escolher as duplas para a briga de galo. Seria Kate contra Naomi, Eu contra a Paige.

– Ele fez isso de propósito.

– Ele sabe que a gente ia querer isso mesmo. - Ri.

Primeiro ia Kate que subiu no Adam e a Naomi que subiu no Max. Oferecida. Elas começaram a briga, Kate estava levando o negocio a sério, Naomi não tinha chances contra a Kate, após alguns minutos de luta, Naomi caiu com tudo na água.
Não pude deixar de rir, Katherine estava fazendo uma comemoração lá com o Adam. Agora seria eu contra a Paige, subi nas costas de Jay e ela subiu nas costas do Nathan.

Vagabunda. Quando começou a briga tive vontade de rir, ela achava que ia ganhar de mim, a menina tinha as perna tão fina que eu tinha medo que se quebrassem quando ela andasse.
E o pior de tudo, ela e a Naomi se achavam as gostosas, por favor. Poucos minutos depois fiz ela cair de cima do Nathan, ela acabou engolindo água e saiu tossindo da piscina, olhei pra Kate e começamos a rir.
Fiz uma dancinha comemorativa em cima do Jay. Agora seria a Kate contra a Dominic, ela subiu no Siva e começou a briga com a Kate, demorou um pouco mais a Kate caiu na água. Agora seria ela contra mim, lá fomos nós. Demorei o mesmo tempo que a Kate e acabei caindo na agua.

– UHUUL GANHEI! - Nic festejava. - É Nois Seev - Ela riu.

Eu e Kate estávamos ignorando Naomi e Page o máximo possivel.

Os meninos também fizeram a briga, claro o deles foi mais demorado, mais emocionante de se assistir, no final quem deles ganhou foi o Jay.
Ficamos o resto do dia fazendo brincadeiras na água como volei, corridas, quem ficava mais tempo sem respirar, até de tubarão brincamos. Exceto Naomi e Paige que falaram que preferiam tomar sol e ja
enjoaram de piscina.

Quando o sol estava se pondo nós resolvemos sair, Kate disse que jaja ela ia. Fui pro quarto junto com a Dominic, tomamos banho e fomos comer alguma coisa. Encontramos todos na cozinha.

– Cara, deve ter um bebê dinossauro na minha barriga - Ri.

– Na minha deve ter um alien então.

– Vamos alimenta-los. - Sorri me sentando na mesa.

Comemos até quase explodirmos. Depois fomos todos para a sala, me joguei no tapete que havia lá -que era bem grosso e de pelo- e fiquei, estava quase cochilando, ficar em piscina me cansava.

Decidi ir pro meu quarto antes que eu dormisse ali mesmo no tapete, me joguei na cama e apaguei. Acordei, coloquei um shorts, uma blusinha e desci na cozinha. Só havia o Nathan lá.

– Oi - Ele sorriu.

– Oi - Sorri de volta. - Cadê todo mundo? - Perguntei enquanto comia uma maça.

– Não sei.

– Que informado você.

– Tonta. - Ele ele jogou um pedaço de pão que tinha em cima da mesa.

– Ei, olha o desperdício de comida Sr. Sykes. - O encarei.

– Oh, me desculpe Sra. Baker. - Rimos.

Enquanto eu terminava de comer minha maçã, ele ficava me encarando. Eu achava aquilo realmente estranho, sera que tinha algo na minha cara? Maçã nos meus dentes? Resolvo ignorar. Assim que terminei de comer decidi ir pra sala.

– Vem também? - Perguntei olhando pra ele que logo abriu um sorriso e concordou.

Por que diabos eu chamei ele pra vir comigo? Enfim.. Fomos para sala e ele se sentou no sofá e eu sentei ao seu lado. Deixei na nick já que estava passando Bob Esponja.

– Zoey, cada dia que passa eu tenho mais certeza que só seu corpo desenvolveu e sua cabeça ficou presa na infância. - Ele riu e me encarou.

– O que? Por que? - O encarei confusa.

