Continuamos vendo TV mas o sono apareceu novamente, todos foram dormir para estarem descansados para a festa. Eu e Kate estavamos indo pro nosso quarto quando nos chamaram.
– Meninas!
– Oi. - Respondemos.
– Vamos com a gente dormir de novo? - Nathan sorriu.
– Não sei, o que você acha Zoey? - Kate me encarou.
Logo os dois fizeram carinha de anjo o que nos fez soltar uma risada. Concordamos e fomos com eles. Fiz a mesma coisa que fiz de manhã para o Nathan dormir, e não deu outra, poucos minutos depois ele estava dormindo. Mais tarde Tom nos chamou avisando que eles estavam indo pra festa, mas não faziam ideia de que horas voltariam e nem se voltariam hoje, depois de fazer gracinhas como: "Juízo crianças, usem camisinha."
Como se fosse acontecer alguma coisa.
– Ei, vou tomar banho. Já volto! - Falei para Nathan, saindo da cama e indo em direção
ao meu quarto.
– Tudo bem.
Tomei banho, coloquei um short e uma regata já que estava calor, apesar de ser quase 23 horas. Em vez de voltar pro quarto, fui para piscina, sentei na beira dela com meus pés dentro da água. Comecei a lembrar da época que eu e a Katherine fazíamos apresentações de dança na escola e dançávamos em festas, era realmente muito empolgante e divertido.
Do nada surgiu uma vontade imensa de dançar. Levantei e coloquei uma musica, era uma batida forte e sensual, dava pra abusar bastante dos passos. Logo meu corpo se sintonizou com a melodia, estava totalmente distraída dançando quando senti alguém me pegar por trás.
Foi nesse momento que baixou o santo em mim e me deu mais vontade de dançar. Empurrei Nathan para trás o fazendo se sentar na cadeira de sol. Me aproximei dele e comecei a dançar de uma forma sensual para o provocar. As vezes eu ficava atrás dele e dava leves mordidas no lóbulo de sua orelha.
Enquanto eu dançava, ele olhava meu corpo todo e mordia seu lábio inferior. Logo ele pois suas mãos em minha cintura, me puxando para perto dele e deixando nossos corpos colados. Nathan me deitou na cadeira, ficando por cima de mim. Ficamos alguns segundos nos encarando até que ele me beijou. Esse beijo foi diferente dos outros, os outros eram calmos, doces e esse já estava desesperado e cheio de desejo.
A mão de Nathan percorria todo meu corpo e eu dava leve puxões em seu cabelo. Ele parou o beijo e levou sua boca até meu pescoço.
– Você me deixa maluco, Zoey. - Sussurrou enquanto roçava seus lábios pelo meu pescoço.
Não respondi nada, apenas voltei a beija-lo. Inverti a posição com Nathan, ficando por cima. Minhas mãos deslizavam por todo seu tórax, enquanto ele mordia meu lábio. Tirei sua camiseta vagarosamente, a mão esquerda dele se encontrava sobre minha bunda, pressionando nossos corpos toda hora.
Levei minha boca até seu pescoço, começando a dar leves chupões pelo mesmo. Meu corpo já estava quente e ardia de desejo.
Ele também tirou minha blusa jogando ela no chão e me deixando por baixo novamente.
Prendi minhas pernas em volta de sua cintura. Já podia sentir um certo volume vindo do seu membro. Ele continuava com os beijos ardentes e agora passando suas mãos pelo meu corpo.
Eu dava leves arranhadas em suas costas, quando ele começou a desabotoar meu shorts.
– Não. - Falei com dificuldade enquanto interrompia o beijo.
– O que? Por que? - Me encarou confuso.
– Hoje não. Vai que chegue alguém aqui, não sei.
– Tudo bem, não vamos passar disso. - Ele deu um sorriso malicioso e voltou a me beijar.
Continuamos com a nossa pegação por um bom tempo, mas ela não passava disso, quer dizer, Nathan tentava fazer passar mas -apesar de ser extremamente difícil- eu conseguia resistir.
Colocamos nossas camisetas e voltamos pra casa, sentamos no sofá e ficamos vendo TV.
Mentira, nem vimos TV por que ele começou a me beijar e quando começamos a nos beijar é difícil parar, é como se minha boca necessitasse da dele. Claro, também rolou muita mão boba.
Já era bem tarde quando voltamos para o quarto, nos deitamos mas não dormimos de imediato, ficamos parados um olhando pro outro e sorrindo, ele tinha um sorriso tão lindo, que me acalmava.
