sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

• Capítulo 37

Estava a caminho da padaria, quando ouvi uma voz feminina gritar meu nome, paralisei. Eu conhecia aquela voz, porem estava com medo de me virar e confirmar minha suspeita. Respirei fundo e me virei lentamente, rezando pra estar errado.

- Não se lembra mais de mim? - A garota alta de cabelos compridos e loiros se aproximou mais de mim.

- C-claro que lembro, Valerie. - Falei sem expressão.

Ainda estava em choque com o reencontro. Valerie é minha ex namorada, que me deixou para ir morar no Brasil.

- E aí, tudo bem? - Sorriu.

- Tudo. Você não estava morando no Brasil? - Perguntei confuso.

- Estava... Mas sabe Max, eu tive que voltar, não conseguia mais ficar lá.
Minha expressão ainda continuava confusa, o que ela estava dizendo não fazia sentido.

- Sem rodeios, vou direto ao ponto. Voltei por causa de você - Ela soltou a frase uma vez, me fazendo arregalar os olhos ao ouvir.

Não era possível, isso não estava acontecendo. Como ela voltou por minha causa? Quando ela me disse que iria pra lá, eu implorei pra ela ficar aqui comigo, mas parecia que ela não dava a minima pra mim.

- O que? - Foi a unica coisa que saiu da minha boca.

- Eu voltei porque eu te amo Maximillian Alberto George.

Aquela frase veio como um choque. Eu amava a Valerie, mas depois que ela me deixou, apareceu a Katherine, que bagunçou totalmente minha cabeça, meus sentimentos me fazendo esquecer tudo que eu sentia pela Valerie, me fazendo sentir o amor novamente. E agora Valerie aparece do nada, dizendo que voltou por que me ama e fazendo milhões de perguntas invadirem minha cabeça, colocando em duvida todos meus sentimentos sobre ela e também sobre Katherine.

- Você pode até ter tentado me esquecer, mais eu te garanto que dos meus pensamentos e do meu coração, você nunca saiu, e por mais que não pareça, por mas que eu nunca tenha demonstrado, eu ainda sinto falta de você, de te abraçar e dizer que eu te amo. - Ela dizia calma.


Eu continuava sem reação, não sabia o que pensar, o que falar muito menos o que sentir. Eu realmente amava Katherine? Eu ainda amava a Valerie? Ela realmente me ama?

- Valerie, eu não sei o que te dizer. - Coloquei minha mão na minha nuca.

- Não precisa dizer, só me ouça. Eu quero que voltemos a ser como eramos antes de eu ir pro Brasil, você se lembra de como eramos felizes? Todos os momentos que passamos juntos? - Ela sorria. E um filme do meu passado passou pela minha cabeça.

- Quando levávamos os cachorros dos meus vizinhos passearem? - Ela soltou um leve riso.- Ou então, quando passamos aquele final de semana maravilhoso na casa de campo da minha avó? - Senti o leve toque de malicia em sua voz.

A cada frase que ela dizia, só servia para me deixar mais confuso. Apesar de tudo que passamos juntos e do que eu sentia por ela, eu lembro que a maioria das pessoas á minha volta falavam, que ela não me amava igual eu a amava. Nathan não suportava Valerie, ele vivia dizendo que eu só ia me foder na vida se continuasse com ela, mas nunca dei ouvidos á ele, sempre estive cego de amor por ela. Quando Valerie me deixou, ele ficava falando "Eu te avisei, tá vendo, tomou no cu". Mas a questão é que eu não sei mais o que estou sentindo.

- E-eu preciso ir, Valerie - Disse respirando fundo.
-
Eu vou te procurar novamente, Max. - Ela sorriu se aproximou de mim deu um beijo no canto da minha boca e saiu andando.

Fiquei parado ali por mais uns cinco minutos e voltei pro apartamento ainda meio atordoado por conta do que tinha acontecido. Fui para o meu quarto e me sentei na cama, vagando em meus pensamentos.

XxxXxxXx


Quase duas semanas depois do meu primeiro encontro com a Valerie eu tive uma discussão horrível com Katherine. Eu estava ficando transtornado com tanta confusão na minha cabeça sobre meus sentimentos. Eu não sei mais o que faço da minha vida. O que eu sinto?


Simplesmente não sei responder. Eu já não sei de mais nada, está tudo tão confuso, minha cabeça está uma loucura, o passado é sombrio e sempre da um jeito de se misturar e atormentar o presente. Valerie me mandou uma mensagem, para nos encontrarmos no Starbucks e lá fui eu. Quando cheguei a avistei sentada numa mesa, me aproximei e sentei á sua frente.

- Max, temos que resolver nossa situação...

- Eu sei.

- O nosso caso foi uma paixão mal resolvida, um amor mal acabado. - Ela me olhava com uma expressão calma. - Eu te amo e você me ama, nada nos impede de ficarmos juntos, é assim que tem que ser.

