NATHAN'S POV
Já faz vários dias que Zoey anda recebendo presentinhos de anônimos. Isso não é algo que me agrada, pois se ela recebe isso significa que tem mas alguém de olho nela. É, isso definitivamente não me agrada. Ela vive dizendo que não tá nem ai pra isso, mas eu não acredito muito, que garota não gosta de ficar recebendo presentinhos de anônimos? Hoje tinha combinado de sair combinado de sair com ela, fui tomar banho e me arrumar. Quando olhei no relógio percebi que eu estava atrasado. Bem atrasado, droga.
– Nathan você... – Jay começou a falar mas não deixei ele terminar.
– Agora não Jay, estou atrasado, tchau. – Disse saindo em disparada pela porta.
Apertei o botão do elevador mais ele estava demorando demais. Quem precisa de elevador quando se tem escadas? Não sou aleijado.
Fui em direção as escadas e desci que nem um raio, pulando vários degraus. Quase caí algumas vezes, mas faz parte, estava prestes a sair do prédio e quando fui colocar meu boné acabei trombando com alguém. Merda.
– Ei, cuidado. – Falei olhando em volta á procura do meu boné.
– Você que estava correndo feito um louco. – O garoto respondeu.
Olhei pra ele e vi que era aquele nerd que deu uma trufa á Zoey. Percebi que ele estava olhando em volta e apalpando os bolsos como se estivesse procurando por algo. Olhei ao meu lado e vi meu boné, assim que o peguei notei que havia uma câmera digital ao lado, minha não era, só podia ser isso que o nerd estava procurando. A câmera estava ligada, assim que a peguei para entrega-lo havia uma foto aberta que me chamou atenção. Observei melhor a foto. Espera, eu conheço esse cabelo. Não era possível, era a Zoey? Por que tinha fotos dela na câmera desse garoto? Comecei a passar as fotos –que por sinal eram muitas- e eram tiradas estilo paparazzi, como se ele estivesse sempre observando ela.
Espera, tinha foto dela na piscina junto com a Kate, tomando sol, arrumando seu biquíni? O que esse nerd tá pensando? Uma raiva imensa me tomou, minha vontade era de fazer aquela câmera descer garganta a baixo, mas me controlei.
– Sua câmera .– Entreguei pra ele sorrindo cínico.
– Ah, valeu tchau. – Ele saiu correndo pra dentro do prédio.
Atravessei a rua e vi Zoey sentada na calçada com fones de ouvido, assim que ela me viu abriu um sorriso enorme e se levantou.
– Me atrasei muito? – Perguntei soltando um riso leve.
– Bastante, não muito. – Rimos.
– Zoey, por que aquele nerd tem bilhões de fotos suas na câmera dele? – Soltei tudo de uma vez.
– O que? – Sua expressão foi de total confusão.
– É, eu acabei de esbarrar com ele e vi muitas, muitas fotos sua na câmera dele. Tem até sua na piscina. – Cruzei os braços.
– Mas oque? Como? Hã? – Ela estava desentendida.
– Acho que alguém andou te espionando.
– Não, não é possível. Eu vou lá falar com ele, espera aqui.- Assenti.
Ela saiu em disparada pra dentro do prédio, me encostei no carro que estava estacionado ali para espera-la.
ZOEY'S POV
Entrei no prédio em busca do Lewis até que o vi sentado perto da piscina, me aproximei dele.
– E aí... - Falei me sentando ao seu lado. - Lewis? OOOOI? Lewis? - Falei tirando os fones de ouvido dele.
– E aí. - Disse olhando pra baixo.
– Escuta, você e eu temos que conversar. - Assim que terminei a frase ele me encarou. - É você que fica deixando, flores, bombons, ursinhos, recadinhos pra mim?
– S-s-sim - Ele gaguejou fazendo sinais positivos com a cabeça.
– Ahh. - Falei olhando pros lados. - Então, acho isso muito fofo, mas é que.. - passei a mão na minha franja. Eu não sabia o que dizer pra ele, e pra ajudar ele só ficava calado. - É que isso, incomoda... mas não á mim. - Me enrolei.
