quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

• Capítulo 41


- Então, você me perdoa?

- Vou te dar uma segunda chance. - Sorri.
No mesmo instante ele abriu um sorriso lindo, se levantou e me puxou junto. Me segurou pela cintura e me beijou enquanto me girava.


Saímos da festa as pressas e fomos até o apartamento de Emma, já que ela não estava nele.
Logo depois de virar a chave da porta do quarto, Max me puxou pela cintura e me beijou. Entrelaçou os dedos pelo meio de meus cabelos enquanto minhas mãos se encontravam em sua nuca. O beijo foi ficando cada vez mais intenso e ele começou a abrir o zíper da minha fantasia lentamente, me deixando apenas de calcinha. Puxei a barra de sua camisa para cima e espalhei beijos por toda a extensão de seu pescoço e tórax.

 Desabotoei sua calça e a rolei por suas pernas com delicadeza. Ele me deitou na cama e ficou por cima de mim equilibrando o peso de seu corpo nas mãos. Logo, avançou em meus lábios novamente e uma de suas mãos foi em direção à minha intimidade. Ele começou com movimentos circulares, ainda por cima da calcinha e em seguida, afastou a peça para continuar acariciando o local.  Ele parou de me dar prazer, e com a minha ajuda, tirou minha calcinha com pressa. Tirei sua cueca e ele gemeu por conta do atrito da peça com sua evidente ereção. Max roçou seu membro excitado na minha intimidade, fazendo dessa vez, com que eu gemesse.

Logo, ele me penetrou, dando estocadas lentas e acelerando conforme a onda de prazer aumentava. Cravei a unha em seus ombros e, em seguida, inverti nossas posições, ficando por cima dele. Ele segurou minha cintura com força, controlando os movimentos. Me apoiei em seu tórax à medida que a velocidade das cavalgadas aumentava. Chegamos ao nosso ponto máximo de prazer juntos e nos desencaixamos.

Zoey’s POV


Fui embora com Nathan para seu apartamento e.... Bom, acho que vocês já sabem o que aconteceu, né? Acordei e a claridade invadia o quarto, olhei pro lado e notei que Nathan ainda dormia, como sempre. Alguns minutos depois ele acordou, mas ficamos enrolando para levantar da cama.

- Vamos almoçar no shopping hoje? – Propôs animado.

- Claro! – Sorri- Vamos lá em casa, pra eu me trocar.
Saímos de seu apartamento que estava num completo silêncio, acho que todos estariam dormindo ainda e descemos até o meu.

- Vou beber água. – Nathan disse se direcionando até a cozinha.
-
 Tudo bem, estou lá no quarto. – Falei subindo as escadas.

Assim que abri a porta do quarto vi que Kate estava dormindo ainda, porém toda enrolada no lençol parecendo que estava dentro de um casulo. Fui acordá-la é claro. Corri em direção a cama e pulei em cima dela.

- KAATE, BOM DIA FLOR DO DIA!! ACORDA!! – Falei rindo ainda em cima dela tirando o lençol da sua cabeça. Mas me assustei com o que vira.- AAAAAAAAH!!! QUE ISSO! – Gritei me afastando.- MAX? – Perguntei confusa.

- ZOEY? – Se sentou rapidamente na cama com uma cara assustada.

- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI, GAROTO? PELADO? – Tapei os olhos imediatamente.

Ouvi risos vindo da porta, olhei em direção a mesma por uma frestinha dos meus dedos e vi Kate e Nathan parados observando a situação.

- Que porra é essa? – Nathan perguntou.

- Espera, ainda estou processando as informações. – Falei com a mão na testa. Segundos depois dei uma gargalhada. – Katherine, safadinha. – A encarei com um ar de malicia.

- Zoey Baker, cala a boca! – Apontou o dedo pra mim segurando o riso.

- Max, troca de roupa e vaza do quarto que eu tenho que me trocar também. – Falei fechando a porta. - Ah, só não façam um segundo round. – Abri a porta novamente rindo.

Em resposta Katherine jogou um travesseiro em direção a porta, enquanto eu a fechava.

- Pelo visto, não foi só a nossa noite que foi boa. – Nathan riu envolvendo seus braços na minha cintura.

Soltei uma risada e ele me beijou. O beijo seria mais longo se não fossemos interrompidos por Kate e Max saindo do quarto.

- Pronto, querida Zoey. – Max disse.

- Obrigada, querido Max. – Sorri pra ele me soltando de Nathan e entrando no quarto.

Assim que fechei a porta novamente, Kate se sentou na cama.

- Pode ir me contando tudo, dona Kate. – Ri.

Ela me contou da sua incrível noite com o Max e ficou toda empolgada. Eu fiquei mega feliz por saber que ela estava bem com o Max novamente. Depois que me troquei (http://www.polyvore.com/z018/set?id=59587651) perguntei se ela queria ir comigo e Nathan almoçar no shopping, mas ela disse que não estava afim e que  eles iriam ficar em casa.

Sai do apartamento com Nathan e fomos de carro até o shopping. Depois que comemos, ficamos andando sem rumo, olhando as lojas.

- Vem! – Ele disse me puxando pra dentro de um salão de jogos.

- Nathan, pra que isso? – Perguntei ao vê-lo comprar uma ALTA quantia de fichas para os jogos.

- Ah, vai dizer que não gosta disso. – Ele riu.

- Gosto, só que gastar esse dinheiro todo, é exagero.. – Conclui, ele riu de mim.

- Anda vamos.

Ele me puxou para a máquina daqueles bichos de pelúcia, aquelas coisas impossíveis de pegar com aquela garrinha literalmente irritantes, que só servem pra te fazer gastar dinheiro á toa. Nathan parecia uma criança de sete anos de idade.

- Escolhe um. – Ele me falou.

- Como se você conseguisse pegar. – O encarei.

- Anda. – Insistiu.

- Este. – Apontei para um urso pequeno.

- Esse? – Ele ergueu a sobrancelha, me olhando.

- É, por quê?

- Ele é... Sei lá, pequeno. – Disse rindo.

- Anda, duvido você pegar. – Cruzei os braços.

- Deixa com o mestre. – Gabou-se. Ele estalou os dedos e o pescoço como se fosse fazer algo sério, como tocar piano e então pôs a ficha e eu me segurei para não rir do pedaço da sua língua de fora por concentração. Ele mediu centímetro por centímetro, até abaixar a garra.

- E um, dois... – O urso se ergueu e ele festejou, até eu ver o urso cair.

- Nathan. – Chamei, e ele fazia uma dança estranha.- Nathan. – Chamei novamente.
- Eu falei que conseguia. – Retrucou, se virando. E quando vi sua cara de decepção por ver o urso ainda na maquina eu comecei a rir.

- Espera, isso não está certo! Como? E-essa maquina me trollou! – Disse apontando para ela me fazendo rir mais.

Depois ele quis ir naqueles jogos que você derruba os alvos com uma arminha e ganha algo em troca. Ele tentou três vezes até conseguir um premio grande.

- Agora escolhe. – Ele apontou para os ursos.

- Qualquer um? – Perguntei ao me maravilhar com todos eles, que eram absolutamente lindos.

- É, qualquer um. – Ele sorriu, satisfeito de me ver daquela forma.

- Esse – Apontei (http://data.whicdn.com/images/9857463/tumblr_l4r1naRce91qcr65io1_500_large.jpg)

- Isto é um urso descente. – Disse Nathan, me fazendo rir.

Depois disso falei pra irmos embora, ficar andando com esse urso gigante não era muito legal, sem contar as crianças que olhavam e começavam a chorar pedindo um igual aos pais. Então, assim que saímos de lá fomos naquele parque onde nos conhecemos, fiquei encostada numa árvore lembrando do tanto de raiva que eu senti quando o conheci, chegava até a ser engraçado.

- Pensando no que? – Ele me deu um beijo estalado na bochecha.

- No dia que nos conhecemos – Sorri.

- Boas lembranças? – Riu.

- Acho que não. – Ri fraco – Naquele dia eu queria tirar seu cérebro pelo nariz.

- Uou, isso não é bom.

- Senti tanto ódio e raiva de você naquele dia, que nem sei explicar o motivo direito.

- Sempre dizem que amor e ódio andam juntos não é? – Sorriu.

- Nunca acreditei muito nisso... – Ri fraco olhando pra baixo.

- Mais me diga. – Ele me encarou.

- Digo. – Sorri o encarando de volta.