– Meia de bichinhos, medo do escuro, medo de fantasma, Bob Esponja... Só falta você me dizer que ainda mama na mamadeira. - Ele soltou um riso.

– Ah claro, toda noite antes de dormir e também não posso esquecer da chupeta! - Ironizei.

– Você é muito idiota. - Falou batendo a almofada em mim.

– E você é um trouxa. - Dei um tapa na cabeça dele.

– Um trouxa que você agarra quando esta com medo. Ele ergueu uma sobrancelha.

– Ah Nathan, por favor, você estava do meu lado e eu estava com medo, de queria o que? É automático. - Cruzei os braços. Ele me encarou rindo. - Vai a merda você. - Mostrei o dedo do meio pra ele.

– Educação mandou lembranças. - Segurou minha mão.

– Ó o sujo falando do mal lavado. - Ri baixo.

Ficamos uns minutos em silêncio e o sono começou a aparecer, já estava com a bunda dormente, então automaticamente deitei no colo do Nathan.
Aposto que ele ficou surpreso mas não ligou, logo começou a fazer carinho no meu cabelo o que me fez pegar no sono rapidamente.
Acordei de novo com um barulho alto de vozes vindo da cozinha. Me sentei e perebi que Nathan estava olhando pra mim e sorrindo.

– Em que ano a gente está? - Perguntei coçando meus olhos e rindo. - Agora sério, faz tempo que você esta acordado?

– Não muito. - Percebi pelo tom da sua voz que ele mentiu, mas fingi acreditar.

• Capítulo 9

– Agora vá buscar a Katherine, tadinha dela. Não vamos deixar ela sozinha com aqueles dois maniacos, vulgo Max e Nathan!

– Verdade, capaz de sair tiro entre eles. - Siva respondeu descendo as escadas e chamando pela Kate.


– Cadê a minha Mary Jane.


– Estou aqui. - Kate falou levando o braço e indo em direção de Seev.


– Vou te levar até la em cima, vamos. - Automaticamente ele a pegou no colo e saiu correndo escada acima.
– Você quer que eu morra? - Kate desceu de seu colo.

– Só estou colocando um pouco de adrenalina na sua vida. - Respondeu rindo.

– Olha la as amebas tentando fazer amizade de novo com o Tomtom. Vá resgatar ele daqueles animais.

– Sim senhora. - La foi ele novamente, descendo as escadas.

– Tom, as meninas estão te chamando. - Siva falou sério.

– Ok, já estou indo.. - Tom respondeu saindo daquele montinho de conversa.

– Seev, me leva.. estou com dor nos pés. - Naomi choramingou.

– Desculpa, mas agora tenho que levar minha futura noiva lá pra cima. - Falou pegando Tom no colo.

– Ai gato, por favor. Agora você fez todos descobrirem sobre nosso relacionamento. - Tom afinou a voz fazendo gestos de menina.
Ambos riram e Siva colocou ele no chão.

– Vamos apostar corrida pra ver quem chega lá em cima primeiro?

– Claro!
Os dois saíram igual uma bala, tava até vendo alguém rolar daquela escada.

– To morto. - Siva falou afogante.

– Eu também. - Tom respirou fundo.

Eu e Kate estávamos rindo dos dois. Era muito engraçado ver os dois apostando corrida.

– Do que estão rindo?

– De vocês quase tendo um filho por subir uma escada.

– Falou aquela que subiu 10 vezes né? - Retrucou Siva rindo.

– Calado. - O encarei fazendo cara de brava e rindo em seguida.

– Em qual quarto vocês vão ficar? - Falou Jay saindo de um e encostando a porta.

– Naquele que você deixou as malas mesmo.

– A Dominic quer falar com vocês. - Jay apontou para o quarto.

– Ok, já voltamos.

– Tudo bem.

Os meninos foram la para fora acabar de trazer as coisas do carro e nós fomos falar com a Nic.

– Eu queria perguntar uma coisa pra vocês. - Disse pegando suas roupas da mala e guardando em um armário.
– Pode falar.