– Ah, que chato. - Deu de ombros.
– Mas também tem outra coisa... - Falei mordendo os lábios inferiores- O Nathan viu sua câmera.
– Não, não, não, não pode ser. - Ele disse com as mãos na cabeça e respirando fundo.
–
Me perdoa dizer isso Lewis, mas isso já é obsessão, é uma coisa doentia e me deixa assustada. Você tem que parar com isso, vai ser melhor, isso não é certo, você tem que procurar aju...
– CALA A BOCA! VOCÊ NÃO PODE DIZER ISSO. – Ele ficou de pé segurando meus braços com muita força e me "jogando" no chão.
– AI! - O encarei assustada. Ambos estávamos ofegantes. Aquele menino era louco, só podia. Mas eu não vou ficar aqui caída como uma menina indefesa, não mesmo.
– ME BATE! É O QUE VOCÊ QUER NÃO É? ME BATE ENTÃO, VAMOS ME BATE. - Falei me levantando e ficando de frente pra ele.
A cada palavra eu dava um passo pra frente e ele ia indo pra trás. A cada segundo ele ficava mais ofegante, sem ar, seus dentes estavam cerrados, era claro perceber que ele estava com raiva. - Mas vê se depois não vai ficar sem ar e se afogar que nem um peixe. - Apontei o dedo na cara dele. Ele se apoiou em uma das cadeiras, se sentou com a mão no peito e caiu deitado na mesma.
– Não, não, não, Lewis. - Falei rapidamente. - Ei, era brincadeira, era brincadeira. - Comecei a dar leve tapinhas no rosto dele. Ele estava ficando realmente sem ar, se contorcendo e eu ficando cada vez mais preocupada. Ótimo, só me faltava ele morrer ali. - Lewis respira, por favor respira! - Falei com as mãos na cabeça.- Ai meu deus, Lewis que isso por favor. Agora ele se encontrava sentado com as mãos na lateral da cabeça, gemendo e de olhos fechados.
– Eu estou bem, me deixa.
– Mas Lewis...
– SAI DAQUI, ME DEIXA. - Berrou.
O obedeci e saí de lá. Ainda estava atordoada com o acontecimento, fui em direção a saída do prédio e Nathan ainda se encontrava do outro lado da rua, encostado em um carro me esperando. Atravessei a rua e quando cheguei á sua frente ele já veio com perguntas.
– Ei, você falou com o louco do 220? - Me encarou
– Sim. - Olhei pros lados. - E como foi? - Me lançou um olhar curioso. - É.. então.. uhn..
– Espera! O que é isso no seu braço? - Ele disse apontando para o mesmo onde havia uma marca vermelha.
– Foi o Lewis. - Respirei fundo.
– O QUE? - Sua expressão era perplexa. - EU VOU MATAR AQUELE NERD PUNHETEIRO! – Nathan respirava fundo, dava para perceber que seus nervos estavam a flor da pele.
– Não Nathan, você não fará nada.
– O que você irá fazer para me impedir?
– Vou te tirar daqui, antes que acabe fazendo alguma besteira e estrague o nosso dia. - Sai andando e puxei Nathan pela mão, o levando comigo.
Passamos a tarde toda andando sem rumo e quando anoiteceu fomos ao cinema e assistimos vários filmes. Eram 23:40h quando o ultimo filme acabou, as gargalhadas não foram poucas, ainda mais com Nathan imitando alguns personagens do filme o tempo todo, eu gargalhava sozinha e todos me olhavam, e ainda por cima ele como se fazia de cínico dizia: “Olha o mico, não sei porque esta rindo.” Voltamos pro prédio e quando entramos no apartamento de Emma, vi que o pessoal estava sentando na sala.
–Vocês não tem moradia não? – Ri de leve.
– Tá nos expulsando daqui? – Perguntou Tom.