- Você ainda sente raiva e ódio de mim?
Abri minha boca para responde-lo, mais não sabia o que dizer. Eu sentia tanta coisa por ele que não sabia traduzir em palavras.

- Quando nos beijamos, o que você se sente, Zoey?

- É uma mistura, de todas as coisas possíveis. – Respondi.

- Ódio também?
- Pode até ser, ódio por sentir tanta coisa assim por você. Mas coisas boas também.

- Eu te amo. – Ele sorriu.

- Eu também te amo.

Nathan se aproximou de mim e me beijou. Eu não sabia que era possível ter tantos sentimentos assim por uma pessoa, simplesmente aconteceu. A gente se encontrou foi sem querer, eu nunca pensei de me envolver. Não deu pra evitar tanta paixão. Eu sempre fui do tipo que não se apaixonava, não se apegava, e quando isso acontecia, nem me importava muito. Sempre fui do tipo que não botava fé nesse tal de amor, mas aí eu conheci ele.

 Ele tem um efeito sobre mim, que ninguém mais tem. Assim que paramos de nos beijar, ele encostou sua testa na minha e ficou me encarando sorrindo, aqueles olhos claros que ele tinha, que te envolvem como a lua e a maré numa dança sem que você perceba. A única reação que eu tinha era ficar sorrindo como uma boba. Logo depois ele começou a procurar uma pedra meio pontuda pelo chão e assim que achou se virou para a árvore que eu estava encostada.

- O que vai fazer? – Perguntei me desencostando da árvore.

- Escrever na árvore com a pedra – Ele sorriu.

- Jura Nathan? Pensei que ia comer a pedra. Quis dizer o que vai escrever? – Ele me encarou com um sorriso.

- Ah não, vai escrever nossos nomes na arvore? – Ri. - Isso é cafona.
Ele começou a fazer uns rabiscos na arvore.

- Mas faz bonitinho viu. – Sorri.
No final ficou Z & N e embaixo 4ever e em volta um coração. Era clichê, mas lindo.

– Pronto.

- Que lindo! – Sorri envolvendo meus braços no seu pescoço.

- Eu te amo, Nathan.

Ele abriu um sorriso e me beijou. A cada segundo ao lado dele eu tenho mais certeza que eu o amo, e não existe palavras suficientes para escrever, e nem tão pouco é suficientemente possível dizer o quanto, pois por mais que eu tente explicar, jamais será possível medir o que sinto por ele. Depois de um longo tempo ali, conversando, fomos dar uma volta pelo parque. Paramos numa parte que era totalmente gramada, sem árvores, porem com vários postes espalhados. Ficamos deitados olhando pro céu.

- Tá chovendo! – Falei olhando a luz do poste onde era visível ver gotículas de agua caindo.

- Ótimo! – Ele disse feliz. – Me concede essa dança? – Ele se levantou e fez uma reverencia engraçada e me olhou sorrindo. Me levantei e fingi ter um vestido e fiz uma reverencia também.

- É claro. – Sorri, pegando em sua mão que estava estendida.

Ele encaixou seu braço esquerdo em minha cintura e eu encaixei o meu em seu ombro, as nossas outras mãos estavam unidas. Começamos a dançar e rir do nada, realmente era algo engraçado. Depois de muito tempo brincando na chuva voltamos pro carro completamente encharcados, assim que se passaram 10 minutos, senti meu corpo todo arrepiar e começar a tremer de frio.

- Está com frio?  – Me olhou.

- N-não, porque a-acha isso? – Perguntei meio gaguejando de frio.

- Seria, porque sua boca está roxa e seu queixo esta tremendo? – Ele riu.

– Tá, eu estou com frio.

- Espera ai... – Ele disse se jogando no banco de trás e me dando o que parecia ser uma blusa dele. – Toma, veste.

- Não precisa.

- Larga de ser teimosa e veste logo!

- Tá bom, tá bom. – Falei vestindo a blusa que estava incrivelmente cheirosa.

Conversamos por mais algum tempo e trocamos alguns beijos, mas logo fomos embora, se não ficaria muito tarde e Emma ficaria ligando. O barulhinho de chuva se misturando com a música calma que Nathan cantarolava me deixava sonolenta, me acomodei no banco do carro e fechei os olhos, pegando no sono. Ouvi alguém me chamando e abri um dos meus olhos.

- Zoey, amor...  – Ele dizia suavemente e me dava beijinhos pelo rosto.

- Hm? Mãe, não quero ir pra escola. – Falei resmungando.

- Não sou sua mãe – Ele riu – Acorda, vai.

- Se eu acordar – pausa – Você continua com esses beijinhos? – Ri.

- Mesmo se você não quisesse eu ia continuar – Ele riu e continuou.

– Vou dormir aqui mesmo se importa? – Falei brincando.

- Nem um pouco, assim durmo com você.

Pela primeira vez, não senti ar de malicia na frase. Estranho, bem estranho. Demorei alguns minutos até tomar coragem para sair do carro. Subimos, me despedi dele e entrei. Assim que estava subindo a escada em direção ao quarto, dei de cara com Max que estava descendo todo sorridente. Abri a porta do quarto e Kate estava deitada vendo um filme qualquer que passava na TV.

- Que urso é esse? – Perguntou rindo.

- Nathan, né – Ri o colocando em cima da minha cama.

Ficamos conversando sobre o que fizemos hoje, contando detalhadamente nosso dia e logo dormimos.



domingo, 23 de dezembro de 2012

• Capítulo 40

Chegamos na festa do colégio e tudo estava maravilhosamente lindo, melhor do que pensávamos que iria ficar. Além de tudo, estava lotada. Uma sensação de satisfação me percorreu. Como haviam mesas espalhadas, juntamos algumas e nos sentamos. Jay já rodou o lugar com os olhos procurando bebida, ele não ia encontrar nada por ali já que se tratava de uma festa para alunos de menores. Mas, é claro que se ele procurasse melhor, iria achar algum daqueles alunos que sempre fazem o contrabando de bebida escondido durante a festa. Nem tínhamos chegado direito e Valerie estava quase dando para o Max ali na mesa.

- Eu vou dar uma volta pelo local. - Kate disse se levantando.

Era difícil conversarmos por conta do som alto, mas não era impossível  Contando também que nem estávamos conversávamos direito pois Elena e Siva ficavam se beijando, Max e Valerie quase se comendo, Jay se deliciando com as bebidas que conseguira com o aluno do contrabando e Tom azarando loucamente uma garota loira.  Observei o local em que rolava a festa com uma cara pensativa, tudo estava perfeito demais, isso não é bom.

- Qual o motivo dessa cara pensativa? - Nathan disse após dar um gole em algo que estava bebendo.
- Está tudo muito bom pra ser verdade, impossível não acontecer nada de errado.

- Não vai acontecer, relaxa! Curte a festa. - Sorriu e me beijou.

Savannah's POV

A festa dessas três não vai ficar assim por muito tempo, ninguém nunca superou as minhas festas de halloween. Não permito que comecem a falar que a delas estava melhor que as minhas, nem pensar. Rodei meus olhos pelo local, ate parar no DJ que agitava totalmente a galera. Primeiro alvo, encontrado. Caminhei até seu "palco" e me direcionei atras de sua aparelhagem parando ao seu lado.

- Oi, gatinho. - Sorri dando um beijo no seu rosto.

- E aí, gata. - Mordeu os lábios.

Tive um breve dialogo com ele, dando umas indiretas daqui outras dali, até que percebi que havia um copo vermelho em cima dos seus apetrechos. Perfeito. Troquei mais algumas palavras com ele e quando se distraiu disfarçadamente joguei o pozinho de laxante que estava guardado no meu decote. Graças a pouca iluminação, não foi tão difícil.

- Um brinde á festa.  - Sorri erguendo meu copo.

Rapidamente ele pegou seu copo e encostou no meu em seguida piscou pra mim. Virei de costas e sai dali, me misturando á multidão. Notei que ele me procurava com uma expressão confusa. Prontinho, daqui a alguns minutos ele vai sair em disparada á procura de algum banheiro e ai sem Dj a festa vai flopar.

Katherine's POV

Eu não estava suportando ter que ficar naquela mesa sendo obrigada a ver um quase sexo de Valerie com Maximilian. A festa estava realmente incrível  não pensei que pudesse ficar tao legal. Fiquei andando sem rumo pelo local da festa, enquanto cantarolava algumas musicas conhecidas remixadas que tocavam. Minutos depois a musica cessou e em seguida todos gritaram "UUUUUUHH" olhei rapidamente em direção ao dj e o vi saindo em disparada com a mão na barriga. MERDA. Agora sem o dj vai ferrar tudo. Pensa Kate, pensa.

