Era uma coisa viciante beijar ele. Eu pensei que depois que o beijasse esse sentimento, essa sensação de desejo, urgência fosse acabar, mas eu estava errada. O beijo só fez tudo aumentar de uma maneira absurda. O sol já estava se pondo, a paisagem era realmente maravilhosa.
Depois de beija-lo varias vezes, ele se sentou de perna de índio, eu me sentei em seu colo e ele passou seus braços em volta de mim depositando vários beijinhos no alto da minha cabeça e na minha bochecha. Eu poderia ficar ali pra sempre com ele.
– Nath, acho melhor a gente voltar.
– O que? Por que? - Perguntou confuso.
– Já que o céu escurece e como nós vamos achar o caminho de volta pra casa? - O encarei.
– É você tem razão, vamos logo! - Nos levantamos e ele me deu um selinho demorado.
Subi no Pongo e ele no outro cavalo, corri o máximo que pude, assim que entramos no celeiro o céu escureceu de vez.
– Bem a tempo. - Nathan riu descendo do cavalo.
Depois de descer do Pongo começou a rir sozinha, Nathan me encarou confuso.
– Do que você tá rindo sua doente? - Me encarou.
– É engraçado ver você em um cavalo, aparentemente seu estilo não faz muito "garoto do campo."
– Você tem cara de patricinha e ai? - Ele riu.
– Trouxa, não me chama de patricinha.
– Tá, desculpa... patricinha. - Me virei e dei alguns tapas nele. - Brincadeira! - Exclamou.
Tiramos os arreios dos cavalos e quando estava saindo do celeiro ele me puxou e me beijou novamente.
Meus braços se entrelaçam em seu pescoço e os braços dele em minha cintura. Longos minutos depois, paramos o beijo e decidimos voltamos para a casa.
Quando entramos nela, todos estavam na cozinha e automaticamente olharam para eu e Nathan.
– Podemos saber onde os dois estavam? - Questionou Jay.
– Andado de cavalo. - Respondi
– Mas já escureceu. - Comentou Paige.
– Estávamos no celeiro, tirando os arreios dos cavalos. Nada demais.
Eles continuaram a nos olhar com desconfiança, mas logo passou. Nathan era só sorrisos e toda hora me lançava olhares e piscadas. Eu apenas retribuía tudo com um sorriso.
Subi para meu quarto, tomei um banho e assim que sai Kate estava sentada na cama me encarando.
– Eu ja saquei o que ta rolando entre tu e o Nathan. - Ela riu.
– Como assim? - Olhei pra ela.
– Não se faça de monga! Vocês se beijaram não foi?
Não tinha como eu esconder as coisas da Katherine, afinal era A Katherine. Contei para ela como foi e quando terminei só faltou ela parir um pônei colorido.
– Ah que lindos, perfeitos. Vocês são feitos um para o outro. - Ela sorria.
– Mas olha, não comenta com ninguém, por enquanto ta? - Falei seria e ela assentiu.
– Eu dou cobertura, relaxa. - Rimos.
Agora, toda vez que Kate via eu com o Nathan ela enchia o saco, mas sempre dava cobertura quando precisávamos. Eu e Nathan sempre nos pegando as escondidas, quando estávamos junto com todo mundo. As vezes eles percebiam mãos dadas, abraços, mas nunca levavam a sério.
Eu me sentia meio mal de estar escondendo deles sobre meu rolo com o Nathan, eles eram nossos melhores amigos. Mas sei lá o que o Nathan pretendia. Nas tardes de quinta e sexta, Eu e Nathan saímos andar a cavalo e sempre íamos no local do nosso primeiro beijo. Quando ele me olhava nos olhos era como se todos a nossa volta sumissem e ficássemos apenas nós dois. Kate e Max também andam se pegando as escondidas.
Na sexta-feira, voltamos pra casa antes do sol se por. Estava todo mundo na sala (Menos Paige e Naomi.) Me sentei no tapete e o Nathan ao meu lado.
– Zoey, Kate posso perguntar uma coisa? - Jay nos olhou. - É sobre duas pessoas.
Eu automaticamente olhei pra Kate com uma cara de fodeu.
– Claro Jay. - Kate sorriu.
– Qual o motivo de vocês não gostarem da Naomi e da Paige?
Jesus, que alivio. Jurava que ele ia perguntar algo do Max e Nathan pra gente.
– Elas são duas putas falsas.