– Sim. – Falei séria dando os ombros e ele fez uma expressão surpresa. - Estou brincando. – Ri.
– Suspeitei desde o principio.
– Hm, onde vocês estavam até agora? – Jay perguntou num tom de malicia.
– No cinema. – Respondi.
– Hummmm, no escurinho do cinema – Completou Max.
– Ei, lá é lugar publico gente. Cuidado. – Jay riu.
– Trouxa. – Nathan deu um tapa na cabeça do Jay.
– AAI! – Jay exclamou.
– Tapa de amor não dói.– Adam disse e todos nós soltamos uma gargalhada.
Kate estava sentada no chão e me dirigi até ela me sentando ao seu lado.
– Ow, o Nathan viu a câmera do Lewis e estava cheia de fotos minhas – Comentei.
Ela me olhou com uma expressão confusa. Contei pra ela do dialogo que tivemos.
– Ele teve uma taque de asma? – Arregalou os olhos.
– Sim, pensei que o menino ia morrer na minha frente.
– O Nathan vai atrás do menino, quer apostar? – Me olhou levantando uma sobrancelha.
– Será?
– Filha, estamos falando do Nathan Sykes. É óbvio que vai.
Dei de ombros e conversamos lá por mais um tempo, depois todos foram embora. Vários dias se passaram e não recebi mais nada de anônimo e nem vi mais o Lewis pelo prédio. Graças a deus.
XxxxXxXxXxxXx
Me arrumei o mais rápido que pude, Nathan já estava quase me comendo viva pelo atraso. O engraçado é que, ele pode se atrasar o quanto quiser, mas quando se trata de outra pessoa, faz um escândalo.
– Já estou dentro do elevador. - Bufei. - Sai correndo, fechando a porta do apartamento, desliguei o celular e optei por subir pelas escadas mesmo, demoraria o dobro até o elevador chegar.
Continue correndo, subindo uns cinquenta degraus até chegar ao andar dele. Finalmente quando cheguei, Nathan estava me esperando na porta, mexendo no celular.
– Amém, que demora. - Veio em minha direção dando um selinho.
– Olha quem fala né Sykes, eu me atraso uma vez e tu quase morre. Agora quando se trata de você.. - Revirei os olhos.
– Sou especial. - Se gabou. Vamos logo, todos estão nos esperando no Starbucks. - Nathan pegou minha mão e lá fomos nós.
Assim que chegamos na famosa cafeteria, pude ver que Jay, Siva, Adam & Tom, sentados ao lado da janela.
Fomos até eles, nos sentamos e ficamos conversando até Katherine, Max, Dominic darem o ar da graça no local, o que não foi tão rápido.
– Eles chegaram, graças a Deus.
– Mas aonde os três e.. essas duas meninas, pera. - Pausa. Como vocês se chamam? - Perguntei enquanto me levantava e estendia a mão para a menina alta, loira, com os cabelos levemente cacheados nas pontas, ela me fitava com curiosidade.. Eu apenas fui simpática.
– Meu nome é Kristen. - Ela abriu um sorriso, dando um aperto de mão. - Prazer, sou a Zoey! E você é? - Me referi a menina com cabelos negros que estava ao seu lado, ela parecia ser um pouco menos extrovertida que Kristen.
Ela colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha para poder nos enxergar melhor, estendeu a mão e me cumprimentou.
– É Elena. - Sorriu de leve. - O meu é Zoey, como já havia falado.
Tratei logo de apresentar ambas para os meninos na mesa, Dominic disse que as duas eram suas amigas no colégio.
Depois de um tempo papeando pude perceber que Kristen não tirava o olho de Siva e Siva não tirava o olho de Elena, que quase nem proferia sequer uma palavra durante a conversa que estávamos tendo.
– Huuum, Elena. - Fui me sentar ao lado de Siva e cochichando perto do mesmo. Ele me olhou espantado e apenas fez sinal de silencio com o indicativo.
– Toma seu café e fica de boa. - Riu.