- Mas é claro! - Falei comigo mesma e andando depressa de volta a mesa em que deixei a vários minutos atras.

- Que palhaçada é essa? Cade o Dj Katherine? - Zoey me perguntou confusa.

- Esta sentado na sua frente. - Sorri confiante e todos olharam rapidamente para Thomas.

- Eu? O que?

- Tom, sobe lá agora e agita essa galera! - Apontei para a parte do dj.

- Vamos Tom, não deixa a gente na mão! Anima essa bagaça! - Zoey também pediu.

- Tá bom, eu vou. - Ele se levantou rapidamente e foi ate seu novo posto de DJ.

- Galera, ouve um imprevisto com o Dj mais aqui esta o substituto. Que continue a festa! - Zoey falou no microfone.

- UHUUUUUL! VAMOS LÁ! - Berrei em seguida.

Segundos depois Tom já estava mandando ver no som animando todo mundo novamente.

Zoey's POV

Depois do imprevisto com o Dj, parecia que tudo estava numa boa. Exceto pelo fato de Katherine passar toda hora por nós, indo de um lado pro outro com uma expressão nada boa estampada eu seu rosto.
- Acho que Kate precisa de ajuda. Ja volto - Falei pensativa dando um selinho em Nathan e me levantando.

- Tudo bem, mas não demora.

Assenti e sai dali indo em direção a Katherine.
- O que se passa? - Perguntei.

- Essa festa está me deixando maluca, são tantos detalhes, tantos problemas pra resolver ao mesmo tempo, briguinhas, extintores sumindo, alunos bêbados demais, panos da decoração caindo, comida acabando... - Ela dizia afobada.

- Paro! - Fiz um movimento fechando minha mão próximo ao seu rosto a fazendo parar de falar.- Respira.

 - Eu não aguento mais isso. Cheguei no limite! Cuida disso você.  - Saiu andando dali rapidamente.

Ótimo, o que eu tenho que fazer agora? Olhei ao meu redor e vi uma garota de cabelos curtos, num tom vermelho apagado e um oculos com formato retangular e a armação preta, vindo em minha direção.

- Zoey, então, surgiu mais alguns imprevistos e eu preciso que você resolva. - Disse num tom calmo me encarando com sua iris num tom de amêndoa.

Ai cacetada, que raios de imprevistos são esses? Ela começou a andar e a despejar milhões de problemas em cima de mim, eu a acompanhava sempre fazendo gestos positivos com a cabeça. Não é atoa que Katherine perdeu a paciência, não era normal surgir tantos imprevistos assim de uma vez só. Respirei fundo tentando organizar minha cabeça e ver qual dos milhões de problemas era mais fácil resolver primeiro.

Fiquei andando pra todos os lados daquele lugar, entrando e saindo, tudo bem que Cassie. - A garota ruiva de óculos. - Estava me ajudando com algumas coisas, mas mesmo assim, não era o suficiente. Na hora em que eu estava indo em direção a saída pra procurar em alguma sala alguns pedaços de pano, passei por Nathan que me segurou pelos braços.

- Zoey, você não disse que ia ser rápido? - Me encarou.

- É que surgiram mais imprevistos amor, eu já volto tá? - Me soltei dele e saí rápido.

Percebi que ele bufou sem paciência enquanto eu me afastava. Mas, a culpa não era minha. Depois de rodar todos os cantos daquela escola, achei onde tinham guardado as coisas que sobraram da nossa arrumação. Peguei os malditos panos e voltei pro local onde ocorria a festa.
- Cassie, por favor me diz que agora está tudo certo? - Meu olhar era suplicante.
- Infelizmente não. - Ela pois uma mão no meu ombro.
- Arrgh! Puta que pariu! - Puis as mãos em meu rosto.- O que que aconteceu agora?
E ela começou a falar mais outros problemas, eles estavam pipocando do além. E lá fui eu com ela, novamente tentar concertar tudo, antes que algum convidado percebesse. Novamente, dei de cara com Nathan.
- Zoey...
- Agora não posso, espera. - Nem deixei ele terminar a frase e sai rapidamente de perto dele.
Eu estava prestes a mandar tudo pra puta que pariu e desistir de cuidar dessa festa, parece que tinha alguém fazendo tudo acontecer de propósito. Mas, mantive a calma, tinha certeza de que estava acabando de resolver tudo. Estava procurando Cassie, que sumiu da minha vista, quando dei de cara com a Savannah, que ótimo.

- Zoey querida, fazendo os corres da festa? - Deu um sorriso cínico.

- É da sua conta? - Falei num tom grosso.

- Ela tá estressadinha. - Soltou um riso e saiu andando.

Vadia, vadia, vadia. Respirei fundo e vi uma rodinha se formando ao meu lado esquerdo. Pude perceber que uma briga entre dois alunos bêbados, estava prestes a se iniciar.
- Mas será o benedito. - Falei olhando pra cima e fechando os olhos.

Fui em direção a rodinha e tentei acalmar aquilo civilizadamente, mas como não deu certo, tive que partir pro grito e ignorancia e aí funcionou, os dois bêbados metidos a valentões foram embora da festa sendo levados por alguns colegas.

- Zoey, Zoey... Os salgadinhos acabaram e tem gente reclamando de fome. - Cassie apareceu correndo.
- Ai, mais assim não dá. Como vamos resolver isso?- Pousei uma mão em minha testa.-

- É ai que está o problema. - Cassie franziu o cenho.

- Que caralho, viu!

Da onde eu vou arranjar comida essas horas? Sai andando dali sem saber pra onde ir e da onde tirar alimento. Acabei encontrando com Nathan, novamente.

- Larga essa bosta e me da atenção, já passou metade da festa Zoey. E eu nem fiquei 5 minutos com você.

- Ok, espera mais 10 minutos. - Falei sumindo do campo de visão dele.

  Minha paciência estava praticamente esgotada e uma leve dor de cabeça já começava a dar sinal de vida. Depois de muito tempo, tentando arranjar mais comida, consegui finalmente ligar pra um lugarzinho que ficava aberto 24hrs que eu nunca tinha ouvido falar antes. Aposto que as coisas deviam ser horríveis  mas se forem foda-se também. Olhei pra frente e vi Cassie, correndo em minha direção. Ah não, de novo não.

- Zoey, preci....

- NÃO! - Berrei e ela me encarou assustada.- Foda-se esta merda, não quero mais, cansei. Essa festa esgoto minha mente, minha paciência  meu tempo, tudo. Deixo em suas mãos, eu sei que você vai conseguir resolver. - Respirei fundo e dei as costas pra ela, saindo dali.
Andei até a mesa em que estava na hora em que cheguei, que nessa altura do campeonato já devia estar vazia. Quando cheguei até ela, percebi que só havia Nathan sentado ali, fazendo umas dobraduras em um guardanapo.

- Isolado aqui? - Perguntei me sentando ao seu lado.

- É, minha namorada me deixou de lado e só da atenção para as coisas referentes á essa festa. - Disse ainda com sua atenção voltada ao guardanapo todo amassado em suas mãos.

- Errado. Cansei de ficar atrás dessa festa.

- Então quer dizer que agora poderei ficar com você em paz? - Agora sua atenção estava voltada á mim.

- Sim, a não ser que queira ficar ai dobrando guardanapo. - Dei de ombros.

- Que guardanapo? - Fingiu desentendimento jogando o pedaço de papel pro lado.

Soltei um riso e logo em seguida ele me beijou. Nos levantamos dali e fomos aproveitar o tempo da festa que nos restava.

Max's POV

Passei para pegar Valerie em seu apartamento antes de ir para a festa. Ela estava fantasiada de Alice, o look perfeito que faziam seus cabelos cor de ouro dar contraste com a fantasia azul e branca.

Assim que chegamos ao colégio, pude ver vários adolescentes estacionando seus carros, grupos adentrando o ginásio. A música estava bem alta, pelo visto Katherine se superou com o termo decoração, aquilo ficara bem melhor do que nos últimos anos.

- Aqui só tem criança. - Valerie revirou os olhos enquanto subia as escadas do local.

- Não se esqueça que você estudava aqui ano passado. - Soltei um riso abafado.