– Digamos que o passa tempo favorito delas é infernizar nossas vidas, elas roubam os caras que a gente gosta, falam mal de nós para eles. Elas amam nos ver cagadas na vida. Se Zoey e Katherine estão no fundo do poço? Ambas quase explodem de felicidade. - Dizia Kate.
– Por que vocês acham que elas quase nunca saem do quarto? E quando saem ficam com cara de cu azedo? - Os encarei. - Por que eu e a Kate estamos mega felizes. Elas devem estar tramando um jeito de foder com tudo. - Respirei fundo.
– Relaxa, elas não vão fazer nada contra vocês. - Nathan disse tentando me tranqüilizar eu apenas sorri.
– Que meninas escrotas. - Adam comentou.
– Nunca gostei delas mesmo. - Tom riu
Logo eles mudaram de assunto.
– Nath... - Sussurrei e ele me olhou. - Posso te pedir uma coisa? Apenas uma? - O encarei.
– Qualquer coisa. - Ele beijou o alto da minha cabeça.
– Fica o máximo longe possível dessas duas amebas? - Falei com meus olhos marejados.
Só de pensar nas duas fazendo algo pra tirar o Nathan de mim, me dava um arrepio, uma vontade enorme de chorar me consumia.
Eu sei que a gente só tem um rolo, mas mesmo assim, ele continua sendo meu amigo, uma pessoa ultra importante.
– Claro que sim, vou evitar elas e ser grosso tá bom? - Ele sorriu pra me tranquilizar.
– Tá bom. - Respirei fundo e um lágrima teimou em cair dos meus olhos, mas ele a secou com o polegar antes que isso acontecesse.
Aposto meu rim que a Kate falou a mesma coisa pro Max.
Aproveitei que todos estavam distraídos na sala e fui para varanda, me sentei na rede. 10 segundos depois Nathan apareceu e se sentou ao meu lado.
– Por que você "chorou"? - Ele fez as aspas com os dedos e eu senti o toque de preocupação em sua voz.
– Medo de elas estragarem tudo.
– Olha Zoey, não fica assim. Nada vai acontecer, eu não vou deixar elas estragarem nada, ok? - Ele falou em um tom reconfortante.
– Nathan...
– Oi?
– Me beija.
Ele se sentou na rede e abriu um sorriso, pois a mão em minha nuca e me beijou, de uma forma doce, suave. Se alguém aparecesse ali agora nos pegava no flagra, mas por sorte ninguém apareceu.
Deitei em seu peitoral e ele nos balançava com a perna. Ficamos assim por um longo tempo, logo depois fomos jantar e voltamos todos para a sala. Conversamos mais um pouco e eu disse que ia pro meu quarto, assim que cheguei lá recebi um sms
"Já que to subindo pra te dar um beijo de boa noite ;) x" Ai por favor, como ele é lindo.
Tomei um banho, puis o pijama e fiquei deitada viajando em meus pensamentos. Estava sozinha no quarto, Kate provavelmente estava com o Max as escondidas e a Nic estava na sala. Até que ouvi alguém bater na porta.
– Tá aberta . - Falei.
– Olá. - Nathan riu.
– Estava te esperando. - Sorri e sentei na cama, ele se sentou ao meu lado.
– Queria dormir com você. - Ele fez um bico tão fofo que minha reaçao foi dar um selinho demorado nele.
– Não tem como cabeção, desista dessa possibilidade.
– Poxa, ta bom. - Ele cruzou os braços.
– Depois eu que sou a criança. - O encarei arqueando uma das sobrancelhas.
Conversamos um pouco e ele me enchia de beijos toda hora. Ele era maravilhoso. Deitei na cama e ele me deu um beijo na testa, piscou e saiu do quarto. Suspirei e sorri.
Acabei pegando no sono, nem vi quando as meninas entraram no quarto. Acordei de madrugada ouvindo uns passos no corredor, senti um pouco de medo, mas deveria alguém perambulando. Mas mesmo assim não consegui dormir, comecei a ouvir barulhos de risadas. Paralisei. Não era risada de ninguém da casa, eu conhecia bem a risada deles.
– Kate ... Kate.. KATE PORRA. - Gritei e ela acordou.
– Ai Deus o que foi? - Se sentou na cama assustada.
– Cala a boca e escuta. - Ficamos em silencio e a risada ecoou novamente.
– SANTA MÃE DE DEUS O QUE FOI ISSO? - Ela disse assustada.
– NÃO SEI, SOCORRO. - Pulei da minha cama para a dela.