Eu estava cabisbaixo, pensativo. Eu podia sim ainda sentir algo por Valerie, mas não é como antes, a paixão esfriou o amor foi acabando aos poucos, mas agora que ela voltou parece que tudo ascendeu um pouco novamente. Mas eu também sinto algo muito forte por Katherine, muito mesmo. Mas acho que nada supera oque eu tive com a Valerie.

- Max, eu sei que você ainda me ama e nunca me esqueceu, pode até ter tentado com outras garotas mas nunca vai dar certo.

Valerie estava fazendo um pressão enorme para voltarmos, cada minuto que passava eu ficava na esperança de alinhar meus pensamentos, mas acontecia justamente o contrario. Quando me dei conta, ela já estava me beijando. De verdade? Não sei o que senti com o beijo.

Algum tempo depois, levei ela comigo para o apartamento. Sentamos no sofá e ficamos conversando. De uma maneira estranha, acho que tínhamos voltado. Ouvi a porta sendo aberta, olhei para a mesma e vi Nathan adentrando o comodo.

- Entrei no inferno e não to sabendo. Tem um demônio na sala. - Ele disse parado olhando pra Valerie.

- Quanto tempo, saudades Nathan - Valerie sorriu.

- Saudades o caralho. Max, o que esse monte de merda está fazendo aqui?

- Menos Nathan, ela esta comigo agora.
A expressão de Nathan foi de completa desprezo.

- Você gosta de um chifre em Maximillian? - Ele me encarou. - Você é burro ou o que?


- Nathan, não se mete na minha vida. Eu sei muito bem oque estou fazendo com ela!

- Tudo bem, se quer ser o corno manso da historia quem sou eu pra contrariar? Mas depois não venha se lamentando pra mim.
Quando fui responder, Tom apareceu.

- Mas olha só, adotou uma cadelinha de novo, Max? - Tom parou ao lado de Nathan cruzando os braços.

- Paciência tem limite, vão tomar no cu vocês. - Me levantei e puxei Valerie pra fora do apartamento comigo.

Valerie's POV

Max me levou até a área da piscina e nos sentamos numa mesinha que havia em baixo de um guarda sol, ele colocou seu celular em cima da mesma. Por curiosidade, peguei e comecei a ver as fotos. Havia varias fotos dele com a mesma garota.

- Max, quem é essa fulaninha? - Ele olhou para o visor do celular e ficou em silêncio. - Ein? Responde!

- E-ela é... deixa pra lá. - Balançou a cabeça como se estivesse se livrando de algum pensamento ou lembrança.

- Ô menininha zoada. - Fiz uma careta. - Olha esses poros, esse cabelo, esse corpo.. Credo, que escrota. Parece uma caminhoneira.

- De quem ela esta falando? - Tom apareceu.

- Dessa escrotinha. - Mostrei a foto.

- Francamente Valerie, se olhe no espelho antes de criticar a Kate.

- Kate? Quem?

- A da foto. - Ele revirou os olhos. - Max só vim aqui pra falar que vou sair com o pessoal. - Thomas falou em um tom seco e Max só assentiu permanecendo em silêncio, pensativo. Não demorei muito e me aproximei dele e o beijei.



Katherine's POV

Haviam passado algumas semanas da minha ultima briga com Max, estava focada nos estudos, sempre quando saia eram com Tom e Jay que faziam de tudo para me fazer rir, porém, não era tão necessário desse jeito.

Eu e Zoey estavam a caminho do colégio, observando as ruas e as decorações para o Halloween, afinal, faltavam apenas duas semanas. No Brasil não tínhamos isso, é bem legal viver outra cultura, naquele momento estava me sentindo uma britânica por seguir os costumes deles.

- Bom dia garotas. - O cara da banca de revistas disse com um largo sorriso no rosto e assentimos cumprimentando.

Assim que chegamos no colégio, o corredor central estava uma loucura, tinha vários cartazes espalhados falando sobre um tal concurso. Zoey se abaixou e pegou um que tinha caído no chão, lendo e voz alta logo em seguida:

- "Formandos do terceiro colegial, vocês poderão organizar o Halloween do nosso colégio Claremont McKenna High School. Entreguem o projeto com as ideias até sexta-feira, os melhores irão para votação para que todos possam escolher o seu preferido. Que vença o melhor!"

- Vamos fazer, né? - Falei empolgada.

- Não sei, precisamos pensar direito. - Respondeu mordendo o lábios inferior, encarando o cartaz ainda em suas mãos.

- Ah Zoey Baker, nós faremos sim. Deixa eu guardar isso. - Ela me entregou o cartaz e eu enfiei na bolsa. Continuamos a andar até nossa sala e os comentários tinham um único foco: "Será que Savannah vai ganhar esse ano novamente?"