– Se rolar algo aguarde, porque vou encher seu saco até você me mandar calar a boca.
Siva balançou a cabeça negativamente e voltou a fitar, diria, secar Elena que estava do outro lado da mesa. Toda vez que ele tentava dar uma "investida" nela, ela se virava, fingia que não estava nem o ouvindo.
Enquanto Kristen, quase faltou ajoelhar e pedir para que Siva desse um pouco de atenção para ela.
A noite tinha caído quando nós demos conta, Max e Nathan se fitaram, pareciam que estavam se comunicando por olhares. Então, os dois tomaram a iniciativa e se levantaram da mesa, exitando:
– Precisamos ir embora.
– O que? Por que? - Todos os encararam.
– Marcamos de sair com Katherine e Zoey. Não podemos nos atrasar. - Nathan encarou todos enquanto me puxava.
– Nathan Sykes, falando de atraso? - Tom soltou uma gargalhada. - Piada do século.
– Cala boca. - Riu.
Eu e Kate nos encaramos, porque até agora só sabíamos que iriamos sair com todos a tarde. Mas, mesmo assim não negamos nada sobre o combinado, nos despedimos e os quatros foram para o outro lado da rua.
– Que história é essa de "mercar de sair" Mr. George? - Kate o fitou cruzando os braços, esperando uma resposta convincente.
– Era a unica desculpa que pensamos na hora para tirarmos as duas de lá. - Revirou os olhos.
– Engraçado que você informa as pessoas né, Nathan?
– O que estamos fazendo é uma surpresa, as duas parem de fogo e nos sigam. - Ele começou a caminhar e Max o seguiu, deixando nós duas paradas atras, pensando.
Logo eu e Kate, resolvemos correr atrás dos dois, que estavam em uma certa e longa distancia..
Depois de uma corrida básica até eles, o caminho até o lugar misterioso foi silencioso. Só ouvíamos o barulho do transito. Por mais que perguntássemos para onde iriamos, ou o que tinha lá, como ere, eles se recusavam a responder.
Já faz vários dias que Zoey anda recebendo presentinhos de anônimos. Isso não é algo que me agrada, pois se ela recebe isso significa que tem mas alguém de olho nela. É, isso definitivamente não me agrada. Ela vive dizendo que não tá nem ai pra isso, mas eu não acredito muito, que garota não gosta de ficar recebendo presentinhos de anônimos? Hoje tinha combinado de sair combinado de sair com ela, fui tomar banho e me arrumar. Quando olhei no relógio percebi que eu estava atrasado. Bem atrasado, droga.
– Nathan você... – Jay começou a falar mas não deixei ele terminar.
– Agora não Jay, estou atrasado, tchau. – Disse saindo em disparada pela porta.
Apertei o botão do elevador mais ele estava demorando demais. Quem precisa de elevador quando se tem escadas? Não sou aleijado.
Fui em direção as escadas e desci que nem um raio, pulando vários degraus. Quase caí algumas vezes, mas faz parte, estava prestes a sair do prédio e quando fui colocar meu boné acabei trombando com alguém. Merda.
– Ei, cuidado. – Falei olhando em volta á procura do meu boné.
– Você que estava correndo feito um louco. – O garoto respondeu.
Olhei pra ele e vi que era aquele nerd que deu uma trufa á Zoey. Percebi que ele estava olhando em volta e apalpando os bolsos como se estivesse procurando por algo. Olhei ao meu lado e vi meu boné, assim que o peguei notei que havia uma câmera digital ao lado, minha não era, só podia ser isso que o nerd estava procurando. A câmera estava ligada, assim que a peguei para entrega-lo havia uma foto aberta que me chamou atenção. Observei melhor a foto. Espera, eu conheço esse cabelo. Não era possível, era a Zoey? Por que tinha fotos dela na câmera desse garoto? Comecei a passar as fotos –que por sinal eram muitas- e eram tiradas estilo paparazzi, como se ele estivesse sempre observando ela.