Logo que entramos, Valerie já foi me puxando para a pista de dança que parecia estar fervendo. Enquanto caminhávamos até lá, fiz questão de rolar meus olhos pelo local para ver se via algum conhecido, a unica coisa que encontrei foi Nathan, Siva e Jay sentados comendo feito três crianças, não pude deixar de rir perante aquilo.

Começamos a dançar, a batida era forte, penetrante, coloquei minhas mãos na cintura de Valerie, enquanto ela fazia movimentos sensuais. Levei minha boca até seu pescoço, depositando leves beijos no mesmo. Ficamos assim por um bom tempo, ás vezes ela se virava para me beijar ou me trazia para o meio da pista.

- Ei. - Se virou sussurrando em meu ouvido.

- Fala.

- Já volto, ta certo? Vou pegar uma bebida para nós. - Assenti e ela se perdeu no meio da multidão. Não ia ficar la plantado igual um idiota esperando ela voltar. Então, resolvi que ia me juntar com os outros meninos. Caminhei até a mesa deles e sentei. Jogamos um pouco de papo fora, até que o assunto mudou totalmente de foco, chegou na Russell.

- Acho que a Kate deveria ser designer. - Siva falou enquanto examinava o local.

- Concordo plenamente. - Jay ficava olhando igual um bobo para as luzes.

- Vocês já viram ela hoje? Porque quando fui buscar a Zoey, ela estava sozinha no apartamento. - Nathan comentou me fitando.

- Ela veio com o Thomas. - Jay deu os ombros.

- O que? - Perguntei em um jato.

- É isso mesmo que você ouviu careca. - Siva respondeu rindo.

- Convidei ela para vir comigo, mas ai recebi um "nos encontramos la".

- IIIIh, acho que alguém levou um fora. - Nathan falou enquanto "tossia".

- Idiota.

- Então gente, vou procurar a Valerie. Faz tempo que ela sumiu. - Me levantei da mesa e fui em direção as bebidas, como previsto ela não estava la. Rodei aquele ginásio inteiro, mas nada daquela garota. Já estava começando a ficar irritado.

Estava caminhando de costas quando trombei em algo, logo me virei e dei de cara com uma pessoa. Era Katherine. Ela logo se desculpou no tom mais seco que já falara comigo e saiu andando em direção aos banheiros.

Segui ela com o olhar e para ser bem honesto, ela estava mais linda do que nunca. Porém, não podia perder o foco, precisava encontrar Valerie.

Saí do ginásio e fui em direção ao campo de futebol que havia atrás. Lá só ficava o pessoal que curtia uma boa putaria. Caminhei até as arquibancadas e pude avistar um casal semelhante demais pra mim, na verdade só a menina que estava no colo do cara. Subi mais alguns degraus indo em direção a eles, então, sem fazer nenhum barulho me aproximei e vi que era Valerie. Com a maior dificuldade do mundo, sai de lá praticamente correndo, não acredito que fui enganado de novo.

Parecia que todas as minhas esperanças com ela tinham sido destruídas, eu não queria uma explicação, eu não precisava de uma na verdade. Tudo que vi, tinha ficado bem claro em minha mente.

A chave de seu carro estava no meu bolso, com a raiva que estava, dei para o primeiro garoto que apareceu na minha frente, mandando o mesmo sumir de lá porque a partir daquele momento, o carro ela dele.

Já tinha feito muita merda nas semanas anteriores, tinha que me resolver com a Katherine. Fui tão infantil de terminar com ela, por um antigo amor, que nunca resultou em nada.




Katherine's POV

Estava indo pegar alguma coisa bebível, quando senti alguém segurar meu braço. Olhei pra trás e vi que era Max.

- O que você quer? Me larga. - Revirei os olhos.

- Eu quero conversar com você.

- Querer não é poder. - Tirei sua mão de meu braço e sai andando, mas ele parou em minha frente.
- Katherine, o que custa?

- Custa meu tempo, não quero perde-lo com você. Aliás, eu já perdi muito, né.

- Por favor ?!

- Tá bom. - Bufei impacientemente e fomos pra um lugar menos barulhento, lá fora.

- Vamos, fale logo. - Cruzei os braços.

- É... eu queria, me desculpar. Eu fui muito grosso com você naquele dia, não devia ter feito aquilo e...
Bla, bla, bla. Era tudo que eu ouvia saindo da boca dele.

- Não to com tempo pra te ouvir falar, isso ta fazendo minha bebida esquentar, não rola. Um dia a gente se fala de novo. - Falei saindo dali e voltando pra festa indo pra pista de dança.

Comecei a dançar com uns carinhas que estavam ali, quando senti alguém me pegar, me deixando de ponta cabeça e com as coxas apoiada em seu ombro. De novo, Max.

- PORRA MAXIMILIAN, ME BOTA NO CHÃO! - Comecei a esmurrar suas costas.

- Não, por que você vai ouvir o que eu tenha pra dizer, querendo ou não.

Ele andou mais um pouco e me colocou no chão. Cruzei os braços com a cara fechada e fiquei esperando ele começar a falar, mas ele ficou me olhando em silêncio.

- Da pra falar ou vai demorar mais um pouco? - Perguntei num tom impaciente.

- Para de ser chata, Katherine!

- Ah, cala a tua boca Maximilian que você tem calvície. - Retruquei.

- E você que nem dedos direito tem?

- Vai pro inferno! - Mostrei o dedo do meio.

Dei um passo pra sair dali, mas ele me impediu.

- Você vai me ouvir.

- Ouvir você me insultar? Não obrigada.

- Você que começou, cacete!

- Culpa sua que me irrita. - Nesse momento ficamos cara a cara, um olhando fixamente no olho do outro.
Fazia tempo que eu não olhava em seus olhos e eu sentia falta disso, um frio na minha barriga deu sinal de vida. Não sei por quanto tempo ficamos nos encarando, só sei que parecia que tudo ao nosso redor tinha parado.

- Apenas, me escuta. - Ele disse num tom baixo, mas se eu não estivesse tão perto dele não teria ouvido.
Não falei nada, continuei vidrada em seus olhos.

-Eu estou arrependido do que eu fiz... Fui muito duro com você, falei coisas que não deveria e que você nem merecia ouvir.

Rapidamente um filme da nossa grande discussão daquele dia passou pela minha cabeça e eu senti uma raiva dentro de mim.

- Palavras machucam e quem as ouve, nunca esquece, Maximillian. Você sabe que palavras ditas não tem volta. - Falei num tom firme.

- Eu sei, eu sei. Eu  preciso falar tanta coisa, mas não sei as palavras certas pra explicar tudo isso. - Suspirou.
- Não tem o que explicar. Você só colocou mentiras em meu coração, seu amor foi uma equivoco de minha parte, apenas ilusão.

Estava lutando bravamente para não chorar ali na frente dele, não ia fazer isso nem fodendo.

- Por favor, não diga isso. Eu te amo, de verdade. Só que demorei pra perceber.

- Só está falando isso por que tomou chifre?

Ele permaneceu em silêncio. Seus argumentos clichês haviam acabado. Sai dali o deixando sozinho, ele conseguiu me deixar irritada. Andei totalmente sem rumo. Por que isso? Por que tudo era tão complicado? Voltei pro ginásio e a festa ainda rolava animadamente, peguei algo pra beber novamente e fui dançar pra esquecer dos problemas. Depois de várias musicas, meus pés estavam implorando por descanso por conta do salto. Caminhei calmamente pra fora e me sentei enquanto observava as estrelas. Senti a presença de alguém ao meu lado, mas ignorei, estava entretida demais com as estrelas.

- Achei você, finalmente. - A voz dele me deu vontade de levantar dali e sair correndo.

- Max, vai embora.

- Não vou. - Apenas respirei fundo impaciente.
-
 Me perdoe por toda a dor que lhe causei. Não tenha medo, pois aprendi a minha lição. Sei o quanto dói e sei como é difícil acreditar em mim novamente, mas só peço que confie em mim. Eu tenho apenas o meu amor para te oferecer e a minha vontade de mudar, de melhorar, de ser mais o que você merece. - Ele dizia calmamente.

- E se tudo acontecer de novo? - Perguntei com receio.

- Mas por que pensar desse jeito? Pense assim: E se agora der certo?

- Não sei se vale a pena arriscar...

- Se você não tentar, nunca saberá.  E uma coisa eu te prometo: Vou fazer tudo que puder pra você ser a pessoa mais feliz do mundo. - Ele segurou minha mão alisando a mesma com seu polegar. - Eu amo você e sempre amei.