Avistamos Elena na porta nos esperando, corremos até ela assim que acenou.

- Oi. - Sorriu.

- Olá. - Respondemos.

- Esse colégio vai voltar a ficar o caos. - Revirou os olhos. - Todo mundo vai participar desse tal concurso, mas ninguém nunca conseguiu superar as ideias da Savannah.

- Você ta pensando o que estou pensando Baker? - Encarei Zoey com um sorriso sarcástico estampado no rosto.

- Não, não Katherine. Ainda está com a ideia de participar disso?

- Óbvio.


Entramos para a aula e Zoey ficou me atormentando para eu desistir dessa ideia idiota de Halloween, porque Savannah sempre ganhava, todos tentavam supera-la nas ideias, mas ninguém era capaz.

Então, durante as primeiras aulas arranquei uma folha do meu caderno e fiz o esboço de toda a decoração, coloquei minhas melhores ideias. Tudo o que queria fazer no Brasil, mas não tinha como.
Coloquei nossos nomes sem elas verem e deixei na mesa do professor enquanto todos faziam lição, ele que era responsável por entregar a ideia para o diretor.

Logo o sinal tocou para sairmos pro intervalo, mas antes disso o diretor anunciou no auto-falante que iria dizer o vencedor do projeto na próxima aula. O colégio ficou uma euforia, todos foram para a sala de teatro onde os diretores, professores, estavam para o "grande" anuncio.


- Bom, não sei por onde começar... - O diretor se levantou. - Pra ser sincero, todas as ideias estavam magnificas. Mas.. Não podemos usar todas, mesmo se quiséssemos.

Os alunos começaram a cochichar curiosos, afinal, além de ser A festa, valia ponto nas matérias.

- Tivemos mais de 70 projetos, mas só um nos chamou a atenção. - Ele continuava a falar. Encarei a Savannah que estava toda festejando lá com seu bando de cadelinhas .

- Chega de papo, fala logo. - Alguém do fundo gritou.

- Tudo bem, tudo bem.. - O diretor soltou um riso. - Sem mais delongas a ideia ganhadora foi a de Katherine Russel, Zoey Baker e Elena Bargamo.

O que? Impossível. Logo todos os olhares se voltaram para nós, principalmente o de Savannah que só faltou me comer viva com aqueles olhos arregalados. Logo após do anuncio, os alunos aplaudiram, principalmente os meninos do futebol que vieram nos cumprimentar depois.

Fomos falar com o diretor e logo depois saímos, Zoey e Elena estavam praticamente chorando de tanta alegria.

- Como você conseguiu? Por que não nos falou?

- Coloquei tudo que vinha na minha cabeça, e não falei porque certas pessoas não queriam, né? - Ri.

- Nos desculpa? - Elena fez uma cara fofa.

- Não. - Fechei a cara e sai andando.

- Mais nossa... - Zoey veio atrás de mim chorosa.

- Parem de ser burras, é claro que desculpo, nem precisava pedir. - Falei abraçando as duas.

Nossa ultima aula era educação física, infelizmente tínhamos que fazer, era vôlei. Nos dirigimos até o vestiário e trocamos de roupa, para variar estávamos atrasadas porque ficamos vendo os meninos do futebol brincarem com água no campo. Valeu a pena.

O jogo já tinha começado, por uma ironia do destino, o professor nos colocou no time adversário de Savannah. Isso seria bem divertido. O jogo começou a rolar, por um milagre ela era boa, porém, nosso time tinha algumas vantagens, nele estava a menina que foi representando a escola nas competições britânicas de vôlei, mais uma que Savannah odiava.

- Essa é minha. - Gritei avançando na bola e dando um tapa.

- Ai! - Berrou.

- O que foi? - Perguntei indo até a rede.

- A bola que você mandou acertou minha testa, sua vadia. - Savannah sussurrou passando a mão na cabeça.

- Sério? Que peninha. Quer que eu vá pegar gelo? - Fiz uma cara de desinteressada.

- Inútil. Estou saindo do jogo. - Ela levantou gritou e deixou a quadra.

- O que houve? - Elena e Zoey vieram em minha direção.

- A bola que mandei acertou ela, ai ofereci gelo e a menina fica assim, vai saber. - Ri.

- Aham, ta, gelo. - Elena me encarou.

- Você sabe né... ofereci do meu jeito. - Caímos na risada e deixamos a quadra também.

sábado, 8 de dezembro de 2012

• Capítulo 36

(O capítulo tem trilha sonora, então, quem quiser ouvir deixe carregando Coldplay - Fix You http://www.youtube.com/watch?v=pY9b6jgbNyc e espere a hora certa para dar play, no caso quando avisar)


Passou-se duas semanas do pedido que tinha feito a Zoey, as coisas estavam indo tão bem, a cada dia nos aproximávamos mais. Bom, parecia que só era com nós dois mesmo porque Max e Katherine todos os dias brigavam, quase chegaram a sair no tapa. Depois do comentário que James fizera, nada mais foi como antes.
Os dois não ficavam, Max andava agindo misteriosamente, saindo por ai quando anoitecia não dando noticias, nem nada.