Espera, tinha foto dela na piscina junto com a Kate, tomando sol, arrumando seu biquíni? O que esse nerd tá pensando? Uma raiva imensa me tomou, minha vontade era de fazer aquela câmera descer garganta a baixo, mas me controlei.
– Sua câmera .– Entreguei pra ele sorrindo cínico.
– Ah, valeu tchau. – Ele saiu correndo pra dentro do prédio.
Atravessei a rua e vi Zoey sentada na calçada com fones de ouvido, assim que ela me viu abriu um sorriso enorme e se levantou.
– Me atrasei muito? – Perguntei soltando um riso leve.
– Bastante, não muito. – Rimos.
– Zoey, por que aquele nerd tem bilhões de fotos suas na câmera dele? – Soltei tudo de uma vez.
– O que? – Sua expressão foi de total confusão.
– É, eu acabei de esbarrar com ele e vi muitas, muitas fotos sua na câmera dele. Tem até sua na piscina. – Cruzei os braços.
– Mas oque? Como? Hã? – Ela estava desentendida.
– Acho que alguém andou te espionando.
– Não, não é possível. Eu vou lá falar com ele, espera aqui.- Assenti.
Ela saiu em disparada pra dentro do prédio, me encostei no carro que estava estacionado ali para espera-la.
ZOEY'S POV
Entrei no prédio em busca do Lewis até que o vi sentado perto da piscina, me aproximei dele.
– E aí... - Falei me sentando ao seu lado. - Lewis? OOOOI? Lewis? - Falei tirando os fones de ouvido dele.
– E aí. - Disse olhando pra baixo.
– Escuta, você e eu temos que conversar. - Assim que terminei a frase ele me encarou. - É você que fica deixando, flores, bombons, ursinhos, recadinhos pra mim?
– S-s-sim - Ele gaguejou fazendo sinais positivos com a cabeça.
– Ahh. - Falei olhando pros lados. - Então, acho isso muito fofo, mas é que.. - passei a mão na minha franja. Eu não sabia o que dizer pra ele, e pra ajudar ele só ficava calado. - É que isso, incomoda... mas não á mim. - Me enrolei.
– Ah, que chato. - Deu de ombros.
– Mas também tem outra coisa... - Falei mordendo os lábios inferiores- O Nathan viu sua câmera.
– Não, não, não, não pode ser. - Ele disse com as mãos na cabeça e respirando fundo.
–
Me perdoa dizer isso Lewis, mas isso já é obsessão, é uma coisa doentia e me deixa assustada. Você tem que parar com isso, vai ser melhor, isso não é certo, você tem que procurar aju...
– CALA A BOCA! VOCÊ NÃO PODE DIZER ISSO. – Ele ficou de pé segurando meus braços com muita força e me "jogando" no chão.
– AI! - O encarei assustada. Ambos estávamos ofegantes. Aquele menino era louco, só podia. Mas eu não vou ficar aqui caída como uma menina indefesa, não mesmo.
– ME BATE! É O QUE VOCÊ QUER NÃO É? ME BATE ENTÃO, VAMOS ME BATE. - Falei me levantando e ficando de frente pra ele.
A cada palavra eu dava um passo pra frente e ele ia indo pra trás. A cada segundo ele ficava mais ofegante, sem ar, seus dentes estavam cerrados, era claro perceber que ele estava com raiva. - Mas vê se depois não vai ficar sem ar e se afogar que nem um peixe. - Apontei o dedo na cara dele. Ele se apoiou em uma das cadeiras, se sentou com a mão no peito e caiu deitado na mesma.
– Não, não, não, Lewis. - Falei rapidamente. - Ei, era brincadeira, era brincadeira. - Comecei a dar leve tapinhas no rosto dele. Ele estava ficando realmente sem ar, se contorcendo e eu ficando cada vez mais preocupada. Ótimo, só me faltava ele morrer ali. - Lewis respira, por favor respira! - Falei com as mãos na cabeça.- Ai meu deus, Lewis que isso por favor. Agora ele se encontrava sentado com as mãos na lateral da cabeça, gemendo e de olhos fechados.