– Me abraça. - Ela fez bico e eu a abracei.
A risada ficou mais alta, parecia que estava se aproximando. Eu e ela petrificamos na cama.
– Nic... Nic... DOMINIC. - Gritamos.
– O que foi?
– Nós estamos surtando ou tem uma risada ecoando por aqui? - Kate perguntou e assim que ficamos quietas a risada soou novamente.
– GENTE SOCORRO! - Ela pulou na cama junto com nós duas.
Tivemos a ideia de pegar o celular para gravar a risada ja que no outro dia ninguém ia acreditar se falássemos. Peguei meu celular, ficamos em silencio e a risada continuava, parecia que ela passou pelo corredor. Não sei de onde veio a coragem, mas eu abri a porta do quarto cuidadosamente e ascendi a luz do corredor consegui ver um vulto que acabara de descer a escada.
Eu simplesmente arregalei os olhos e comecei a soar.
– Zoey... Zoey - Kate me chamava.
Virei pra ela com meus olhos arregalados.
– Meu deus o que foi? - Nic perguntou.
– Vulto, fim da escada. - Falei encostando a porta e voltando para cama.
– Cadê minha mãe. - Katherine choramingava.
– Além de retardadas, somos loucas agora. - Dominic falou.
Resolvemos nos manter em silencio enquanto a risada ainda ecoava. Passamos o resto da noite em claro e quando finalmente alguém da casa acordou, decidimos descer para a cozinha tomar café.
Chegamos la e pudemos ver todos sentados na mesa, incluindo Naomi e Paige.
– Se a gente falar vocês não vão nos chamar de loucas? - Perguntei.
– Não. - Responderam.
– Ontem eu ouvi uns passos no corredor e até pensei que fosse um de vocês. Mais ai começou a ecoar uma risada meio sinistra, não sei explicar... Nic e a Kate também ouviram. - Falei olhando pra elas.
– Sim ouvimos, deu muito medo, de verdade.
– Depois abri a porta do quarto pra ver o que era, olhei na ponta da escada e vi uma sombra/vulto. Não sei identificar.
Quando lembrei dessas coisas um arrepio enorme percorreu todo meu corpo.
– Até arrepiei lembrando. - Falei mostrando meus braços.
Nathan e Max se olharam e começaram a rir.
– Vocês só podem estar zoando né? - Max falou recuperando o folego.
Depois de beija-lo varias vezes, ele se sentou de perna de índio, eu me sentei em seu colo e ele passou seus braços em volta de mim depositando vários beijinhos no alto da minha cabeça e na minha bochecha. Eu poderia ficar ali pra sempre com ele.
– Nath, acho melhor a gente voltar.
– O que? Por que? - Perguntou confuso.
– Já que o céu escurece e como nós vamos achar o caminho de volta pra casa? - O encarei.
– É você tem razão, vamos logo! - Nos levantamos e ele me deu um selinho demorado.
Subi no Pongo e ele no outro cavalo, corri o máximo que pude, assim que entramos no celeiro o céu escureceu de vez.
– Bem a tempo. - Nathan riu descendo do cavalo.
Depois de descer do Pongo começou a rir sozinha, Nathan me encarou confuso.
– Do que você tá rindo sua doente? - Me encarou.
– É engraçado ver você em um cavalo, aparentemente seu estilo não faz muito "garoto do campo."
– Você tem cara de patricinha e ai? - Ele riu.
– Trouxa, não me chama de patricinha.
– Tá, desculpa... patricinha. - Me virei e dei alguns tapas nele. - Brincadeira! - Exclamou.
Tiramos os arreios dos cavalos e quando estava saindo do celeiro ele me puxou e me beijou novamente.
Meus braços se entrelaçam em seu pescoço e os braços dele em minha cintura. Longos minutos depois, paramos o beijo e decidimos voltamos para a casa.
Quando entramos nela, todos estavam na cozinha e automaticamente olharam para eu e Nathan.
– Podemos saber onde os dois estavam? - Questionou Jay.
– Andado de cavalo. - Respondi
– Mas já escureceu. - Comentou Paige.
– Estávamos no celeiro, tirando os arreios dos cavalos. Nada demais.
Eles continuaram a nos olhar com desconfiança, mas logo passou. Nathan era só sorrisos e toda hora me lançava olhares e piscadas. Eu apenas retribuía tudo com um sorriso.
Subi para meu quarto, tomei um banho e assim que sai Kate estava sentada na cama me encarando.