A noite tinha caído em Londres, a tipica sexta-feira agitada onde todos estavam felizes. Estava me arrumando, tentando achar uma blusa decente que eu ainda não tivesse repetido, mas a preguiça estava tão grande que desisti de tudo e catei a primeira que vi pela frente.
Assim que abri a porta para sair do quarto, pude ouvir alguns gritos vindos de baixo, desci as escadas rapidamente e logo adentrei a sala boquiaberto. Era isso mesmo? Max e Katherine estavam praticamente se matando.


– Por que você está sendo grosso comigo? Nesse últimos dias eu não te dei nenhum motivo. - Berrou.

– Eu? Grosso? Claro que não. - Max respondeu em um tom sarcástico.

– Para de agir feito uma criança Maximillian, eu mal consigo ter um dialogo direito contigo que tu resolve mandar eu me foder.

– Mas é óbvio, Katherine, eu só não quero falar com você.

– Tudo isso por que? Por que neguei transar contigo no dia do baseball? Depois daquele dia você só faltou me arremessar pela janela. - Ela encarava Max com uma expressão de desapontamento, não sabendo o que fazer.

Quando vi que Tom ia tirar Katherine de lá, puxei-o pelo braço e sussurrei logo em seguida:

– Deixa ambos se resolverem.

– Mas daqui a pouco os dois vão se matar no meio desse tapete.

Só fiz um sinal para que ele se acalmasse, voltando minha atenção para a discussão.

– Você fala isso como se fosse a unica mulher que eu quisesse comer na minha vida, Katherine. - Ele revidou bufando e revirando os olhos.

– O que? - Ela o encarou atônita.

– É isso mesmo, eu não quero você mais. Eu estou saindo com outra garota e não da mais, não da mais para ficarmos juntos. Acabou.

Nesse exato momento a sala foi tomada por um silêncio absurdo. Reparei que Katherine estava se contendo para não fazer merda, ela respirava e inspirava várias vezes, estrava os ossos de suas mãos com tanta raiva, força, que pensei que ela pudesse quebrar. Quando Zoey ameaçou falar algo para amenizar a situação, Kate se pronunciou quebrando todo aquele clima tenso.

– Acabou? Acabou o que exatamente? Pelo o que eu saiba, Katherine Russell, eu não namoro contigo, você é apenas meu ficante fixo, ou seja, não temos nada para terminar aqui. Nunca te proibi de ficar com outras garotas, pelo contrário, preferia que tu me contasse com mais sutileza essas coisas, não agindo como um troglodita. Ah, mais pera, você não é capaz disso. - Cuspiu as palavras em um jato, desprezando tudo o que Max falara antes.

Max encarava o chão sem emitir qualquer som ao que o Kate dissera, Elena encarava paralisada a cena, pois aquilo não parecia real. Nunca houve uma briga daquele porte entre ambos, nem quando se odiavam.

Katherine fitou Max dos pés a cabeça, esperando alguma reação e como não obteve, deixou o local em largos passos, abrindo a porta e fechando-a com toda força que tinha no momento, o que fez Siva se assustar. O silencio permaneceu no recinto, era muita informação, estávamos tentando processar o porque que Max fizera isso.
Thomas não aguentou ver Katherine daquele jeito e foi atrás da mesma, fuzilando Maxmillian antes de deixar o apartamento.

– Qual é o seu problema? - James o encarou.

– Não falem nada. - Max revidou pegando sua jaqueta que estava em cima do sofá e saindo logo em seguida do apartamento.
Katherine's POV 

[PLAY] 

Meu coração batia dolorosamente e o profundo ódio continuava dentro de meu corpo, consumindo-me intensamente. Aquilo que eu tinha ouvido foi como se alguém me apunhalasse pelas costas. Tive que me conter para as lágrimas involuntários não escorrerem pelo meu rosto naquele momento. Não há nada pior do que ser trocada por outra mulher. Estar apaixonada, namorando e, de um dia para o outro, ver tudo desmoronar bem debaixo do seu nariz.
Tudo que eu queria naquela hora era saber o motivo, por que tudo aquilo estava acontecendo, justamente comigo.

Já estava dentro do elevador quando não consegui mais conter meu choro, era uma mistura de desespero, com raiva, ódio, desapontamento, que não sabia explicar, nem eu mesma sabia falar pra mim o que eu sentia direito. Finalmente quando a porta do elevador se abriu, sai correndo em direção ao apartamento de Emma, quando cheguei na frente da porta, virei a maçaneta várias vezes, bati, mas ninguém vinha abrir, ou seja, estava tudo vazio.