Eu podia sentir a sinceridade em suas palavras e o arrependimento em seu olhar. Eu deveria dar mais uma chance pra ele? Se eu não desse, tenho certeza que me arrependeria depois. Quer saber de uma coisa? Vou apostar todas minhas fichas nele mais uma vez, veremos o que acontece. Eu o amava, ele me amava, o que poderia dar errado? O que mais eu queria?

- Então, você me perdoa?

- Vou te dar uma segunda chance. - Sorri.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

• Capítulo 39


Saímos do ginásio e fomos seguindo as vozes que chamavam nossos nomes freneticamente. Estávamos passando pelos corredores do vestiário quando senti alguém me puxar e tapar minha boca, me levando para o quarto de limpeza que tinha ao lado. 

Estava tudo escuro, não conseguia enxergar nada, nem pela frestinha que tinha na porta. Automaticamente meu instinto de defesa se manifestou e comecei a gritar por ajuda, chamando Katherine e Elena, que ouviram e rapidamente foram de encontro ao quarto. 

Elas abriram a porta com a chave reserva que tinham e quando entraram, ascenderam a luz iluminando tudo aquilo. 

- Que diabos é isso? - Katherine olhava fixamente para frente com uma expressão confusa. Me virei e vi Savannah, com mais 2 amigas nos encarando. 

- Hã? - Foi a unica coisa que consegui proferir. 

- Olha o que temos aqui, as três queridinhas da sala. - Savannah satirizou. - As três menininhas que têm a vida perfeita, com namorados perfeitos, tudo. - Continuou falando enquanto se aproximava de nós.

- Tomou seus remédios hoje, Savannah? Ou seu lado psicopata anda falando mais alto? - Elena a encarou cruzando os braços, se encostando na parede. 

- Cala-se energúmeno. - Gritou. - Então, continuando.. Vocês acharam mesmo que iam chegar no colégio, roubando o meu Halloween que desde a oitava série organizava? Acham que vão continuar bem com seus namorados? Se vocês pensaram isso tudo, sinto-lhes informar que tudo que existe de bom na vida das três, está com os dias contados. 

- Você deve ter algum distúrbio mental menina, que mané roubar ideia de Halloween. Aquilo tudo foi votação. Não nos culpe pela sua incapacidade. - Kate revirou os olhos. 

- Acha mesmo que estou brincando Russell? - Savannah soltou um riso maléfico e logo as hienas que estavam atrás dela, vulgo suas seguidoras, começaram a rir junto. - Eu estou prestes a acabar com tudo que você tem. - As duas maria vai com as outras repetiram o "tudo".
Não aguentei e comecei a rir sem parar. 

- Já acabou as ameaças? Ou ainda tem mais? - Falei tentando voltar ao normal. 

- Não sei porque está rindo, não to vendo nenhuma graça. - Retrucou indignada. - Ah Katherine, sabe aquela sua fantasia linda que iria usar hoje? Então.. Pedi para uma amiga sua, não lembro o nome.. Naromi, Namoni.. Ah, Naomi, para que me entregasse antes de você usar. - Ela pegou seu celular e mostrou a foto que vestia a fantasia que Kate iria usar.

- Não tem problema, ainda dá tempo de eu comprar outra. - Deu os ombros. - Espero que tenha acabado, porque não to com paciência para vadia mal comida dar "avisinho" besta, achando que é algo. 

- Vamos embora logo. - Elena se virou abrindo a porta, me puxando para fora junto com Kate. - Passar bem Savannah. - A encarou de volta, batendo a porta em sua cara. Saímos andando, só conseguíamos escutar coisas do tipo: "Isso não irá ficar assim." "Aguarde por amanhã a noite." 

- Kate, vá comprar sua fantasia no shopping agora, enquanto nós nos viramos para acabar de arrumar as coisas. - Falei preocupada, passando a mão por meus cabelos.

- Mas vocês precisam de m.. - Elena não deixou Kate acabar de proferir a frase e logo fui interrompendo. - Calada. Vá logo, como Zoey disse, nos viramos. 

Voltamos para o ginásio, Katherine pegou suas coisas, ligou para Thomas ir busca-la para ir ao shopping junto com Dominic, Adam e James que já estavam a caminho do colégio.



Elena e Eu nos viramos nos trinta pra arrumarmos tudo enquanto Kate ia ver outra fantasia. Risos, cagadas e enrolações á parte, nós conseguimos fazer tudo a tempo. 
- Merecemos um oscar - Falei olhando em volta.
- Ficou tão legal. - Elena sorriu.

 Tinha ficado igual ao desenho que fizemos, fiquei realizada. Katherine ia surtar quando visse.J á era noite quando terminamos de limpar a baguncinha que ficou espalhada, fomos pro portão da escola esperar Emma. Quando chegamos no apartamento, três minutos depois Kate apareceu, sorridente.


 - Pela sua cara acho que conseguiu uma fantasia? 

 - Sim! Uma melhor do que a que eu ia - Sorriu vitoriosa.

 - Querendo ou não Savannah te fez um favor então? - Ela assentiu sorrindo.

 Subimos direto pro quarto, me joguei na cama enquanto Kate ficou toda empolgada falando sobre a fantasia, sobre as outras que ela tinha visto, mas no meio do assunto eu peguei no sono e deixei ela falando sozinha. Arrumar todo aquele ginásio havia gastado todas minhas energias.
Acordei com meu celular vibrando, estiquei meu braço até alcança-lo em cima do criado mudo. Quando desbloqueei ele, aquela claridade da tela quase me deixou cega, já que o quarto estava com as cortinas fechadas. 

Era uma mensagem do Nathan, com um pouco de dificuldade ainda por causa da claridade consegui ler "Estou pagando todos os meus pecados, não aguento mais ficar sobre mesmo teto que essa garota" Claro que ele estava se referindo a Valerie, que menina chiclete. Soltei um riso pelo nariz após ler e respondi "Você me acorda, quase me cega pra falar dessa fulana? Vai á merda". Olhei pro lado e notei que a Kate não estava dormindo. Espera, pausa, seria um milagre, senhor?. Me sentei na cama e o celular vibrou novamente. "Dormindo até agora? Toma vergonha nessa cara, Zoey já são 3:30 da tarde" Puta merda! Já era 3:30? Levantei da cama e desci as escadas pra ver se tinha alguém em casa, mas não havia sinal de vida humana ali além de mim. 

 - Onde se meteu o povo dessa casa? - Falei em voz alta.

Voltei pro quarto, abrindo as janelas pra ventilar o comodo. Peguei meu celular e liguei pra Katherine. Caixa postal. Então, liguei pra Elena.

 - Alo? 

 - Elena, a Kate está com você?

 - Sim, espera ai. 

 - Fala, pequeno pônei. 

 - Onde a madame se encontra? E cadê os habitantes dessa casa? 

 - Eu vim aqui na escola com a Elena, pra acertar o restinho de coisas da festa de hoje á noite. Pensamos em esperar você, mas você entrou em coma e não acordava mais, aí desistimos. - Riu.

 - Sacanagem! Me senti abandonada. 

 - Ai coitadinha. - Kate ironizou.


 - Mano, vai cagar. - Ri.
- Não precisa morrer de saudade, daqui a pouco Elena e eu estamos voltando. 

 - HAHA, Vai nessa. Tá bom, estou no aguardo. Tchau.

 - Tchau!

 Fui até a cozinha comer alguma coisa e voltei pro quarto. Fiquei esperando Elena e Kate darem o ar da graça. Quase uma hora depois ouço vozes perto da porta. 

 - Chegamos! - Entraram no quarto.

 - Aleluia, irmãos. 

 - Tudo isso é saudade? - Elena riu.

 - Paro. - Apontei o dedo pra ela que continuava rindo.
- Vai se arrumar aqui? - Perguntei.

 - Que pergunta obvia. - Kate se sentou em sua cama.

 - A conversa está entre A e B, C fora.  - Apontei pra eu e Elena e depois pra ela, rindo.

 - Claro, né. - Elena sorriu animada.

 Ficamos conversando e comendo até dar o horario de nos arrumarmos. Quando deu a hora, fomos tomar nossos respectivos banhos, depois arrumar o cabelo. 

 - Ai, caralho! Queimei meu dedo - Falei colocando ele na boca.

 - Monga. - Elena e Kate falaram juntas.

Apenas fitei as duas séria que começaram a rir.
Assim que terminei o cabelo, fui fazer a maquiagem. Kate também já havia feito o cabelo e Elena estava terminando. 

