sábado, 8 de dezembro de 2012

• Capítulo 23

Fomos até a sala, o que Max e Kate queriam era apenas avisar para irmos embora pois Emma estava ligando desesperada. 
Descemos até o nosso andar e quando chegamos lá, Nathan e Max tiveram que dar uma boa, mas muito boa explicação para ela, que estava furiosa com ambos. 

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Acordamos na hora do almoço e isso não era novidade né? Adam e Dominic vieram animadas pedindo para irmos ao shopping e concordamos, já que não tínhamos nada de bom pra fazer. Compramos algumas coisas, tomamos um sorvete e voltamos pra casa. Assim que chegamos olhei pro chão e um envelope azul chamou minha atenção, Adam, Dominic e Kate entraram direto e nem perceberam. Me abaixei e peguei o envelope, obviamente seria para Emma então dexei em cima do balcão da cozinha e fui pro quarto levar minhas sacolas. 


– ZOOOOEY!! - Ouvi Emma me chamar alguns minutos depois.

– TO INDO!- Respondi descendo as escadas. - O que foi? - Perguntei assim que cheguei
na cozinha.

– Esse envelope azul, é pra você. - Me entregou.

– Pra mim? - Perguntei confusa e ela assentiu.

Que estranho, por que diabos eu iria receber um envelope azul? Me encostei no balcão e o abri, tirei o papel dobrado em três partes que se encontrava dentro do envelope e comecei a ler, nele dizia:

"Você me faz tão obsessivo ás vezes, eu sinto como se fosse perder minha cabeça. Eu estou perdido, eu sou inútil sem você. Tudo que eu preciso é você comigo." 

– Cara, que bosta é essa? - No mesmo instante Dominic e Kate aparecem na cozinha.

– O que foi? - Perguntaram curiosas.

Mostrei o papel pra elas que acharam que só podia ser troll dos meninos. Levei o envelope pro quarto e joguei dentro de qualquer gaveta. Voltei pra cozinha e preparamos algo para comermos e ficamos de bobeira o resto da tarde.

Uns três dias depois da aparição desse envelope misterioso, eu estava com o Nathan na sala vendo televisão quando a campainha tocou. Fui até a porta e olhei pelo olho
olho mágico, não havia ninguém. Estranho. Abri a porta e vi que no chão tinha um buque de rosas vermelhas, pra quem será que era? Pra mim que não devia ser. Peguei o buque o voltei pra sala.

– Quem era? - Nathan perguntou desinteressado.

– Ninguém... Eu acho. Mas, seja lá quem for deixou isso - Me referi ao buque.

– E pra quem é? - Perguntou desconfiado.

– Não sei.

– Vê se tem algum cartão ou algo - Sugeriu.

Olhei no meio das rosas e notei um cartão pequeno, o peguei e nele dizia:
"PS: Eu te amo, Zoey Baker!"
Mas que porra é essa? Quem iria me dar flroes com um cartão escrito eu te amo? É pegadinha, não é possivel.

– Então, pra quem é? - Nathan perguntou novamente.

– Pra mim - Falei num tom duvidoso franzindo o cenho.

Nathan ficou sem expressão e um silêncio mortal dominou o recinto durante alguns minutos. Aquilo já estava incomodando. Então decidi falar alguma coisa.

– Nathan, me diz que foi você que mandou alguém deixar esse buque aqui na porta. - O encarei séria.

– Não tenho nada a ver com isso. - Ele continuava sem expressão.

– Admite, foi voce né? - Continuei olhando pra ele.

– Não fui eu!

– Claro que foi para de zoar com a minha cara.

– NÃO FUI EU CARALHO, MAS QUE INFERNO! - Ele gritou levantando do sofá e jogando uma almofada no chão com raiva.

– Mais minha nossa, se acalme! - Falei pegando a almofada do chão.

Ele me ignorou e subiu as escadas em direção ao quarto bufando, quase afundando o piso do apartamento. Coitado do morado de baixo. Peguei as flores e falei pra Andy por dentro de algum vaso. Quando voltei pra sala e sentei no sofá, ouvi passos furiosos descendo a escada. Pronto, lá vem.