Quando não tive mais forças, me encostei na parede e deslizei o meu corpo até o chão, abraçando meus joelhos. As lágrimas insistiam em cair, o nervosismo tomava conta de mim. Eu não sabia bem o que estava acontecendo comigo, eu nunca fora de chorar, mesmo que fosse por amor.
Fechei meus olhos na tentativa de me acalmar, apertando o mesmo para controlar o choro, porém, foi uma tentativa sem sucesso.

Estava completamente perdida nos meus pensamentos, quando ouço uma voz bem familiar chamar meu nome como um sussurro.

– Katherine?

Abri os olhos e virei para encara-lo. Era Thomas que sentou-se ao meu lado, envolvendo seus braços em volta de mim, puxando-me para que me acomodasse em seu peitoral. Assim que eu vi, meu choro aumento, chorava igual uma criança quando perde algo que realmente gosta muito.

– E-E-Eu não sei o que te dizer. - Balbuciei as palavras em meio dos meus soluços.

– SSSSh. Vai ficar tudo bem. - Sussurrou depositando um beijo sobre minha testa, começando a fazer cafuné.
Ficamos vários minutos lá parados, eu não tinha o que falar, afinal, não sabia me explicar, porque não estava entendendo a situação, o real por que que Maxmillian fizera aquilo. Chorava descontroladamente em seu colo. Tom secou minhas lágrimas com o seu dedo polegar, passando levemente pelo meu rosto.

– Uma menina tão bonita não merece ficar assim. Ele não merece seu choro Katherine. Se acalma! - Falou em um tom sereno, que dê uma certa forma me vez voltar um pouco ao meu estado normal.

Tom era uma ótima pessoa e sabia o que falar em todas as horas, mesmo que isso lhe torna-se um pouco "inconveniente."
Dei um sorriso de lado e assenti. Voltando a me acomodar em seus braços. Respirava, inspirava, várias vezes, na busca de ficar calma.
Quando finalmente pude ver que tinha parado de chorar, percebi que estava caindo no sono ali mesmo, no meio do corredor.

Minha cabeça latejava, parecia que ia explodir a qualquer momento. Minhas pálpebras se recusavam a se mexer, estavam muito pesadas me impedindo de ver a claridade.
Ainda sonolenta e muito cansada, soltei um gemido baixo "Mmmm".
Depois de muito custo, conseguir acordar, sentei na cama e puxei a cortina que havia atrás de mim, para tampar toda a claridade possível.

Franzi a testa, me lembrando de tudo que tinha acontecido ontem a noite. Senti meu peito arfar, uma súbita dor de medo e angustia tomou conta de meu corpo, parecia que eu não tinha mais força para sustentar meu corpo sentando na cama.

Olhei para os lados e vi que Zoey não tinha dormido em casa aquela noite e provavelmente só iria voltar domingo a noite, pois tinha combinado de ficar com Nathan. Como não estava com fome nem nada, resolvi voltar a dormir.

Fui despertada mais uma vez, com a gritaria que vinha debaixo. Levantei rastejando da cama, minha cabeça fazia cosplay da sapucaí. Desci as escadas como um vegetal, ainda cambaleando por conta da maldita dor de cabeça.

Passei pela sala ignorando todos, peguei alguns salgadinhos, refrigerantes, besteiras como sempre e subi para cima, antes que alguém notasse minha presença.
Liguei a TV para ficar vendo algum filme enquanto comia, mas todos eram de amor. Que saco!

Me revoltei e passei a dormir novamente, aquilo tudo me estressava, principalmente minha dor de cabeça. Tomei duas aspirinas para ver se passava e nada.
Durante o domingo, alguns tentaram falar comigo, mas os únicos que eu conseguia trocar meia duzia de palavras era Zoey e Thomas. Fiquei tão abalada que mal conseguia me encarar na frente do espelho.

Já era segunda-feira, acordei um pouco antes que o normal para tomar um banho e dar um jeito na minha cara. Que por sinal, não deu muito certo.

Vi que eram quase oito horas e como Zoey ainda não tinha acordado, não iria incomoda-la. Falei para Emma que preferia ir sozinha até o colégio, afinal, ela já estava bastante atrasada para chegar ao trabalho!

Mas quem disse que iria mesmo? Sai do prédio sem rumo, me olhava nas vitrines e via que as olheiras estavam cada vez mais visíveis sob minha pele, resultado de seguidas noites em claro perturbada com pensamentos. Ou tentando pensar. Tomar um ar talvez fosse a melhor saída para tal situação, aula nesse meu estado não iria ajudar muito.