– Eu ja saquei o que ta rolando entre tu e o Nathan. - Ela riu.
– Como assim? - Olhei pra ela.
– Não se faça de monga! Vocês se beijaram não foi?
Não tinha como eu esconder as coisas da Katherine, afinal era A Katherine. Contei para ela como foi e quando terminei só faltou ela parir um pônei colorido.
– Ah que lindos, perfeitos. Vocês são feitos um para o outro. - Ela sorria.
– Mas olha, não comenta com ninguém, por enquanto ta? - Falei seria e ela assentiu.
– Eu dou cobertura, relaxa. - Rimos.
Agora, toda vez que Kate via eu com o Nathan ela enchia o saco, mas sempre dava cobertura quando precisávamos. Eu e Nathan sempre nos pegando as escondidas, quando estávamos junto com todo mundo. As vezes eles percebiam mãos dadas, abraços, mas nunca levavam a sério.
Eu me sentia meio mal de estar escondendo deles sobre meu rolo com o Nathan, eles eram nossos melhores amigos. Mas sei lá o que o Nathan pretendia. Nas tardes de quinta e sexta, Eu e Nathan saímos andar a cavalo e sempre íamos no local do nosso primeiro beijo. Quando ele me olhava nos olhos era como se todos a nossa volta sumissem e ficássemos apenas nós dois. Kate e Max também andam se pegando as escondidas.
Na sexta-feira, voltamos pra casa antes do sol se por. Estava todo mundo na sala (Menos Paige e Naomi.) Me sentei no tapete e o Nathan ao meu lado.
– Zoey, Kate posso perguntar uma coisa? - Jay nos olhou. - É sobre duas pessoas.
Eu automaticamente olhei pra Kate com uma cara de fodeu.
– Claro Jay. - Kate sorriu.
– Qual o motivo de vocês não gostarem da Naomi e da Paige?
Jesus, que alivio. Jurava que ele ia perguntar algo do Max e Nathan pra gente.
– Elas são duas putas falsas.
– Digamos que o passa tempo favorito delas é infernizar nossas vidas, elas roubam os caras que a gente gosta, falam mal de nós para eles. Elas amam nos ver cagadas na vida. Se Zoey e Katherine estão no fundo do poço? Ambas quase explodem de felicidade. - Dizia Kate.
– Por que vocês acham que elas quase nunca saem do quarto? E quando saem ficam com cara de cu azedo? - Os encarei. - Por que eu e a Kate estamos mega felizes. Elas devem estar tramando um jeito de foder com tudo. - Respirei fundo.
– Relaxa, elas não vão fazer nada contra vocês. - Nathan disse tentando me tranqüilizar eu apenas sorri.
– Que meninas escrotas. - Adam comentou.
– Nunca gostei delas mesmo. - Tom riu
Logo eles mudaram de assunto.
– Nath... - Sussurrei e ele me olhou. - Posso te pedir uma coisa? Apenas uma? - O encarei.
– Qualquer coisa. - Ele beijou o alto da minha cabeça.
– Fica o máximo longe possível dessas duas amebas? - Falei com meus olhos marejados.
Só de pensar nas duas fazendo algo pra tirar o Nathan de mim, me dava um arrepio, uma vontade enorme de chorar me consumia.
Eu sei que a gente só tem um rolo, mas mesmo assim, ele continua sendo meu amigo, uma pessoa ultra importante.
– Claro que sim, vou evitar elas e ser grosso tá bom? - Ele sorriu pra me tranquilizar.
– Tá bom. - Respirei fundo e um lágrima teimou em cair dos meus olhos, mas ele a secou com o polegar antes que isso acontecesse.
Aposto meu rim que a Kate falou a mesma coisa pro Max.
Aproveitei que todos estavam distraídos na sala e fui para varanda, me sentei na rede. 10 segundos depois Nathan apareceu e se sentou ao meu lado.
– Por que você "chorou"? - Ele fez as aspas com os dedos e eu senti o toque de preocupação em sua voz.
– Medo de elas estragarem tudo.
– Olha Zoey, não fica assim. Nada vai acontecer, eu não vou deixar elas estragarem nada, ok? - Ele falou em um tom reconfortante.
– Nathan...
– Oi?
– Me beija.
Ele se sentou na rede e abriu um sorriso, pois a mão em minha nuca e me beijou, de uma forma doce, suave. Se alguém aparecesse ali agora nos pegava no flagra, mas por sorte ninguém apareceu.