 - Urrg!! Merda! - Kate reclamou colocando a mão no olho.

 - Que você fez? - Elena perguntou.

 - Merda né, só pode. - Acrescentei. 

 - Essa bosta de delineador sai lindo de um lado e do outro um coco. - Reclamou.

 - Ah filha, é a vida. - Voltei a fazer minha maquiagem.

 Assim que terminei, vesti minha fantasia a meia e o sapato. Como sempre, fui a primeira a ficar pronta. (Fantasia: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2tnYQn4g64Y_-CsnSlBjjq-fAJ_jnDXHvhcq4PNMkMBOPhi7dbl3XklzjuVt8NVgkxzMsB902sr4LIfqrnu2JNmQpFmL7ULoRxQu5LqLhyphenhyphenc32BtNRDD2xFfEYqwZEY3TtSkbMiajT2Ocw/s400/bella.jpg) Elena: (Fantasia: http://images.halloweencostumes.com/devil-darling-costume-zoom.jpg) Katherine (Fantasia: http://www.bridalguide.com/sites/default/files/media/halloween-couples-costumes-vampires.jpg)

- Gente, me ajuda! - Elena disse desesperada.


 - O que foi? - Kate perguntou.

 - O zíper do meu vestido não quer subir.
Kate e Eu fomos até ela e tentamos subir o zíper  usamos toda a força que tínhamos e todos os jeitos possíveis pra ele subir, mas nada adiantou. 

 - Caralho, zíper do capeta. - Sentei na cama respirando fundo.

 - Gente e agora? E se ele não subir? - Falou num tom meio chorosa.

 - Xiu! Ele vai subir, calma! - Kate tentou mais uma vez, porem fracassou.

 - Meninas... - Adam bateu na porta.

 - Adam, você mesmo, vem cá! - Abri a porta puxando ele pra dentro do quarto. 


 - Eu o que? - Me olhou confuso. 
- Nossa ultima esperança. Tenta subir o zíper da Elena, que está impossível. - Kate disse apontando pro zíper.
Ele fez uma força minima e conseguiu fazer o maldito subir. Elena respirou fundo de alivio, junto comigo e Kate. 

 - Valeu, seu lindo. - Elena riu.

 - Disponha. - Sorriu. - Daqui a pouco estamos indo, só pra avisar. - Disse saindo do quarto.
Eu e Elena já estavamos prontas, só faltava Kate.

 - Ai, anda logo, Katherine. - Elena apressou.

 - Espera, já to terminando.
Dez minutos depois saímos do quarto e fomos até a sala. Poucos minutos depois ouvimos batidas na porta. Kate olhou pelo olho mágico e abriu um sorriso, claro que eram os meninos. Adam e Dominic saíram primeiro cumprimentando todos e descendo na frente.

 - Uou! - Siva ficou de boca aberta quando viu Elena saindo.
Ela foi até ele o abraçou e lhe deu um selinho. Vontade de morder esses dois. Assim que sai, Nathan veio em minha direção. 

 - Você está gostosa, ein! - Ele disse mordendo os lábios e pegando na minha mão, erguendo me fazendo dar uma voltinha.

 - Larga de taradice, por favor. - Balancei a cabeça negativamente.

 - Bom, só estou falando a verdade. - Ele riu e me deu um selinho demorado. 

 Pude perceber que Max estava ali com Valerie, que com certeza deveria ter comprado sua fantasia num sex shop. Kate passou na frente dos dois sem olhar pros lado, como se eles não estivessem ali e foi em direção ao Jay dando um abraço de urso nele. Quando descemos pro saguão do prédio, haviam umas crianças fantasiadas.

 - Gostosuras ou travessuras? - Um grupinho parou na nossa frente. 
Estavam todos umas belezinhas fantasiados. Nathan tirou um chiclete do seu pacotinho e colocou dentro do baldinho em forma de abobora da criança.

 - Quanta generosidade, Nathan. - Ironizei. - Larga de ser mão de vaca. 
Peguei seu pacotinho inteiro, coloquei dentro do baldinho e o grupo de crianças saiu saltitante.

 - Po, Zoey! Vou ficar sem chiclete agora. - Me olhou sério. 

 - Ah por favor, vai na padaria e compra mais. Sem drama.

 - Ele continuou reclamando, mas nem prestei atenção, por que Kate me mostrou um cachorrinho que estava ali no meio das crianças. Um cachorrinho fantasiado. Pra ser mais especifica um pug fantasiado de abelhinha. Acho que meus olhos brilharam quando eu o vi. Era a coisa mais gostosa do mundo.

 - Awn meu Deus! - Falei ficando de joelhos no chão. Nathan me observava confuso.

 - Venha aqui, bebe! - Comecei a bater em minhas coxas afinando minha voz.

 O cãozinho me encarou por alguns segundos e veio todo desengonçado até mim, ele era gordinho e andava de um jeito engraçadinho. Comecei a brincar com ele ali mesmo no meio do saguão do prédio. 

 - Ai como você é gotoso, que coisa mar munita. - Continuei com a voz fina e ele lambia minha mão e abanava o rabinho sem parar.  Percebi que os olhos de Max também brilharam com a imagem do pug abelhinha. 

 - Que coisa mais fofa. - Ele se abaixou ao meu lado numa posição de sapinho e começou a brincar com o cãozinho também.

 - Maximilian, por favor, sai de perto desse pulguento. - Valerie disse puxando o braço dele.

 - Ah Zoey, pelo amor de deus, vamos chegar atrasados, larga esse cachorro. - Elena bufou.

 - Da licença! Não estou com suas pernas, se quiser ir vai na frente. 

 - Ahhh qual é, vamos logo. Você também, Max. - Apressou.

 - Tá bom, tá bom. - Me levantei do chão revirando os olhos e andando depressa. - Sem graça, estragou meu momento. 

 - Vocês vão de taxi e nós a pé. - Nathan disse.

 - Como é que é? Você tem problemas? - O encarei confusa.

 - Estou afim de andar, vamos logo. - Disse pegando na minha mão e entrelaçando nossos dedos.

 Eu não estava ligando tanto pelo fato de irmos a pé, o problema era aquela irritante da Valerie junto. Estávamos de boa andando até que ouvi ela cacarejar, quer dizer, falar.

 - Vocês são amiguinhos daquela ex ficante do Maximilian?

 - Sim.

 - Chatinha ela, nem oi falou.

 - Querida, a boca é dela e ela fala oi pra quem ela quiser. 

 - Mesmo assim, educação é bom né.

 - Calar a boca também é bom né. - Dei um sorrisinho pra ela.
Logo ela começou a coxixar com Max e a olhar pra mim.

 - Se é pra falar, seja mulher o suficiente pra falar na cara. 

 - Você está sendo muito grossa comigo!

 - Sério? Awn, foda-se.

 - Você e sua amiguinha são duas sem educação. Nathan, como você aguenta ela? 

 - Preferirmos ser sem educação, do que sermos vadias.

 - Você fala como se fosse a pessoa mais simpática e educada do universo, né? - Nathan falou sério. 
Depois disso não trocamos mais nenhuma palavra com ela.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

• Capítulo 38



Zoey's POV

Estávamos na época das provas finais e como sempre o desespero me dominava.

- Amanhã tem prova de física! - Falei com um ar de preocupação.

- Relaxa vai dar tudo certo. - Elena sorriu.

 - Você diz isso que porque sabe a matéria né. - A encarei enquanto pegava minha mochila e saia da sala.


- Eu te ensinaria hoje a tarde, mas tenho compromissos. Você sabe o que vai cair não sabe?


- Sei, minhas lágrimas de desespero. - Falei séria o que a fez rir.

Katherine rebelde matou a ultima aula e estava nos esperando no portão. Nos despedimos de Elena e fomos embora. 

 - Vou passar a tarde estudando, mas que merda. - Falei fechando a porta do quarto.


- Se eu soubesse algo, te ajudaria. - Kate riu.


- Eu sei disso.

- Olha, vou ficar aqui quietinha, na internet enquanto você estuda.


- Ah que vida boa né, eu quebrando a cabeça e você ai na internet.

- Se fodeu - Riu.

 Me sentei no chão, peguei meu estojo, caderno, livros, apostilas o caralho a quatro, respirei fundo e tentei me concentrar em uma coisa: força eletrostática  Comecei a ler, pesquisar e a tentar resolver exercícios  Mas nada adiantava eu continuava sem entender. Três horas depois e nada. Eu precisava entender aquilo, eu dependia dessa nota pra passar de ano. Odeio números, odeio contas, odeio números com letras em contas.