O vento que soprava não me incomodava, apesar de estar meio frio em Londres naquela manhã. Deixei meus pés me guiarem, andava sem rumo pelas ruas, desorientada, tentando colocar meus pensamentos no lugar.
Avistei um pequeno parque do outro lado da rua, atravessei e sentei no primeiro banco que apareceu na minha frente.

Fiquei encarando o céu, as nuvens e refletindo sobre tudo. Passou-se algumas horas e lá estava eu, do mesmo modo que chegara, sem saber o que fazer.
Meu estomago já estava praticamente urrando de tanta fome, então, resolvi caminhar até um Starbucks mais próximo para tomar meu café, apesar de ser quase onze e meia.

Assim que adentrei a tão famosa cafeteria, pude ver de longe uma careca que não me era tão estranha, fiquei encarando a mesa e percebi que tinha uma loira lhe acompanhando e a loira era sua ex. Cheque mate. Maximillian me "trocou" pela sua ex, que ironicamente tinha deixado Londres para ir até o Brasil.

Como eu sei disso? Bom, digamos que fiz James me contar tudo que aconteceu enquanto não morava aqui.

Não fiquei olhando muito, não queria que desse na cara que eu tinha notado sua presença com outra. Apenas fiz meu pedido e fiquei aguardando chamarem meu nome. Nesse intervalo de horários, Max não saiu de sua mesa pra nada, sua ex fez o mesmo.
Não queria mais briga pra minha cabeça, então resolvi comer durante meu percurso de volta ao prédio.

Eu praticamente voltei decidida que não iria ficar mais mal por ele, ver aquela cena me chamou para a realidade, me fazendo perceber o quão galinha Max George era. E como Thomas tinha já me falado: "Ele não merece suas lágrimas".

Parece que uma onda de energia passou pelo meu corpo, revigorando-me, dando forças para seguir, afinal de tudo, eu estava morando em Londres. Foda-se o amor.

• Capítulo 35

Esse capítulo terá trilha sonora, quem quiser ouvir deixe o vídeo carregando. http://www.youtube.com/watch?v=nZxeIguxBuU She Is Love e preste atenção na hora para dar play. 


NATHAN'S POV 
Chegamos no nosso apartamento e logo que adentrei respirei fundo, pois sabia o que tinha que fazer, só me faltava coragem. Desde a hora que acordei só uma coisa tomava conta de meus pensamentos e isso era: Pedir Zoey Baker em namoro. Pelo modo que estávamos indo, já havia passado do momento de eu tomar essa atitude, porém preferi ter certeza do que sentia antes de fazer qualquer cagada que pudesse feri-la.

Antes de irmos para o jogo, tratei de avisar todos com antecedência sobre a minha atitude, porque caso travasse, queria que alguém viesse me ajudar. 
Dominic resolveu colocar um filme para todos nós assistirmos, sentei ao lado de Zoey, ela falava toda hora comigo e eu sem querer não prestava atenção, meu coração estava à mil, podia sentir minhas mãos suando e minha respiração pesada. 
Logo Zoey percebeu como estava e começou a me encarar, tentando entender a situação.

– Ta tudo bem? - Perguntou confusa.

Apenas sorri de lado e assenti, voltando minha "atenção" para o filme. Pude ver Max fazendo gestos para que tomasse a atitude rapidamente, mas estava impossível. 
Me levantei do sofá, tentando passar despercebido porém falhei. Todos que estavam na sala, me seguiram com seus olhares, esperando que eu falasse algo..
Me dirigi até a cozinha, encarando a enorme pia de mármore, depositando minhas mãos sobre a mesma. 
Suspirei fechando meus olhos vagarosamente, estralando meu pescoço em seguida. 

Parece ser loucura, mas nunca fiquei tão nervoso por pedir uma menina em namoro em todos os meus dezenove anos. 
Ouvi vozes vindo em direção a cozinha, era Zoey, Kathe e Adam, pelo o que percebi o filme já tinha acabado. Criei coragem para chama-la, mas a unica coisa que consegui fazer foi ir até a geladeira, passando rente a Zoey para beber um pouco de coca-cola zero. 

Antes que eu pudesse pegar a garrafa, senti Adam bater no meu ombro e sussurrar:

– Se acalma e vai na fé. 

Soltei um riso desesperado e parece que entendeu meu estado psicológico. 
Depois de algum minutos ele e Katherine saíram da cozinha, deixando Zoey a sós comigo. 

– Nathan, você pode pegar um copo pra mim? 

– Claro.. - Falei baixo praticamente sussurrando, pegando o mesmo logo em seguida, me sentando na mesa. 

Fiquei encarando Zoey por alguns longos minutos, reparando em cada detalhe que tinha em seu rosto, os traços suaves, aquele olhar profundo que devia esconder tantos sentimentos mas ao mesmo tempo tinha um toque de inocência. Estava tão hipnotizado que nem ouvir ela me chamar. 