Comecei a fazer carinho em seus cabelos para ele dormir. Nathan aproximou nossos rostos e me deu um selinho demorado. Já estava começando a ficar com sono, então dei outro selinho nele e me virei para dormir, ele também se virou me abraçando e começou a dar leves beijinhos no meu pescoço, que me faziam arrepiar, mas logo peguei no sono e dormi.
Acordei sentindo alguém fazendo carinho no meu cabelo, me virei e vi que era Nathan, instantaneamente sorri.
– Bom dia! - Ele sorriu e me deu um selinho.
– Boa tarde, eu acho né. - Ri.
– Gente, estou com fome. - Kate disse levantando da cama e puxando as cobertas para Max acordar.
– Vamos acorda-los com sei lá.. Panelas?
– Por que não? - Nathan respondeu.
Então, nós quatro fomos até a cozinha e pegamos algumas panelas, colheres e voltamos para sala.
– No três. Um, dois.... Três! - Nathan gritou.
Fizemos um barulho imenso, parecia até escola de samba, subimos no sofá onde alguns deles se encontravam e pulávamos, gritávamos.
Eles ficaram bem putos. Depois de nos xingarem de todos os nomes existentes na face da terra, eles levantaram, claro que Kate, Eu, Nathan e Max não paravamos de rir.
– I GOT A HANGOVER, WHOA. - Comecei a cantar perto de Jay.
– I'VE BEEN DRINKING TOO MUCH FOR SURE. - Kate completou rindo e batendo nas panelas.
– Calem a boca! - Jay exclamou coçando os olhos e nós apenas riamos.
O pessoal subiu para se trocar e nós resolvemos fazer o almoço. Almoço e logo depois demos uma ajeitada na cozinha. Todos fomos para a varanda descansar e jogar conversa fora.
– Gente, já venho. - Falei me levantando.
– Onde você vai? - Nathan Perguntou.
– Trocar de roupa, vou andar de cavalo. - Sorri.
Eu estava de pijama ainda então subi pro quarto, me troquei (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=56483682) e voltei para a varanda novamente.
– Zoey, nem vá nada. - Kate me olhou.
– Por que? - Olhei pra ela confusa.
– Sei lá, sexto sentido. - Ela riu.
– Fica de boa ai, não vai acontecer nada. - Respondi indo em direção ao celeiro.
Quando cheguei lá peguei as mantas, celas, rédias e fui até o Pongo. Estranho que o caseiro tinha sumido por esses dias, vai saber o que acontece. Depois de celar o Pongo, quando fui subir nele vi o Nathan se aproximando.
– O que você está fazendo aqui? - Perguntei o encarando.
– Sou proibido de vir aqui? - Ele ergueu uma sobrancelha.
– Não seu babaca. - Revirei os olhos.
– Vou andar de cavalo também. - Ele disse sorrindo.
– Hum ok, mas cadê o seu cavalo? - Falei subindo no Pongo.
– Lá fora. - Respondeu saindo do celeiro.
Assim que saí montada em Pongo, vi ele em cima do cavalo e soltei uma leve risada.
– Ta rindo de que besta? - Me encarou confuso.
– Nada. - Tentei segurar o riso.
– Nada é o seu rabo. Fala logo.
– É que eu ainda acho engraçado ver você em cima de um cavalo, não combina. - Respondi ainda rindo.
Ele me olhou e riu também. Ficamos dando voltas com os cavalos a maioria do tempo, era realmente divertido isso, passar momentos assim sozinha com o Nathan me fazia bem, era como se nada mais existisse, não sei bem como explicar o que eu sentia. Estava tudo normal até o momento em que o Pongo começou a correr mais rápido do nada. Eu tentava puxar a rédia para ele parar, mas não adiantava nada. Eu já estava quase caindo.
– Zoey, para de correr com esse cavalo. - Nathan ordenou berrando.
– Não consigo. - Berrei de volta.
Olhei rapidamente pra trás e vi que ele começou a correr também pra me alcançar, quando ele chegou perto eu consegui parar o Pongo.
– Alivio define. - Falei respirando fundo.
– Garota, você me assustou. Pensei que você ia cair. - Ele parou do meu lado.
– Eu realmente quase cai. - O encarei.
– Cuidado da proxima vez que for correr!
– Mas ele começou a correr sozinho.
– Aham. - Ele deu de ombros.
– É verdade seu trouxa. - Cruzei os braços.
– Own, ela irritada. Que linda. - Ele riu.
– Cala a boca.
– Sério, não corre mais assim, por favor!
– Me obrigue.