– Eu estou bem, me deixa.
– Mas Lewis...
– SAI DAQUI, ME DEIXA. - Berrou.
O obedeci e saí de lá. Ainda estava atordoada com o acontecimento, fui em direção a saída do prédio e Nathan ainda se encontrava do outro lado da rua, encostado em um carro me esperando. Atravessei a rua e quando cheguei á sua frente ele já veio com perguntas.
– Ei, você falou com o louco do 220? - Me encarou
– Sim. - Olhei pros lados. - E como foi? - Me lançou um olhar curioso. - É.. então.. uhn..
– Espera! O que é isso no seu braço? - Ele disse apontando para o mesmo onde havia uma marca vermelha.
– Foi o Lewis. - Respirei fundo.
– O QUE? - Sua expressão era perplexa. - EU VOU MATAR AQUELE NERD PUNHETEIRO! – Nathan respirava fundo, dava para perceber que seus nervos estavam a flor da pele.
– Não Nathan, você não fará nada.
– O que você irá fazer para me impedir?
– Vou te tirar daqui, antes que acabe fazendo alguma besteira e estrague o nosso dia. - Sai andando e puxei Nathan pela mão, o levando comigo.
Passamos a tarde toda andando sem rumo e quando anoiteceu fomos ao cinema e assistimos vários filmes. Eram 23:40h quando o ultimo filme acabou, as gargalhadas não foram poucas, ainda mais com Nathan imitando alguns personagens do filme o tempo todo, eu gargalhava sozinha e todos me olhavam, e ainda por cima ele como se fazia de cínico dizia: “Olha o mico, não sei porque esta rindo.” Voltamos pro prédio e quando entramos no apartamento de Emma, vi que o pessoal estava sentando na sala.
–Vocês não tem moradia não? – Ri de leve.
– Tá nos expulsando daqui? – Perguntou Tom.
– Sim. – Falei séria dando os ombros e ele fez uma expressão surpresa. - Estou brincando. – Ri.
– Suspeitei desde o principio.
– Hm, onde vocês estavam até agora? – Jay perguntou num tom de malicia.
– No cinema. – Respondi.
– Hummmm, no escurinho do cinema – Completou Max.
– Ei, lá é lugar publico gente. Cuidado. – Jay riu.
– Trouxa. – Nathan deu um tapa na cabeça do Jay.
– AAI! – Jay exclamou.
– Tapa de amor não dói.– Adam disse e todos nós soltamos uma gargalhada.
Kate estava sentada no chão e me dirigi até ela me sentando ao seu lado.
– Ow, o Nathan viu a câmera do Lewis e estava cheia de fotos minhas – Comentei.
Ela me olhou com uma expressão confusa. Contei pra ela do dialogo que tivemos.
– Ele teve uma taque de asma? – Arregalou os olhos.
– Sim, pensei que o menino ia morrer na minha frente.
– O Nathan vai atrás do menino, quer apostar? – Me olhou levantando uma sobrancelha.
– Será?
– Filha, estamos falando do Nathan Sykes. É óbvio que vai.
Dei de ombros e conversamos lá por mais um tempo, depois todos foram embora. Vários dias se passaram e não recebi mais nada de anônimo e nem vi mais o Lewis pelo prédio. Graças a deus.
XxxxXxXxXxxXx
Me arrumei o mais rápido que pude, Nathan já estava quase me comendo viva pelo atraso. O engraçado é que, ele pode se atrasar o quanto quiser, mas quando se trata de outra pessoa, faz um escândalo.
– Já estou dentro do elevador. - Bufei. - Sai correndo, fechando a porta do apartamento, desliguei o celular e optei por subir pelas escadas mesmo, demoraria o dobro até o elevador chegar.
Continue correndo, subindo uns cinquenta degraus até chegar ao andar dele. Finalmente quando cheguei, Nathan estava me esperando na porta, mexendo no celular.