– QUE BOSTA É ESSA? - Ele estava com o envelope azul nas mãos.

Como ele achou aquela merda?

– Então, eu achei isso na porta do apartamento uns dias atrás...

– E por que você não me contou? - Cuspiu as palavras em um tom sarcástico.

– Não havia necessidade. - Dei de ombros.

– Claro que é necessário, quero saber quem está te mandando isso.

– Nem eu sei, como você quer que eu adivinhe? - Cruzei os braços.

– Claro que sabe. - Me encarou.

– Até cinco minutos atrás eu estava pensando que era você e agora você acabou com minhas esperanças.

– Ah claro, sei tá bom. - Soltou uma risada ironica.

– Você não acredita, não confia em mim? Acha que eu mentiria pra voce?

– Acho. - Sua expressão era séria.

– Interessante sua desconfiança. - Revirei os olhos. - Então a gente não pode ter nada, já que você não confia em mim. - O fitei com cara de nojo.

– Não, eu não quis dizer isso. Assim, tipo, você tá levando pro lado errado. - Ele tentou concertar a cagada.

– Lado errado? Não tem lado errado, você deu a entender isso.
Ele ficou uns dois minutos em silêncio, estava prestes a deixar ele falando sozinho na sala, quando começou de novo.

– Não, não é isso, eu estava puto, fiquei com raiva, com ciumes, não leve a mal. Eu falei sem pensar se coloque no meu lugar, você faria a mesma coisa. - Sua expressão era de arrependimento.

Fiquei em silêncio, não sabia o que responder á ele.

– Zoey? Oi? Fala alguma coisa...

Levantei do sofá e fui até a cozinha, Nathan veio atrás de mim. Abri a geladeira, peguei um pouco de agua e bebi. Respirei fundo e o encarei por alguns segundos.

– Zoey, Não me ignora.

– Ai Nathan, tá. - Falei impaciente.

– Me perdoa - Ele se aproximou de mim fazendo carinha de criança.

– Tá, tá. - Virei o rosto e bufei.

– Você está irritada comigo né? - Me encarou.

– Não. - Falei séria.

– É, eu sei que você está. E tem motivos pra isso.

– Da licença vai. - Falei tentando sair da frente dele, mais ele me segurou.

– Me desculpa, vai foi sem querer... - Ele insistia.

– Que coisa, me solta!! - Tentei empurra-lo mais ele segurou meus pulsos.

– Me perdoa, amor. - Nathan foi se aproximando de mim e dando beijinhos pelo meu rosto.

– Para com isso!

– Por favor, você sabe que foi no momento de raiva e que eu confio mais em você do que em mim mesmo, me perdoa... - Disse todo manhoso, choramingando.

– Tá bom, eu te perdoo. - Dei um meio sorriso.

Foi tão lindo o sorriso que ele deu logo após eu terminar essa frase. Voltamos pra sala e continuamos a ver TV, ele ficou todo meigo, me paparicando. Confesso, eu amava quando dava esses surtos de fofura nele.


Passaram-se dois dias do acontecimento anterior e estávamos todos no corredor do apartamento, conversando e rindo. Eis que me aparece um garoto, alto, com algumas espinhas no rosto, seu cabelo era levemente castanho, com um óculos fundo de garrafa, usava uma camiseta do Avenged Sevenfold, uma calça jeans e um all star. Ele veio andando em minha direção.

– O-oi Zoey - Ele gaguejou e sorriu nervoso.

– Então galera, vamos entrar? - Disse Dominic abrindo a porta do apartamento.
Todos eles entraram. Lancei um olhar de "Por favor, não me deixe aqui sozinha" para Nathan, mais Kate o puxou pra dentro e fechou a porta antes que ele pudesse me responder.
DROGA! DROGA! Não queria ficar ali sozinha com aquele garoto, mas teria que ficar.

– Oi...?

– Lewis. - Me encarou.

– Oi Lewis. - Sorri.

– É.. e-então. - Ele estava nervoso e dava passa perceber gotículas de suor escorrendo pela sua testa.

– Então o que?