– Zoey, não ouse! - Ele apontou o dedo indicador pra mim.
O encarei com um sorriso irônico e sai correndo com o Pongo.
– Para de correr. - Nathan gritou.
Puxei a rédia na esperança que ele parasse de correr, mas foi em vão, ele fez o contrario. Começou a correr mais ainda, ele passou por cima de um tronco de arvore e o galho roçou na sua perna, o assustando. O que fez Pongo correr mais ainda.
– Nathan, não consigo parar. Socorro!
Eu puxava a rédia desesperadamente, mas nada adiantava. Quando puxei a rédia novamente, eu não estava esperando que ele parasse, mas foi aí que ele parou e empinou. Me assustei pois não estava preparada para aquilo, ao invés de jogar meu peso pra frente e me equilibrar pra não cair, meu corpo acabou indo pra trás.
– Nathan. - Gritei enquanto caia do cavalo.
– Não, Zoey! - Ele gritou de volta vindo em minha direção.
Quando fui para o chão, apoiei em minhas mãos. Todo meu peso foi sobre elas, senti uma pressão enorme e em seguida uma dor imensa, Pongo se assustou com a minha queda e saiu correndo.
– Zoey, Zoey, você ta bem? - Nathan perguntou descendo do cavalo e se ajoelhando ao meu lado.
Eu estava com uma dor insuportável no pulso e meu tornozelo doía também, mas eu não queria preocupa-lo. Apesar de perceber isso pela intonação das palavras.
– To bem, Nathan - Falei respirando fundo.
– Não mente pra mim, você acabou de cair de um cavalo. - Ele me encarou.
– N-não sério, to bem. - Minha voz falhou, nem sorrir eu conseguia, estava segurando o choro.
– Consegue ficar de pé?
– Não sei!
– Vem, eu te ajudo! - Ele disse ficando de pé.
Ele foi tentar me ajudar a levantar, pegando na minha mão -justamente a machucada- tratei logo de dar a outra o que fez Nathan ficar com uma expressão confusa em seu rosto. Tentei ficar de pé, mas senti muita dor.
– Ai, ai, ai. - Falei gemendo e me sentando no chão.
– "To bem." - Ele fez uma voz fina me imitando.
– Cala a boca! - Falei segurando o choro.
– Zoey, me fala onde dói! - Ele se ajoelhou novamente ao meu lado.
– Meu tornozelo e meu pulso.
Ele pois a mão de leve no meu pulso e tentou mexe-lo, não consigo descrever a dor que me tomou, as lagrimas que eu estava segurando até agora, começaram a escorrer pelo meu rosto.
– Quem mandou não me obedecer.
– Eu não obedeço nem meu pai.
– Mas se você tivesse me obedecido, não teria se machucado! - Me encarou sério.
– Olha pra minha cara de quem vai te obedecer, Sykes.
– É mais fácil lidar com um cachorro do que com você, Zoey. - Ele revirou os olhos.
Eu abri a boca pra responder, mas o encarei e acabei mostrando a língua. O que o fez rir pelo nariz e balançar a cabeça negativamente.
Nathan me pegou no colo e me levou de volta para a casa. Quando chegamos e entramos na cozinha, todos nos encararam.
– Olha Nath, treinando pro casamento? - Tom riu.
– Cala boca, Thomas. - Falamos juntos.
– O que que aconteceu? - Jay perguntou.
– A Zoey caiu do cavalo!
– Eu disse pra você não ir sua besta. Mas não, tem que ignorar o que digo. - Katherine falou me encarando.
– Mas você ta bem? - Nic perguntou.
– Tirando o fato do meu pulso etornozelo doerem demais, tudo ótimo. - Dei um sorrisinho irônico.
– Nathan, leva ela pro quarto que eu já vou lá! - Dominic disse séria.
– Virou médica irmãzinha? - Adam perguntou confuso.
– Digamos que eu ja frequentei uns cursinhos de enfermagem. - Ela sorriu.
– E eu nem sabia. - Adam riu de leve.
Nathan me levou para o quarto, me pois na cama e se sentou ao meu lado. Dominic começou a "examinar" meu pulso e meu tornozelo, só que estava doendo pra caramba e a cada toque dela, era um: "AI, DÓI, CARALHO CUIDADO, DEVAGAR."
– Por um milagre de Deus, você não quebrou nada, apenas torceu feio. Espera que eu vou pegar algo para enfaixar. - Ela disse saindo do quarto.
Dominic saiu e deixou um silencio horrível.
– Então... - Falei rindo de leve.