– Nathan.. Nathan? Oi? - Ela gritava.

– O-O que foi? - Gaguejei, piscando várias vezes rapidamente. 

– Você parece estar tenso, distante. Me conte o que esta acontecendo. - Perguntou preocupada, me encarando fixamente. 

Abri a boca para dar uma explicação convincente, só que não consegui proferir absolutamente nenhuma palavra. 
A cada segundo que passava sentia minhas mãos mais úmidas, olhei para as mesmas que estavam cheias de gotículas, estava entrando em desespero. Passei as mesmas pela minha camisa, tentando esconder meu nervoso que parecia estar mais nítido do que eu imaginava. 

– Ei, te fiz uma pergunta. - Estalou os dedos na minha frente. 

– É, é que.. Deixa pra lá. - Falei derrotado. - Você não queria coca, amor? - Desviei rapidamente pegando a garrafa, tentando abrir. 

– Do jeito que você tá, to perdendo toda a minha vontade. É muito difícil você me contar o que esta havendo? - Disse impaciente, revirando os olhos.

– É que eu não consigo abrir a coca. - Menti soltando um riso abafado, fazendo o maior esforço pra conseguir girar uma tampinha inútil, mas, minhas mãos soadas não permitiam nada disso. 

– Já te disseram que você mente muito mal, Nathan? 

– Porra! - Gritei, levantando da cadeira bruscamente e jogando a garrafa pra fora da mesa.


Zoey arregalou os olhos perante do que tinha acabado de ver.

– Se você não fosse homem, diria que está na TPM. - Soltou uma gargalhada, continuando a me zoar logo em seguida. 

Todos os sons daquele local parecia torturantes, podia ouvir claramente os sons que os ponteiros do relógio faziam, as falavas vindas da sala, Baker me chamando. 
Abri a tornei pegando um pouco de água, passando na minha nuca e rosto. Quando vi que estava mais calmo, voltei para mesa e Zoey continuo me olhando..

– Nathan, para de graça, dá pra falar logo o que aconteceu? - Revirou os olhos.

– Assim.. - Respirei fundo coçando minha cabeça. - V-V-Você, c-c-comigo? - Balbuciei as palavras e as únicas coisas que saíram foram essas duas. 

– O que? Você ta bem? Ta tendo algum ataque? - Ela me encarou confusa, rindo, como se eu estivesse sendo a pessoa mais esquisita do mundo, mas se for pensar bem, eu estava. 

Comecei a rir de nervoso, desespero, meus batimentos cardíacos estavam acelerados, parecia que meu coração ia sair pela boca. Por que aquilo estava sendo tão difícil? Eram apenas 4 palavrinhas. 

Quando finalmente tinha tomado coragem para falar, botando meus pensamentos em ordem, travei mais uma vez. Zoey me encarava tão espantada, que não sabia mais o que fazer. Encarei o chão e respirando fundo, soltando a frase em um jato:

– Você quer namorar comigo? - Despejei tudo, temendo a próxima atitude que viria. 

A encarei de volta depois de alguns segundos, Zoey estava sem reação, boquiaberta. Na mesma hora várias coisas vieram na minha mente e a principal era: Será que fiz merda e conseguir estragar meu único possível relacionamento duradouro? 

– Zoey, fiz algo de errado? Ta tudo bem? - Perguntei depositando minha mão em cima da sua e acariciando a mesma com meu polegar. 

Ela apenas voltou ao seu estado normal, abrindo um largo sorriso, aproximando nossos rostos, me dando vários selinhos. 
Respirei aliviado, dando um sorriso entre os selinhos, sussurrando rapidamente:

– Posso considerar isso como um sim? 

Ela assentiu e logo após soltou uma gargalhada, voltando a me encarar.

– Não acredito que você estava desse jeito, só por isso. 

– Só por isso? A senhorita esta achando que é fácil essas coisas? - Fingi estar ofendido, ficando boquiaberto após levar minhas mãos perto do peito. 

– Não amor, estou brincando. - Tentou concertar a situação. 

– Eu sei, sua boba. - Ri pelo nariz, abraçando-a em seguida. - Agora tenho a certeza que você é somente minha. - Sussurrei perto de seu ouvido. 

– Eu sempre fui sua. - Sussurrou em resposta. 

– Vem, vamos, quero contar pra todo mundo que o que eu estava planejando se concretizou. - Entrelacei nossas mãos, puxando-a rapidamente para que se levantasse da cadeira e fosse comigo até a sala. 
Assim que chegamos lá, todos pararam de conversar, nos olhando, esperando que eu me pronunciasse. 

– Então... - Tom fez gestos com as mãos, querendo saber de algo. 

– Estamos oficialmente juntos. - Disse entusiasmado, depositando um beijo em sua bochecha enquanto abraçava a mesma por trás. 