- Cara, me diz onde vou usar isso na minha vida? - Perguntei jogando minha caneta no chão.


- Boa pergunta. Está conseguindo?. - Kate me olhou.


- O que se acha? - Falei seria.


- Que não. - Riu.


- Não vou desistir. Eu vou conseguir. - Respirei fundo e voltei toda minha atenção para aquela merda de novo.

Mais duas horas e nada daquilo entrar na minha cabeça. Eu já estava entrando em desespero por não entender um exercício que seja.


- AAAHHHH!!!!! - Gritei rasgando e amassando as folhas do caderno.


- Meu deus, que isso? - Kate perguntou assustada.

- CHEGA! CANSEI, DESISTO NÃO QUERO MAIS FÍSICA  - Me levantei do chão e sentei de braços cruzados na cama bufando.


- Respira... Inspira. - Disse tentando me acalmar.


- Velho não dá, já estou aqui quebrando a cabeça a quase 6 horas seguidas e não entra na minha cabeça. - Apoiei meu cotovelo em minhas coxas e minha cabeça em minhas mãos. - Que saco! - Falei com a voz falha.


Eu estava com vontade de chorar. Chorar de raiva. Esse é um dos meus defeitos chorar quando estou com raiva, desesperada.


- Calma! Não chora! - Kate deixou o notebook de lado.
- Deus por que não nasci a genia da física? - Respirei fundo.


- Espera, eu já venho. - Kate saiu correndo do quarto.


Katherine's POV
Zoey estava realmente entrando em desespero por não entender a matéria  ela sempre foi assim. Eu a ajudaria porem não sei nada também, mas por milagre não preciso de nota em física se não estaria em desespero também. Decidi ir até o apartamento dos meninos e chamar Nathan para ajuda-la.


- Ô de casa!! - Falei batendo na porta.


- Ô de fora! - Siva abriu a porta rindo. - Entra, Kate. - Deu espaço pra eu passar.


- Veio me ver? - Max sorriu convencido após sair da cozinha.


- É... Não. Cadê o Nathan?


- Está me trocando pelo Nathan, Katherine? - Fingiu indignação.


- Não, vou te trocar pelo Jay. - Falei mandando um beijo no ar pra Jay que fingiu pegar. 


- Olha que te troco pelo Thomas. Né querida? - Afinou a voz.

- Claro, minha delicia - Tom passou a língua nos lábios rindo.


- Tá, cadê o Nathan? - Ri perguntando novamente.


- Quem me chamas? - Apareceu descendo as escadas. - Ué...Pensei que a Zoey estava aqui. - Falou depois de rolar os olhos pelo local.


- Exatamente por isso vim aqui te chamar.
Ele me encarou confuso.


- Ela esta lá em baixo, sofrendo quase chorando. Vamos. - Puxei ele pelo braço.


- Kate, como assim sofrendo quase chorando? - Perguntou preocupado assim que entramos no
elevador.

- Pela física! Vá ajudar sua namorada.
Assim que ele entrou no apartamento eu voltei pra cima. Não ia ficar lá de vela.


Zoey's POV

Katherine me deixou surtando com a maldita física e saiu. Tentei entender mais uma vez a matéria e não consegui, qual minha próxima opção? Isso mesmo! Sentar e chorar. Era o que eu estava quase fazendo quando a porta do quarto se abriu.


 - Kate, não dá mais... - Choraminguei.



 - Oi. - Nathan se encostou no batente da porta com os braços cruzados e com um sorriso fofo estampado em seu rosto.



 - Olá. - Sorri ao vê-lo.



 - Problemas com a física?



 - Sim, como você... Ah, Katherine, claro! - Ri logo após refletir e entender o motivo de sua saída.



 - Posso tentar ajudar? - Se aproximou sentando-se ao meu lado no chão.

- Sim, por favor!


 Pegamos todas as coisas novamente, já que eu tinha espalhado tudo pelo quarto, quando minha paciência tinha esgotado. Ele lia e relia os parágrafos fazendo caretas confusas ao tentar entender.

- Ok, vamos lá. - Respirou fundo e fechou os olhos na tentativa de se concentrar, o que acabou me fazendo rir.



 Pegamos exercícios variados e ele tentava explicar, porem não era nada fácil entender. Até umas mimicas malucas ele começou a fazer. Nada adiantava, já estava me sentindo na família dos anos.



 - Nathan, não da. Tem tipo, uma barreira na minha mente que impede as passagens dessas informações desnecessárias.



 - Calma, vamos dar um jeito e você vai entender, fica vendo. - Alisou meu rosto com um sorriso confiante. - Vamos tentar mais uma vez. - Disse com toda paciencia do mundo.

Meia hora depois...


 - Se eu falar que não entendi, você vai me bater? - Falei segurando o riso.



 - Burrinha! - Apertou minhas bochechas e dando um riso leve.

Em resposta mostrei a língua pra ele. E mais uma vez, tentou me explicar a matéria.


 - Cara, da onde você tira tanta paciência comigo? Se fosse eu no seu lugar, já teria desistido de explicar. Iria considerar um caso perdido.



 - Por que eu te amo. - Ele me encarou sorrindo, senti minhas bochechas queimarem de leve. - E quero te ajudar a ir bem na prova, eu sei que você tem capacidade de tirar um A.



 Eu não sei se isso era possível, mas a cada frase que ele pronunciava, cada minuto a mais que eu ficava com ele parecia que só servia para me fazer amá-lo mais e mais, de uma forma absurda. Da onde sai tanto sentimento? Era incrível a maneira de como um simples sorriso dele me acalmava ou um olhar me passava confiança. 

Depois de mais algumas explicações dele, parecia que a tal barreira que tinha na minha mente, foi quebrando, então eu comecei a entender e tudo começou a fazer sentido. Nathan colocou alguns exercícios numa folha do caderno e me entregou para que eu pudesse resolver, alguns minutos depois eu terminei e entreguei a ele para que visse se estavam certo ou não. Ele ficou observando a folha por longos minutos com uma cara pensativa, cerrando os olhos só pra fazer suspense.



 - Me fale logo se acertei ou não, por favor! - Praticamente supliquei e ele deu uma gargalhada. - Pare, não é engraçado. - Apontei meu dedo indicador em sua direção.

- Eu disse que você tinha capacidade. - Abriu um sorriso enorme.


 Então quer dizer que eu tinha conseguido? Erguei as mãos e dai gloria Deus!



 - ACERTEI TUDO? - Perguntei de boca aberta e ele assentiu sorrindo.- Já posso até ouvir o coro de aleluia! - Suspirei aliviada.



 - Quer tentar fazer mais uns dois só pra reforçar?



 - Não, não. Que mané reforçar, o que eu sei já ta de bom tamanho. - Falei arrumando todos os livros, cadernos e afins que estavam ali no chão e colocando em qualquer canto do quarto.

Me espreguicei sentindo uma dormência em meu traseiro por ter ficado sentada no chão por tanto tempo e também senti o cansaço mental tomar conta de mim, fazendo meus olhos ficarem menores e me incomodando como se tivessem pequenos grãos de areia dentro dele.


 - Nathan, de verdade obrigada! - O encarei sorrindo- Se não fosse você, eu estaria ferrada na prova de amanhã.



 - Não precisa agradecer, você sabe que sempre vou te ajudar no que precisar. - Selou nossos lábios.



 Demos inicio a um beijo lento e carinhoso. Ás vezes eu achava que tinha momentos muito melosos com Nathan, cheios de nhenhenhe... Antes vivia falando que isso era gay que não sei o que, mas sabe, depois que você se apaixona você acaba fazendo essas coisas sem perceber e acaba até gostando. Só que nada muito extremamente exagerado, já que tudo em excesso enjoa.



 - Vejo que já acabaram a sessão de estudos? - Kate adentrou o quarto interrompendo nosso beijo. - Deu resultado?



 - Claro que deu. - Sorri olhando pra Nathan.



 - Fico feliz. Tá vendo, se não fosse por mim ter ido lá em cima chamá-lo...



 - Ah nossa, obrigada Katherine salvadora da pátria. - Falei num tom irônico rindo depois.



 Ela apenas me lançou um olhar sério. Fiquei mais alguns minutos conversando com Nathan, mas ele disse que ia embora, pois percebeu meu cansaço, depositou um beijo na minha testa, me desejou boa sorte pra prova e saiu do quarto. Tomei um banho rápido e desmaiei na cama.