– Ficamos sem assunto.
– Pois é né - Falei erguendo as sobrancelhas.
– Suponho que essa seria a hora que a gente se beija. - Ele falou se aproximando de mim.
Fiquei parada, quando ele sorria e me encarava com aqueles olhos maravilhosamente verdes. E eu ficava sem reação, ele foi se aproximando cada vez mais, quando foi me beijar a Dominic abriu a porta, fazendo Nathan se afastar rapidamente.
Ela veio até mim e enfaixou meu pulso e tornozelo.
– Olha, você vai ter que ficar com esse tornozelo elevado, colocando gelo durante uns dois dias. Ok? - Ela sorriu.
(Galera, sabemos que quem torce algo precisa ficar umas duas semanas enfaixados. Mas vamos fingir que não precisa aqui, ok? Ok!
– Sim Dra. Stewart. - Rimos.
Ela saiu do quarto, deixando eu e Nathan sozinhos novamente.
– Ah, não creio que vou ter que ficar dois dias enfornada dentro desse quarto. - Respirei fundo.
– Isso que dá, da próxima vez vê se me escuta!
– Calado, Sykes. - Falei apontando meu dedo pra ele. - Seja um bom garoto e vá buscar algo pra mim comer.
– Vai me fazer de escravo? É isso mesmo?
– Enquanto eu estiver incapacitada, vou. - Ri.
– Isso é abuso! - Ele disse saindo do quarto e eu fiquei rindo.
Ele voltou um tempo depois cheio de coisas nas mãos, ligamos a tv e ele ficou la me fazendo companhia. Quando eu fui tomar banho ele.... Não, ele não tomou banho comigo, ta? Ele apenas me "carregou" até o banheiro.
Os dois dias que eu tive que ficar dentro daquele quarto foram assim, quando não era a Kate lá comigo (que ela só não ficava quando ia dar uns perdidos junto com o Max) era ele, os outros ficavam bastante tempo também, em vez de eles irem conversar na sala, varanda ou cozinha como sempre, iam no quarto.
E quando não tinha nenhum deles, só eu e o Nathan, ele ficava me mimando, claro que rolava umas trocas de insultos mas era divertido, realmente ele estava sendo fofo comigo, bem fofo, sempre preocupado como eu estava, se estava sentindo dor, etc.
– Nathan, você está me paparicando demais.
– Não tem problema, gosto disso e sei que você também. - Ele sorriu depositando um beijo na minha testa.
Finalmente os dois dias haviam se passado, quando acordei e fui me levantar senti um desconforto no meu tornozelo, mas a Dominic disse que era normal, depois passava. Ainda continuei com meu pulso "enfaixado" só não poderia pegar muito peso.
Me troquei e fui para cozinha.
– Olha só, ela está andando novamente. - Jay sorriu.
– Graças a Deus. - Ri. - É horrível ficar em cima de uma cama por dois dias.
– Imagino. - Tom disse sério.
– Você não conseguiria, Thomas. - Siva disse com a mão no ombro dele, balançando a cabeça negativamente.
– Você é muito hiperativo pra isso. - Adam completou e todos riram.
Mas era verdade, Tom era muito hiperativo, ao extremo.
– Mais tarde acho que vou dar uma volta. - Kate comentou.
– Estava pensando nisso. - Max sorriu pra ela.
– Que meigos, eles tem conexão. - Tom começou a zoar os dois.
– Calado Thomas. - Katherine arremessou algumas uvas que estava comendo nele.
Depois de almoçarmos, fui pra rede e me sentei nela, passou alguns minutos e vi o Nathan se sentando do meu lado.
– Posso? - Ele riu.
– Não, detesto sua companhia. - Falei séria.
– Ok, então eu sai. - Ele me encarou e quando foi se levantar eu segurei seu braço.
– Estou brincando, trouxa. - Mostrei a língua pra ele.
– Quem mostra a língua pede beijo - Ele deu um sorriso meio malicioso.
– Claro que não, quem disse?
Nathan tentou me beijar, mas não deixei, fazia questão de virar o rosto toda hora.
Ele ficou balançando a rede com os pés, me deitei em seu peitoral e ele passou seus braços em volta de mim.
Da onde estávamos pude ver Katherine andando em direção ao lago, com um pão na mão e o Max logo atrás dela.
– O que ela ta fazendo com um pão na mão? - Perguntou confuso.
– Dar para os peixes.. Eu acho.
– Ah... - Nathan riu pelo nariz.
– Eu digo que é idiota. - Balancei a cabeça negativamente.