– Amém, que demora. - Veio em minha direção dando um selinho.
– Olha quem fala né Sykes, eu me atraso uma vez e tu quase morre. Agora quando se trata de você.. - Revirei os olhos.
– Sou especial. - Se gabou. Vamos logo, todos estão nos esperando no Starbucks. - Nathan pegou minha mão e lá fomos nós.
Assim que chegamos na famosa cafeteria, pude ver que Jay, Siva, Adam & Tom, sentados ao lado da janela.
Fomos até eles, nos sentamos e ficamos conversando até Katherine, Max, Dominic darem o ar da graça no local, o que não foi tão rápido.
– Eles chegaram, graças a Deus.
– Mas aonde os três e.. essas duas meninas, pera. - Pausa. Como vocês se chamam? - Perguntei enquanto me levantava e estendia a mão para a menina alta, loira, com os cabelos levemente cacheados nas pontas, ela me fitava com curiosidade.. Eu apenas fui simpática.
– Meu nome é Kristen. - Ela abriu um sorriso, dando um aperto de mão. - Prazer, sou a Zoey! E você é? - Me referi a menina com cabelos negros que estava ao seu lado, ela parecia ser um pouco menos extrovertida que Kristen.
Ela colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha para poder nos enxergar melhor, estendeu a mão e me cumprimentou.
– É Elena. - Sorriu de leve. - O meu é Zoey, como já havia falado.
Tratei logo de apresentar ambas para os meninos na mesa, Dominic disse que as duas eram suas amigas no colégio.
Depois de um tempo papeando pude perceber que Kristen não tirava o olho de Siva e Siva não tirava o olho de Elena, que quase nem proferia sequer uma palavra durante a conversa que estávamos tendo.
– Huuum, Elena. - Fui me sentar ao lado de Siva e cochichando perto do mesmo. Ele me olhou espantado e apenas fez sinal de silencio com o indicativo.
– Toma seu café e fica de boa. - Riu.
– Se rolar algo aguarde, porque vou encher seu saco até você me mandar calar a boca.
Siva balançou a cabeça negativamente e voltou a fitar, diria, secar Elena que estava do outro lado da mesa. Toda vez que ele tentava dar uma "investida" nela, ela se virava, fingia que não estava nem o ouvindo.
Enquanto Kristen, quase faltou ajoelhar e pedir para que Siva desse um pouco de atenção para ela.
A noite tinha caído quando nós demos conta, Max e Nathan se fitaram, pareciam que estavam se comunicando por olhares. Então, os dois tomaram a iniciativa e se levantaram da mesa, exitando:
– Precisamos ir embora.
– O que? Por que? - Todos os encararam.
– Marcamos de sair com Katherine e Zoey. Não podemos nos atrasar. - Nathan encarou todos enquanto me puxava.
– Nathan Sykes, falando de atraso? - Tom soltou uma gargalhada. - Piada do século.
– Cala boca. - Riu.
Eu e Kate nos encaramos, porque até agora só sabíamos que iriamos sair com todos a tarde. Mas, mesmo assim não negamos nada sobre o combinado, nos despedimos e os quatros foram para o outro lado da rua.
– Que história é essa de "mercar de sair" Mr. George? - Kate o fitou cruzando os braços, esperando uma resposta convincente.
– Era a unica desculpa que pensamos na hora para tirarmos as duas de lá. - Revirou os olhos.
– Engraçado que você informa as pessoas né, Nathan?
– O que estamos fazendo é uma surpresa, as duas parem de fogo e nos sigam. - Ele começou a caminhar e Max o seguiu, deixando nós duas paradas atras, pensando.
Logo eu e Kate, resolvemos correr atrás dos dois, que estavam em uma certa e longa distancia..
Depois de uma corrida básica até eles, o caminho até o lugar misterioso foi silencioso. Só ouvíamos o barulho do transito. Por mais que perguntássemos para onde iriamos, ou o que tinha lá, como ere, eles se recusavam a responder.
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