– O que aconteceu aquele dia no elevador?

– Nada.. Por que? - Kate arregalou os olhos.

– É que vocês, Max e Nathan não estão tão ignorantes um com o outro! - Exclamou.

– Isso é fase, mas la dentro não aconteceu nada, apenas dormimos mesmo. - Afirmei.
– Não me diga que você pensou besteira senhorita Nic. - Kate falou indo até a janela e a abrindo.

– Eu? Besteira? Por favor. - Ironizou.

– Babaca. - Todas nós rimos.

Ajudamos Nic a arrumar o quarto, pois iriamos dormir naquele mesmo lugar.
Depois de colocarmos tudo nos seus devidos lugares fomos conhecer a fazenda. O caseiro estava esperando todos la embaixo.

– Vou mostrar a fazenda para vocês. - Todos assentiram.

Como eu já tinha falado antes, havia uma piscina, uma churrasqueira. Quando passamos pela piscina os meninos já ficaram loucos para pular e fazer uma bagunça.

– Agora vamos conhecer o galinheiro. - Fomos caminhando até la e eu puxei Kate mais pra perto de mim, sussurrando:

– Essa é o habitat natural da Naomi e da Paige. Elas deveriam dormir aqui. - Kate olhou pra mim, tentando segurar a risada.

– Concordo. - Cochichou.

Continuamos andando e nos dirigimos até o lago de pesca. Avistamos uma mamãe pata e os patinhos atrás nadando no lago.

– Por ultimo temos o celeiro, me sigam. - O caseiro falou.

Comecei a andar saltitando pois era um celeiro, sou apaixonada por cavalos desde pequena. Ou seja, celeiro era vida pra mim.

– Temos esses 4 cavalos, que são da Sra. Stewart.

– Que lindos. - Passei no meio de todo mundo e me dirigi até o cavalo.

– Como ele chama? - Comecei a alisa-lo.

– Pongo.

– Que nome mais lindo, meu Deus. - Me virei fazendo voz de criança e tentando me comunicar com o cavalo.

Todos começaram a rir após verem aquela cena. Então voltei a minha atenção a eles.

– Parem de rir, seus babacas.

– Own Pongo. - Jay começou a me imitar, o que me fez ter um ataque de risos.

– Trouxa. Por favor, cavalos são vida. Sempre fui apaixonada por eles, nem venha me zoar.

Senti o cavalo cutucar minha mão direita que estava sobre a cabeça dele.

– Que lindo, ele gostou de mim. - Voltei a fazer carinho.

Enquanto via Jay me imitar, reparei que Nathan me olhava de uma certa forma, digamos que estranha.

– Temos o curral ainda, querem ver?

– Nós queremos. - Naomi e Paige falaram saindo pra fora do celeiro.
Decidi ficar acariciando o cavalo, porque estava mais interessante do que visitar vacas. De repente ouvi um grito..

– Essa vaca nojenta fez coco aqui. - Berrou Paige.

– Que nojo. - Naomi olhou para os pés delas que estavam cheios de coco.

– Aqui é o lugar delas, você queria que elas fizessem em que lugar? Na sua cabeça? - Tom revirou os olhos achando a situação ridícula.

Todos estavam rindo, porque a cara que elas fizeram de nojo, misturando com medo, foi a melhor.
Sai na porta do celeiro, pra ver o que tinha acontecido e me deparei com aquilo. Não consegui conter o riso, comecei a rir disparadamente. Parecia que aquelas três semanas seriam as melhores da minha vida.

– O primeiro dia já foi bom. - Falei baixo para ninguém ouvir. Eles voltaram para casa, porque elas ainda estavam dando chilique.
Voltei para o celeiro e fiquei tirando foto dos cavalos. Aquele lugar me trazia uma paz absurda. Na verdade, qualquer fazendo trazia. Poderia passar o dia inteiro admirando eles.