– E você é o que? Além de idiota é retardada.
– Me ame menos Sykes, por favor!
– Meninas!
– Oi. - Respondemos.
– Vamos com a gente dormir de novo? - Nathan sorriu.
– Não sei, o que você acha Zoey? - Kate me encarou.
Logo os dois fizeram carinha de anjo o que nos fez soltar uma risada. Concordamos e fomos com eles. Fiz a mesma coisa que fiz de manhã para o Nathan dormir, e não deu outra, poucos minutos depois ele estava dormindo. Mais tarde Tom nos chamou avisando que eles estavam indo pra festa, mas não faziam ideia de que horas voltariam e nem se voltariam hoje, depois de fazer gracinhas como: "Juízo crianças, usem camisinha."
Como se fosse acontecer alguma coisa.
– Ei, vou tomar banho. Já volto! - Falei para Nathan, saindo da cama e indo em direção
ao meu quarto.
– Tudo bem.
Tomei banho, coloquei um short e uma regata já que estava calor, apesar de ser quase 23 horas. Em vez de voltar pro quarto, fui para piscina, sentei na beira dela com meus pés dentro da água. Comecei a lembrar da época que eu e a Katherine fazíamos apresentações de dança na escola e dançávamos em festas, era realmente muito empolgante e divertido.
Do nada surgiu uma vontade imensa de dançar. Levantei e coloquei uma musica, era uma batida forte e sensual, dava pra abusar bastante dos passos. Logo meu corpo se sintonizou com a melodia, estava totalmente distraída dançando quando senti alguém me pegar por trás.
Foi nesse momento que baixou o santo em mim e me deu mais vontade de dançar. Empurrei Nathan para trás o fazendo se sentar na cadeira de sol. Me aproximei dele e comecei a dançar de uma forma sensual para o provocar. As vezes eu ficava atrás dele e dava leves mordidas no lóbulo de sua orelha.
Enquanto eu dançava, ele olhava meu corpo todo e mordia seu lábio inferior. Logo ele pois suas mãos em minha cintura, me puxando para perto dele e deixando nossos corpos colados. Nathan me deitou na cadeira, ficando por cima de mim. Ficamos alguns segundos nos encarando até que ele me beijou. Esse beijo foi diferente dos outros, os outros eram calmos, doces e esse já estava desesperado e cheio de desejo.
A mão de Nathan percorria todo meu corpo e eu dava leve puxões em seu cabelo. Ele parou o beijo e levou sua boca até meu pescoço.
– Você me deixa maluco, Zoey. - Sussurrou enquanto roçava seus lábios pelo meu pescoço.
Não respondi nada, apenas voltei a beija-lo. Inverti a posição com Nathan, ficando por cima. Minhas mãos deslizavam por todo seu tórax, enquanto ele mordia meu lábio. Tirei sua camiseta vagarosamente, a mão esquerda dele se encontrava sobre minha bunda, pressionando nossos corpos toda hora.
Levei minha boca até seu pescoço, começando a dar leves chupões pelo mesmo. Meu corpo já estava quente e ardia de desejo.
Ele também tirou minha blusa jogando ela no chão e me deixando por baixo novamente.
Prendi minhas pernas em volta de sua cintura. Já podia sentir um certo volume vindo do seu membro. Ele continuava com os beijos ardentes e agora passando suas mãos pelo meu corpo.
Eu dava leves arranhadas em suas costas, quando ele começou a desabotoar meu shorts.
– Não. - Falei com dificuldade enquanto interrompia o beijo.
– O que? Por que? - Me encarou confuso.
– Hoje não. Vai que chegue alguém aqui, não sei.
– Tudo bem, não vamos passar disso. - Ele deu um sorriso malicioso e voltou a me beijar.
Continuamos com a nossa pegação por um bom tempo, mas ela não passava disso, quer dizer, Nathan tentava fazer passar mas -apesar de ser extremamente difícil- eu conseguia resistir.
Colocamos nossas camisetas e voltamos pra casa, sentamos no sofá e ficamos vendo TV.
Mentira, nem vimos TV por que ele começou a me beijar e quando começamos a nos beijar é difícil parar, é como se minha boca necessitasse da dele. Claro, também rolou muita mão boba.
Já era bem tarde quando voltamos para o quarto, nos deitamos mas não dormimos de imediato, ficamos parados um olhando pro outro e sorrindo, ele tinha um sorriso tão lindo, que me acalmava.