– E-eu trouxe e-essa t-trufa pra.. - Antes de ele terminar, ele começou a franzir o nariz e a fechar os olhos.

Merda.

– Tá tudo bem Lewis? - Perguntei.

– AAAAAATCHIM! - Ele espirrou na minha cara.

Senti meu rosto meio úmido. QUE NOJO, QUE NOJO! Ele espirrou em mim, não acredito.

– Oh deus, Zoey... Me desculpa, foi sem querer, me perdoa, sério, por favor. - Ele disse rapidamente e começou a tentar limpar meu rosto.

– Não Lewis, relaxa de boa, essas coisas acontecem. - Sorri fraco.

– Então, pra você. - Ele sorriu me entregou a trufa e saiu correndo.

– Obrigada. - Quando respondi ele nem estava mais no corredor.

Abri a porta do apartamento e assim que entrei vi Kate se debatendo de tanto rir. Claro que ela deve ter visto a cena do espirro.

– Bem feito, se fodeu. - Kate ria.

– Cala a boca.

Caminhei até o banheiro, lavei meu rosto pra tirar os resíduos do espirro do individuo e voltei pra sala.

– O que ele queria? - Nathan perguntou.

– Ele me deu uma trufa. - Falei mostrando a mesma.

– Credo, vai que está envenenada - Max disse.

– Ou macumbada. - Completou Tom.

– Joga no lixo isso! - Nathan bufou tentando pegar a trufa da minha mão.

– Não disperdiça gente, é chocolate! Me dá isso aqui - Siva disse tirando da minha mão, abrindo e enfiando tudo de uma vez na boca. - Hm, que delicia. TO VIVO GENTE! - Ele riu.

– Por que ele te deu uma trufa? – Adam perguntou confuso.

– Minha bola de cristal ta quebrada, como vou saber? – Olhei pra ele.

– Será que não é ele que deixou aquelas coisas “anônimas” também? – Nathan perguntou pensativo.

– Coisas anônimas? – Todos nos olharam confusos.

Falei pra eles das coisas anônimas que recebi e eles ficaram confusos e riram da história. Logo veio Nathan com suas crises.

– O que falta agora? Aparecer um carro pra você? – Disse seco.

– Interessante, não é uma má ideia – Coloquei a mão no queixo e fiz cara de pensativa mas em seguida soltei uma risada.

– Uh, ele ficou irritadinho – Tom disse tirando o boné do Nathan.

– Devolve essa porra. – Ele disse tentando pegar o boné mais Tom não deixou e começou a rir.

– Vem pegar, vem. – Tom ria.

Após alguns minutos com a brincadeira Nathan pegou o boné e pois na cabeça, pude perceber que ele ainda estava irritadinho. Todos começaram a conversar, então fui até ele e sentei em seu colo.

– Por que você tá irritado desse jeito? – Falei colocando os braços em volta do seu pescoço.

– Não estou irritado. – Disse com a cara fechada.

– Ah você está sim que eu sei, anda pode falar. – Dei um beijinho na ponta do nariz dele.

– Essas coisas que você anda recebendo, cartas, flores, chocolate... Não gosto disso, era pra eu estar te dando isso, não um desconhecido. – Respirou fundo.

– Oh môdeus. – Falei com uma voz fofa. - Para de bobagem vai, eu estou cagando e andando pra essas coisas.

– Fiquei bolado com isso. – Fez uma cara engraçada que me fez soltar uma gargalhada.

– Ok, agora vamos esquecer esses acontecimentos e vamos fazer alguma coisa. – Propus.

Ele me olhou com uma cara maliciosa.

– Não. – Falei séria e ele começou a rir.

Alguns dias se passaram e coisas anônimas continuaram a chegar até mim. Ursinhos, mais flores, cartinhas, Nathan não gostava nem um pouco disso, toda vez que aparecia algo ele ficava irritado. Hoje eu tinha combinado de sair dar uma volta a tarde com ele, me arrumei: (http://tinyurl.com/9kjfa8k) e fui espera-lo em frente ao prédio, atravessei a rua e sentei na calçada com meus fones de ouvido. Vários minutos se passaram e nada de Nathan, pra variar.

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