Comecei acariciando outro cavalo que se encontrava la. Ele era inteiro branco, me lembrava o que eu tinha na minha infância. Fiquei tão entretida com ele, que perdi a noção do tempo. Quando me dei conta, já eram 18:30.
Me virei pra trás e dei de cara com Nathan encostado na porta me admirando. Tomei um susto, porque pensava que estava sozinha.

– O que você ta fazendo aqui? - Falei me afastando do cavalo.

– Oras, não posso gostar de cavalos também? - Indagou levantando uma das sobrancelhas.

– Claro que pode, contanto que não fique me olhando. - Respondi saindo andando do celeiro.
Aquele menino estava ficando muito estranho e isso me dava medo. Pude ouvir ele responder algo, mas nem dei importância.

Saí de lá e voltei para casa. Assim que entrei na sala vi todo mundo lá com cara de tédio.

– Mas olha se não é a amante de cavalos. - Jay riu

– Por que essas caras de tédio? - Falei apoiando meus joelhos nas costas de Siva que estava sentado no chão

– Não tem nada pra fazer. - Adam suspirou.

– Ah qual é galera, vamos sei lá catar minhoca na terra, mas vamos fazer algo. - Kate disse.

– Já sei! - Exclamou Jay.

– O que? - Olhei pra ele.

– Vamos fazer uma fogueira la fora? - Disse animado.

Era uma ótima idéia, nisso Nathan já tinha chegado.

– Sim, vamos! - Todos concordaram.

– Aí podemos fazer uma roda em volta e contar histórias de fantasmas, MUAHAHAHA. - Tom soltou uma risada maligna.

– Sim! - Todos nós estavam empolgados.

– E com marshmellow. - Completou Dominic.

– Então gente .... hehehe - Kate começou.

– O que foi agora? - Max revirou os olhos.

– Fica de boa ai. - Ela o encarou e voltou a falar. - Historia de terror, não me gustam.

– Nem a mim. - Completei.

– Ah olha, além de ter medo do escuro a bebê tem medo de fantasma. - Nathan falou fazendo um biquinho.

– Garoto, da licença. - Joguei uma almofada que bateu no seu ombro.

– Que bullying com elas, eu acredito em fantasmas também. - Completou Siva.

– Isso Siva, é nois. - Falei passando meus braços em volta de seu pescoço.

– Siva seu lindo. - Kate riu e mandou beijo.

– Vai ficar do lado delas mesmo? - Max o encarou rindo.

– Vou e aí? - Ele encarou Max de volta.

Nessa hora senti uma almofada na minha cara seguida de muitos risos. Fuzilei Nathan que estava rindo, mas assim que me olhou ficou sério no mesmo instante.

– Foi você Sykes? - Falei séria.

– Eu? - Ele apontou pra si mesmo e olhou pros lados. - Claro que não, foi o Tom.

– Eu? Eu to quieto aqui.

Peguei outra almofada e joguei no Nathan batendo exatamente no seu rosto. Ele estava rindo, assim que a almofada bateu ele ficou sério, não pude deixar de rir.

– Engraçadinha. - Fez careta e jogou outra almofada.

Só que essa acertou em Siva, já que eu me escondi atrás dele. Siva jogou almofada em Nathan só que acertou no Max, ele foi jogar no Jay só que acertou em Kate e ela jogou de volta em Max.
E assim começou uma guerra de almofadas, todos estavam rindo e se divertindo, era realmente maravilhoso ficar junto deles, quando eles estão por perto não tem tempo ruim. É zoeira toda hora.
Peguei uma almofada e fui na direção do Nathan e bati em sua cabeça.

– Ei!!! - Ele exclamou rindo pegando outra almofada e batendo em mim.

– Ah é assim então? - O encarei, erguendo uma sobrancelha.

Começamos a nos bater com as almofadas, eu não conseguia parar de rir. Acabei tropeçando no tapete e caindo no chão, agarrei o braço de Nathan pra na tentativa de não cair, mas foi em vão e ele acabou indo pro chão comigo, ficando em cima de mim.

O encarei por um tempo, podia sentir seu coração bater em ritmo acelerado e sentir sua respiração quente em meus rosto. Fiquei totalmente hipnotizada pelos seus olhos verdes.