Comecei a fazer carinho em seus cabelos para ele dormir. Nathan aproximou nossos rostos e me deu um selinho demorado. Já estava começando a ficar com sono, então dei outro selinho nele e me virei para dormir, ele também se virou me abraçando e começou a dar leves beijinhos no meu pescoço, que me faziam arrepiar, mas logo peguei no sono e dormi.
Acordei sentindo alguém fazendo carinho no meu cabelo, me virei e vi que era Nathan, instantaneamente sorri.
– Bom dia! - Ele sorriu e me deu um selinho.
– Boa tarde, eu acho né. - Ri.
– Gente, estou com fome. - Kate disse levantando da cama e puxando as cobertas para Max acordar.
– Vamos acorda-los com sei lá.. Panelas?
– Por que não? - Nathan respondeu.
Então, nós quatro fomos até a cozinha e pegamos algumas panelas, colheres e voltamos para sala.
– No três. Um, dois.... Três! - Nathan gritou.
Fizemos um barulho imenso, parecia até escola de samba, subimos no sofá onde alguns deles se encontravam e pulávamos, gritávamos.
Eles ficaram bem putos. Depois de nos xingarem de todos os nomes existentes na face da terra, eles levantaram, claro que Kate, Eu, Nathan e Max não paravamos de rir.
– I GOT A HANGOVER, WHOA. - Comecei a cantar perto de Jay.
– I'VE BEEN DRINKING TOO MUCH FOR SURE. - Kate completou rindo e batendo nas panelas.
– Calem a boca! - Jay exclamou coçando os olhos e nós apenas riamos.
O pessoal subiu para se trocar e nós resolvemos fazer o almoço. Almoço e logo depois demos uma ajeitada na cozinha. Todos fomos para a varanda descansar e jogar conversa fora.
– Gente, já venho. - Falei me levantando.
– Onde você vai? - Nathan Perguntou.
– Trocar de roupa, vou andar de cavalo. - Sorri.
Eu estava de pijama ainda então subi pro quarto, me troquei (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=56483682) e voltei para a varanda novamente.
– Zoey, nem vá nada. - Kate me olhou.
– Por que? - Olhei pra ela confusa.
– Sei lá, sexto sentido. - Ela riu.
– Fica de boa ai, não vai acontecer nada. - Respondi indo em direção ao celeiro.
Quando cheguei lá peguei as mantas, celas, rédias e fui até o Pongo. Estranho que o caseiro tinha sumido por esses dias, vai saber o que acontece. Depois de celar o Pongo, quando fui subir nele vi o Nathan se aproximando.
– O que você está fazendo aqui? - Perguntei o encarando.
– Sou proibido de vir aqui? - Ele ergueu uma sobrancelha.
– Não seu babaca. - Revirei os olhos.
– Vou andar de cavalo também. - Ele disse sorrindo.
– Hum ok, mas cadê o seu cavalo? - Falei subindo no Pongo.
– Lá fora. - Respondeu saindo do celeiro.
Assim que saí montada em Pongo, vi ele em cima do cavalo e soltei uma leve risada.
– Ta rindo de que besta? - Me encarou confuso.
– Nada. - Tentei segurar o riso.
– Nada é o seu rabo. Fala logo.
– É que eu ainda acho engraçado ver você em cima de um cavalo, não combina. - Respondi ainda rindo.
Ele me olhou e riu também. Ficamos dando voltas com os cavalos a maioria do tempo, era realmente divertido isso, passar momentos assim sozinha com o Nathan me fazia bem, era como se nada mais existisse, não sei bem como explicar o que eu sentia. Estava tudo normal até o momento em que o Pongo começou a correr mais rápido do nada. Eu tentava puxar a rédia para ele parar, mas não adiantava nada. Eu já estava quase caindo.
– Zoey, para de correr com esse cavalo. - Nathan ordenou berrando.
– Não consigo. - Berrei de volta.
Olhei rapidamente pra trás e vi que ele começou a correr também pra me alcançar, quando ele chegou perto eu consegui parar o Pongo.
– Alivio define. - Falei respirando fundo.
– Garota, você me assustou. Pensei que você ia cair. - Ele parou do meu lado.
– Eu realmente quase cai. - O encarei.
– Cuidado da proxima vez que for correr!
– Mas ele começou a correr sozinho.
– Aham. - Ele deu de ombros.
– É verdade seu trouxa. - Cruzei os braços.
– Own, ela irritada. Que linda. - Ele riu.
– Cala a boca.
– Sério, não corre mais assim, por favor!
– Me obrigue.
– Zoey, não ouse! - Ele apontou o dedo indicador pra mim.