A prova seria na terceira aula e já estávamos no final da segunda.


 - E se me der branco? - Falei preocupada olhando pra Elena e Kate.



 - Cala a boca, não vai dar branco merda nenhuma. - Kate bateu seu caderno em mim.



 Quando o sinal bateu e o professor adentrou a sala de aula, me deu um leve frio na barriga. Enquanto ele entregava a folha de prova para os outros alunos eu fiquei batucando a caneta sem parar na mesa e meu pé batia repetidamente no chão.



 - Para com isso, caralho! - Elena virou pra trás.



 - Desculpa. - Mordi os lábios.


Assim que a folha de sulfite impressa ainda quente foi colocada em cima da minha mesa tive uma vontade de sair correndo. Peguei minha caneta e preenchi o cabeçalho corretamente, respirei fundo e comecei a ler as questões, eram três no total, uma valendo 4 pontos e as outras duas valendo 3 pontos. Merda, como que faz esse troço mesmo? Eu sabia que ia dar branco, sempre acontece.

 Ok Zoey, respira, concentra... Lembra do Nathan ontem te explicando. Fechei os olhos consultando minha memória tentando lembrar das inúmeras explicações que Nathan fizera. Droga, droga! Cérebro qual é, não me deixa na mão agora. Depois de passar quase metade da aula tentando lembrar de algo, do nada tudo retornou á minha mente, como se tivesse apertado algum botão que me fizesse recordar de todas as palavras e mimicas que Nathan fez ontem. 

Numa fração de segundos, comecei a fazer todos os exercícios sem parar, me concentrando nas contas. Quando o sinal bateu eu tinha acabado de fazer a última conta, pura cagada. Respirei aliviada, os músculos da minha mão e do meu antebraço estavam até doloridos.  O professor passou recolhendo as provas e se retirou da sala. Tinha me dado até dor de cabeça, apoiei minha cabeça na mesa e fechei os olhos. O pior já tinha passado, ou não, agora era só esperar minha nota.



 - E aí, como foi? - Ouvi Elena e Kate perguntarem.



 - Fazer eu fiz, agora seja o que Deus quiser. - Falei sem levantar a cabeça ou se quer abrir os olhos.



 Provavelmente a professora da próxima aula já devia ter adentrado a sala de aula, já que todos ficaram em silêncio. Assim que ela pronunciou um "Bom dia, alunos" eu pude ter certeza que conhecia aquela voz. Vasculhei minha memória tentando recordar quem tinha a voz daquele jeito... NÃO! NÃO PODIA SER! A voz dessa mulher era idêntica a da Valerie, o que ela ia estar fazendo aqui na escola? Fiquei com um certo medo de abrir os olhos e erguer a cabeça pra confirmar minha opinião.



 - Você ai, sala de aula não é local de dormir! - Senti a frase direcionada á mim.



 Minha vontade era de ter um revolver nesse momento, pra estourar a cabeça dessa mulher. Levantei a cabeça lentamente e me encostei na cadeira cruzando os braços a encarando sem expressão. Assim que ela percebeu que era eu, deu um sorriso forçado, olhou ao meu lado e viu Kate que mexia em seu celular distraidamente.



 - Sala de aula também não é lugar de celular. - Encarou Kate.



 Claro que assim que Valerie percebeu que eramos Eu e Kate ali, a primeira coisa que ela pensou foi "Agora elas tem que me obedecer".  Katherine a encarou sem expressão igual á mim e voltou a mexer em seu celular ignorando totalmente Valerie.


Valerie irritada por Kate ter a ignorado, andou até ela pegando o celular e colocando em cima de sua mesa. Kate apenas se levantou, sem pronunciar uma palavra, pegou o celular de cima da mesa e se retirou da sala. 

 - Ousada. - Elena comentou soltando um riso leve.

 Valerie começou a falar umas coisas nada a ver lá na frente, ninguém estava prestando atenção nela, mas a sala continuava em silêncio. Acho que se eu começasse a contar todos os meus fios de cabelo seria menos torturante e mais divertido do que ficar ouvindo ela falar nada com nada durante cinquenta minutos. Tombei minha cabeça pra trás e deslizei um pouco na cadeira bufando, alto o suficiente pra ela ouvir e direcionar seu olhar até mim.


- Algum problema, Baker? - Cruzou  os braços séria.

 - Não, só não estou afim de olhar pra sua cara mesmo. 

 - Você pensa que está falando com quem? 

 - Com uma mera professora substituta que não faz peso na minha vida. - Dei um sorrisinho sem mostrar os dentes.

 Ela provavelmente iria me xingar ali, mas como não podia, apenas respirou fundo pra se controlar. 

 - Olha, você me deixou magoada falando assim, querida. 

 Querida... querida... Essa frase dela estava transbordando falsidade. Ela começou um discurso, tentando me dar uma "lição de moral", dizendo que eu devia ser mais educada, que não devia sair falando essas coisas que podem magoar alguém... puro blá blá blá. Apenas cruzei os braços e fiquei encarando ela com um sorrisinho irônico nos lábios. 

 - Que ótima sua opinião, porém ela é tão inútil quanto a sua existência - Falei apoiando meus cotovelos na mesa..- Quando terminei a frase o sinal bateu. Rapidamente ela pegou suas coisas e saiu da sala, com uma cara nada boa. Insuportável. Saí com Elena da sala, já que era intervalo e fomos procurar Kate.

Por milagre as aulas seguintes foram rápidas e já era hora da saída, voltamos para a casa, almoçamos e fomos para o centro nos encontrarmos com Elena e comprarmos as coisas. Passamos a tarde inteira na correria pra dar tempo de comprarmos tudo, eram bastante coisas. Faltava poucos minutos para anoitecer quando voltamos para o apartamento junto com Elena, claro, entupidas de sacolas, foi difícil até pra pegarmos o elevador. Nem pagando eu subiria escadas com aquilo tudo. Entramos em casa e deixamos tudo no quarto.


- Estou morta! - Me joguei na cama.


- Bem que eu queria faltar amanhã na escola. - Kate disse afundando a cara em seu travesseiro.


- Querer não é poder! - Elena riu.- Vou indo, tchau pra vocês.


- Duvido que você vai embora! Vai subir lá ver o Siva que eu sei. - Ri.


- Eu? Claro que não, Zoey. Para com isso. - Ela riu me dando uma almofadada.


- Ahhhhh Siva! - Kate disse num tom de malicia.


- Ai gente, tchau pra vocês - Elena deixou o quarto rapidamente.


- Pensa que engana.


- Ahhh Elena - Kate riu.

No outro dia, chegamos na escola e fomos levar as notas fiscais das compras com o cartão pra moça que cuidava da parte financeira, sim eles nos deram um cartão ao em vez de dinheiro. Quando comecei a olhar, percebi uma coisa.


- Kate, fodeu. - Falei com a mão na boca.


- Ai senhor, o que que foi?


- Gastamos mais que o limite.


- Você está zoando?

- Não! O nosso orçamento passou da conta - Mordi meu lábio inferior.


- Ai deus, se prepare para um sermão do diretor.


- Merda!!!

Assim que a moça percebeu que havíamos passado do limite, imediatamente comunicou o diretor que nos chamou na sala dele e como Kate disse ele nos deu um sermão gigante e também disse que se os alunos não gostassem da festa ou alguma coisa, que fosse minima, saísse errada íamos ter uma conversa séria com ele depois. Ótimo  Quando o período de aulas acabaram, ligamos pra Emma e avisamos que ficaríamos direto na escola e se era possível ela trazer nossas sacolas e claro como ela é um anjo de pessoa disse que levaria sem problemas. Ficamos no portão esperando e quando ela apareceu, Kate, Elena e eu pegamos tudo.


- Obrigada Emma, até mais tarde. - Nos despedimos e entramos na escola.


Deixamos as sacolas no ginásio e fomos almoçar numa lanchonete que tinha á duas quadras do colégio. Quando voltamos, Kate e Elena foram correndo começar a organizar as coisas, elas estavam animadas. Eu me deitei na arquibancada do ginásio e fiquei lá com a cara da derrota, ir e voltar da lanchonete pra escola havia me cansado.


- O cu de preguiça, dá pra vir ajudar? - Gritaram.


- Ta osso. - Ri.


Minutos depois me levantei e fui até elas. Começamos a organizar as coisas, quando ouvimos alguém nos chamar la de fora.


- Ué, quem que esta chamando? - Elena se levantou.


- Vamos lá fora ver.