– Epa, epa que putaria é essa? - Kate perguntou rindo quebrando todo aquele transe.
Nathan se levantou rapidamente e me deu a mão para levantar também.

– Se quiserem uma aproximação maior vão para o quarto. - Tom falou maliciando a situação, fazendo todos rirem.

– Hahaha, como vocês são engraçados. - Ironizei.

– Putarias a parte. Adam riu. - Vamos fazer a fogueira logo.

– Putaria? Por favor né. - Revirei os olhos.

– Hummm, ela ficou irritadinha. - Kate mexeu no meu cabelo.

Decidi ignora-la. Os meninos foram lá para fora começar a fazer a tal fogueira. Eu e as meninas começamos a pegar vários sacos de marshmellows e os suporte para coloca los. Assim que terminei de ajuda-las fui la fora, Kate veio logo atrás. Olhei para ela que estava com seu olhar fixo em Max.

– Hum, Max. Depois fica falando de mim.

– O que? Max, o que? - Falou piscando repetidamente.

– Nada. - Falei rindo.

– Você é maluca. - Me encarou.

– E você é muito normal né? - Ergui uma sobrancelha.

– Ssh. Calada.

Ficamos observando os meninos por alguns minutos ate que kate deu a ideia de irmos ajudar. E lá fomos nós.

– Ei, meninos. - Sorrimos e eles sorriram de volta. - Viemos ajudar.

– HAHAHAHHAHA - Max e Nathan se olharam e começaram a rir.

– Tem algum palhaço por aqui? - Kate disse séria.

– Vocês ajudarem? - Max falou recuperando o ar. - O máximo que fazem é atrapalhar.

– Fica na sua Max, que coisa! - Ela revirou os olhos.

– Tentem ascender a fogueira enquanto a gente arruma esses troncos para sentarmos em volta - Jay propôs e nós assentimos.

Eu e Kate nos ajoelhamos na frente da fogueira e ficamos encarando por algum tempo.
–
Ta, como a gente liga isso? - Kate perguntou.

– Ligar? - Começamos a rir sem parar.

– Vão rir ou ascender a fogueira? - Max encarou Kate.

– Você vai calar a boca ou querer levar um tapa? - Encarou de volta.

– Ui, ela é agressiva - Ele ergueu os braços.

– Trouxa.

– Voltando pra cá. - Estalei os dedos chamando atenção da Kate. - Temos que ascender isso.

– Não sei como. - Ela cruzou os braços.

– Vamos tentar esfregando os gravetos uns nos outros, ja vi em filmes.
Pegamos dois gravetos e começamos a esfregar um no outro, por um longo tempo.

– Já to cansada. - Suspirou.

– Minhas mãos doem. - Falei parando e rindo.

Tentei fazer fogo novamente, mas foi im fracasso.

– Ai biscate! - Gritei.

– O que que foi? - Kate perguntou e senti os meninos me olharem.

– Furei meu dedo. - Falei olhando pra ele e Kate começou a rir.

– Como você é burra. - Ela ainda ria.

– Como a senhorita inteligência conseguiu essa proeza? - Nathan parou ao meu lado.

– Com os gravetos ali. - Apontei.

– Gravetos? - A expressão de Nathan era confusa. - Que diabos se estava fazendo com gravetos?

– Tentando ascender a fogueira. - Kate completou e todos eles caíram na risada.

– Meninas, era só jogar álcool e depois ascender o fósforo. - Adam disse fazendo isso e ascendendo rapidamente a fogueira.

– Não estamos na idade da pedra! - Siva riu.

Olhei pra Kate e começamos a rir da nossa própria burrice.

– Somos lerdas, por favor.

Quando terminamos tudo o céu já estava preto e estrelado. Todos nós sentamos nos troncos em volta da fogueira e por sorte, quer dizer, azar, Nathan se sentou ao meu lado e Max ao lado de Katherine.
Pegamos os marshmellows e colocamos perto da fogueira.