O encarei com um sorriso irônico e sai correndo com o Pongo.
– Para de correr. - Nathan gritou.
Puxei a rédia na esperança que ele parasse de correr, mas foi em vão, ele fez o contrario. Começou a correr mais ainda, ele passou por cima de um tronco de arvore e o galho roçou na sua perna, o assustando. O que fez Pongo correr mais ainda.
– Nathan, não consigo parar. Socorro!
Eu puxava a rédia desesperadamente, mas nada adiantava. Quando puxei a rédia novamente, eu não estava esperando que ele parasse, mas foi aí que ele parou e empinou. Me assustei pois não estava preparada para aquilo, ao invés de jogar meu peso pra frente e me equilibrar pra não cair, meu corpo acabou indo pra trás.
– Nathan. - Gritei enquanto caia do cavalo.
– Não, Zoey! - Ele gritou de volta vindo em minha direção.
Quando fui para o chão, apoiei em minhas mãos. Todo meu peso foi sobre elas, senti uma pressão enorme e em seguida uma dor imensa, Pongo se assustou com a minha queda e saiu correndo.
– Zoey, Zoey, você ta bem? - Nathan perguntou descendo do cavalo e se ajoelhando ao meu lado.
Eu estava com uma dor insuportável no pulso e meu tornozelo doía também, mas eu não queria preocupa-lo. Apesar de perceber isso pela intonação das palavras.
– To bem, Nathan - Falei respirando fundo.
– Não mente pra mim, você acabou de cair de um cavalo. - Ele me encarou.
– N-não sério, to bem. - Minha voz falhou, nem sorrir eu conseguia, estava segurando o choro.
– Consegue ficar de pé?
– Não sei!
– Vem, eu te ajudo! - Ele disse ficando de pé.
Ele foi tentar me ajudar a levantar, pegando na minha mão -justamente a machucada- tratei logo de dar a outra o que fez Nathan ficar com uma expressão confusa em seu rosto. Tentei ficar de pé, mas senti muita dor.
– Ai, ai, ai. - Falei gemendo e me sentando no chão.
– "To bem." - Ele fez uma voz fina me imitando.
– Cala a boca! - Falei segurando o choro.
– Zoey, me fala onde dói! - Ele se ajoelhou novamente ao meu lado.
– Meu tornozelo e meu pulso.
Ele pois a mão de leve no meu pulso e tentou mexe-lo, não consigo descrever a dor que me tomou, as lagrimas que eu estava segurando até agora, começaram a escorrer pelo meu rosto.
– Quem mandou não me obedecer.
– Eu não obedeço nem meu pai.
– Mas se você tivesse me obedecido, não teria se machucado! - Me encarou sério.
– Olha pra minha cara de quem vai te obedecer, Sykes.
– É mais fácil lidar com um cachorro do que com você, Zoey. - Ele revirou os olhos.
Eu abri a boca pra responder, mas o encarei e acabei mostrando a língua. O que o fez rir pelo nariz e balançar a cabeça negativamente.
Nathan me pegou no colo e me levou de volta para a casa. Quando chegamos e entramos na cozinha, todos nos encararam.
– Olha Nath, treinando pro casamento? - Tom riu.
– Cala boca, Thomas. - Falamos juntos.
– O que que aconteceu? - Jay perguntou.
– A Zoey caiu do cavalo!
– Eu disse pra você não ir sua besta. Mas não, tem que ignorar o que digo. - Katherine falou me encarando.
– Mas você ta bem? - Nic perguntou.
– Tirando o fato do meu pulso etornozelo doerem demais, tudo ótimo. - Dei um sorrisinho irônico.
– Nathan, leva ela pro quarto que eu já vou lá! - Dominic disse séria.
– Virou médica irmãzinha? - Adam perguntou confuso.
– Digamos que eu ja frequentei uns cursinhos de enfermagem. - Ela sorriu.
– E eu nem sabia. - Adam riu de leve.
Nathan me levou para o quarto, me pois na cama e se sentou ao meu lado. Dominic começou a "examinar" meu pulso e meu tornozelo, só que estava doendo pra caramba e a cada toque dela, era um: "AI, DÓI, CARALHO CUIDADO, DEVAGAR."
– Por um milagre de Deus, você não quebrou nada, apenas torceu feio. Espera que eu vou pegar algo para enfaixar. - Ela disse saindo do quarto.
Dominic saiu e deixou um silencio horrível.
– Então... - Falei rindo de leve.
– Ficamos sem assunto.
– Pois é né - Falei erguendo as sobrancelhas.