Deitei em seu peitoral e ele nos balançava com a perna. Ficamos assim por um longo tempo, logo depois fomos jantar e voltamos todos para a sala. Conversamos mais um pouco e eu disse que ia pro meu quarto, assim que cheguei lá recebi um sms
"Já que to subindo pra te dar um beijo de boa noite ;) x" Ai por favor, como ele é lindo.
Tomei um banho, puis o pijama e fiquei deitada viajando em meus pensamentos. Estava sozinha no quarto, Kate provavelmente estava com o Max as escondidas e a Nic estava na sala. Até que ouvi alguém bater na porta.
– Tá aberta . - Falei.
– Olá. - Nathan riu.
– Estava te esperando. - Sorri e sentei na cama, ele se sentou ao meu lado.
– Queria dormir com você. - Ele fez um bico tão fofo que minha reaçao foi dar um selinho demorado nele.
– Não tem como cabeção, desista dessa possibilidade.
– Poxa, ta bom. - Ele cruzou os braços.
– Depois eu que sou a criança. - O encarei arqueando uma das sobrancelhas.
Conversamos um pouco e ele me enchia de beijos toda hora. Ele era maravilhoso. Deitei na cama e ele me deu um beijo na testa, piscou e saiu do quarto. Suspirei e sorri.
Acabei pegando no sono, nem vi quando as meninas entraram no quarto. Acordei de madrugada ouvindo uns passos no corredor, senti um pouco de medo, mas deveria alguém perambulando. Mas mesmo assim não consegui dormir, comecei a ouvir barulhos de risadas. Paralisei. Não era risada de ninguém da casa, eu conhecia bem a risada deles.
– Kate ... Kate.. KATE PORRA. - Gritei e ela acordou.
– Ai Deus o que foi? - Se sentou na cama assustada.
– Cala a boca e escuta. - Ficamos em silencio e a risada ecoou novamente.
– SANTA MÃE DE DEUS O QUE FOI ISSO? - Ela disse assustada.
– NÃO SEI, SOCORRO. - Pulei da minha cama para a dela.
– Me abraça. - Ela fez bico e eu a abracei.
A risada ficou mais alta, parecia que estava se aproximando. Eu e ela petrificamos na cama.
– Nic... Nic... DOMINIC. - Gritamos.
– O que foi?
– Nós estamos surtando ou tem uma risada ecoando por aqui? - Kate perguntou e assim que ficamos quietas a risada soou novamente.
– GENTE SOCORRO! - Ela pulou na cama junto com nós duas.
Tivemos a ideia de pegar o celular para gravar a risada ja que no outro dia ninguém ia acreditar se falássemos. Peguei meu celular, ficamos em silencio e a risada continuava, parecia que ela passou pelo corredor. Não sei de onde veio a coragem, mas eu abri a porta do quarto cuidadosamente e ascendi a luz do corredor consegui ver um vulto que acabara de descer a escada.
Eu simplesmente arregalei os olhos e comecei a soar.
– Zoey... Zoey - Kate me chamava.
Virei pra ela com meus olhos arregalados.
– Meu deus o que foi? - Nic perguntou.
– Vulto, fim da escada. - Falei encostando a porta e voltando para cama.
– Cadê minha mãe. - Katherine choramingava.
– Além de retardadas, somos loucas agora. - Dominic falou.
Resolvemos nos manter em silencio enquanto a risada ainda ecoava. Passamos o resto da noite em claro e quando finalmente alguém da casa acordou, decidimos descer para a cozinha tomar café.
Chegamos la e pudemos ver todos sentados na mesa, incluindo Naomi e Paige.
– Se a gente falar vocês não vão nos chamar de loucas? - Perguntei.
– Não. - Responderam.
– Ontem eu ouvi uns passos no corredor e até pensei que fosse um de vocês. Mais ai começou a ecoar uma risada meio sinistra, não sei explicar... Nic e a Kate também ouviram. - Falei olhando pra elas.
– Sim ouvimos, deu muito medo, de verdade.
– Depois abri a porta do quarto pra ver o que era, olhei na ponta da escada e vi uma sombra/vulto. Não sei identificar.
Quando lembrei dessas coisas um arrepio enorme percorreu todo meu corpo.
– Até arrepiei lembrando. - Falei mostrando meus braços.
Nathan e Max se olharam e começaram a rir.
– Vocês só podem estar zoando né? - Max falou recuperando o folego.
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