– Suponho que essa seria a hora que a gente se beija. - Ele falou se aproximando de mim.
Fiquei parada, quando ele sorria e me encarava com aqueles olhos maravilhosamente verdes. E eu ficava sem reação, ele foi se aproximando cada vez mais, quando foi me beijar a Dominic abriu a porta, fazendo Nathan se afastar rapidamente.
Ela veio até mim e enfaixou meu pulso e tornozelo.
– Olha, você vai ter que ficar com esse tornozelo elevado, colocando gelo durante uns dois dias. Ok? - Ela sorriu.
(Galera, sabemos que quem torce algo precisa ficar umas duas semanas enfaixados. Mas vamos fingir que não precisa aqui, ok? Ok!
– Sim Dra. Stewart. - Rimos.
Ela saiu do quarto, deixando eu e Nathan sozinhos novamente.
– Ah, não creio que vou ter que ficar dois dias enfornada dentro desse quarto. - Respirei fundo.
– Isso que dá, da próxima vez vê se me escuta!
– Calado, Sykes. - Falei apontando meu dedo pra ele. - Seja um bom garoto e vá buscar algo pra mim comer.
– Vai me fazer de escravo? É isso mesmo?
– Enquanto eu estiver incapacitada, vou. - Ri.
– Isso é abuso! - Ele disse saindo do quarto e eu fiquei rindo.
Ele voltou um tempo depois cheio de coisas nas mãos, ligamos a tv e ele ficou la me fazendo companhia. Quando eu fui tomar banho ele.... Não, ele não tomou banho comigo, ta? Ele apenas me "carregou" até o banheiro.
Os dois dias que eu tive que ficar dentro daquele quarto foram assim, quando não era a Kate lá comigo (que ela só não ficava quando ia dar uns perdidos junto com o Max) era ele, os outros ficavam bastante tempo também, em vez de eles irem conversar na sala, varanda ou cozinha como sempre, iam no quarto.
E quando não tinha nenhum deles, só eu e o Nathan, ele ficava me mimando, claro que rolava umas trocas de insultos mas era divertido, realmente ele estava sendo fofo comigo, bem fofo, sempre preocupado como eu estava, se estava sentindo dor, etc.
– Nathan, você está me paparicando demais.
– Não tem problema, gosto disso e sei que você também. - Ele sorriu depositando um beijo na minha testa.
Finalmente os dois dias haviam se passado, quando acordei e fui me levantar senti um desconforto no meu tornozelo, mas a Dominic disse que era normal, depois passava. Ainda continuei com meu pulso "enfaixado" só não poderia pegar muito peso.
Me troquei e fui para cozinha.
– Olha só, ela está andando novamente. - Jay sorriu.
– Graças a Deus. - Ri. - É horrível ficar em cima de uma cama por dois dias.
– Imagino. - Tom disse sério.
– Você não conseguiria, Thomas. - Siva disse com a mão no ombro dele, balançando a cabeça negativamente.
– Você é muito hiperativo pra isso. - Adam completou e todos riram.
Mas era verdade, Tom era muito hiperativo, ao extremo.
– Mais tarde acho que vou dar uma volta. - Kate comentou.
– Estava pensando nisso. - Max sorriu pra ela.
– Que meigos, eles tem conexão. - Tom começou a zoar os dois.
– Calado Thomas. - Katherine arremessou algumas uvas que estava comendo nele.
Depois de almoçarmos, fui pra rede e me sentei nela, passou alguns minutos e vi o Nathan se sentando do meu lado.
– Posso? - Ele riu.
– Não, detesto sua companhia. - Falei séria.
– Ok, então eu sai. - Ele me encarou e quando foi se levantar eu segurei seu braço.
– Estou brincando, trouxa. - Mostrei a língua pra ele.
– Quem mostra a língua pede beijo - Ele deu um sorriso meio malicioso.
– Claro que não, quem disse?
Nathan tentou me beijar, mas não deixei, fazia questão de virar o rosto toda hora.
Ele ficou balançando a rede com os pés, me deitei em seu peitoral e ele passou seus braços em volta de mim.
Da onde estávamos pude ver Katherine andando em direção ao lago, com um pão na mão e o Max logo atrás dela.
– O que ela ta fazendo com um pão na mão? - Perguntou confuso.
– Dar para os peixes.. Eu acho.
– Ah... - Nathan riu pelo nariz.
– Eu digo que é idiota. - Balancei a cabeça negativamente.
– E você é o que? Além de idiota é retardada.
– Me ame menos Sykes, por favor!