– Amém! Isso! - Kate berrou erguendo os braços.

Depois disso a sala só foi assovios e "aleluias." Todos ficaram felizes com a noticia, até Elena soltou um berro logo depois que eu acabara de proferir a frase.

– Entrou na cozinha solteira e saiu namorando, Zoey. Bela experiencia. - Siva falou rindo. 

– Sem graça. - Respondeu, mostrando a língua. 

– Agora só falta duas pessoas resolverem suas situações amorosas. - Jay fitou Katherine, que se fez de desentendida na mesma hora. 

– Concordo plenamente, essa é pra você Siva & Elena. - Disse apontando para os dois, que só faltaram enviar suas cabeças nas almofadas. 

– Para de ser louca Kate. - Elena retrucou nervosa. 

– IIIIh, tenho certeza que não foi da gente que o James estava falando. - Respondeu Siva com um sorriso vitorioso no rosto. 

– Alá, alá, parece que o negocio foi pra você Maximillian. 

– Cala boca Thomas. - Max revirou os olhos, bufando.

Elena foi esperta e cortou o assunto, perguntando o que íamos jantar. E assim gerou uma discussão bem longa, pois ninguém queria o que o outro estava afim de comer. Depois de vários: "Cala boca, não to afim de comer esse tipo de coisa." "Que nojo." "Sai do grupinho." 

Chegamos a conclusão que queríamos pizza. Então, pedíamos e ficamos o resto da noite, papeando, comendo, como sempre vaziamos no final. A unica coisa que "atrapalhou" foi o clima tenso entre Max e Katherine. Depois do que Jay disse, aqueles dois voltaram a ser o que eram quando se encontraram no primeiro dia: Cavalos. 

Já estava tarde, Emma tinha ligado procurando Dominic, Adam, Katherine e Zoey. Então, antes que pudesse acompanhar os quatro até o andar vigésimo primeiro, resolvi me esquivar de todo aquele pessoal na sala e levar Zoey até a varanda, para que pudéssemos ter uma conversa mais calma. 

[PLAY]– Precisamos conversar. - Encostei todo meu corpo, puxando a mesma pelas mãos, fazendo nossos corpos se chocarem, entrelaçando meus braços em volta de sua cintura. - Desculpe por tudo aquilo que fiz, fiquei nervoso, sei lá. - Falei cabisbaixo. 

– Ei, por que isso? Foi perfeito. Mais épico impossível! Nem imaginava que aquilo que tu queria falar era um pedido de namoro. - Ela proferiu a frase suavemente, erguendo meu rosto enquanto fazia carinho em minha bochecha. - Não se preocupe, não foi nada mal. 

– Sério? Sério mesmo? - Sorri envergonhado.

– Claro, ou você acha que estaria falando isso para te agradar? Sabes que sou sincera. 

Sorri balançando a cabeça negativamente. Olhei fixamente para seus lábios, que foi se aproximando cada vez mais dos meus, fechei meus olhos, esquecendo todos meus problemas, como se aquele momento fosse único. 
Parti meus lábios contra os dela, dando inicio a um beijo calmo, quando nossas línguas se tocaram, um frio percorreu minha espinha como se eu nunca tivesse a beijado antes. Depois de minutos alguns minutos, o beijo foi ficando intenso, quase faltando ar para continuar. 

Subi minhas mãos, fazendo as mesmas entrarem por baixo de sua blusa, sua pele entrou em atrito com minhas mãos que estavam geladas por conta do vento, fazendo a mesma arrepiar. 
Quando nossos pulmões estavam berrando por ar, acessamos o beijo com longos selinhos. 

Encostei nossas testas, olhando fixamente em seus olhos, não falamos nada porque não era preciso, nossos olhos diziam tudo o que sentíamos, as reações de nossos corpos e nosso coração batendo no mesmo ritmo era só mais uma prova da única coisa que eu tinha certeza naquela situação: Nós nos amávamos, de uma forma que só eu e ela precisávamos entender. 

Nosso transe foi interrompido por Dominic, que abriu a porta da varando nos chamando para ir logo embora. 
Então, selamos nossos lábios de novo, dando um beijo de despedida e só conseguimos ouvir um coro de: "Parem de melação." "Vão para um motel." "Que coisa mais gay." 
Parei o beijo, tentando segurar o riso, era impossível ter paz com aquele pessoal.

– Não posso nem mais ficar a sós com a minha namorada? - Enfatizei a palavra namorada.

– Vocês vão ter muito tempo ainda, vamos logo. - Adam respondeu. 

Acompanhei eles até o elevador, quase prendendo Zoey comigo, não queria que ela fosse embora, estava tarde, tinha que compreender que a mesma não morava comigo, ou seja, não iria obedecer minhas regras.
Voltei a adentrar o apartamento mais feliz que nunca, diferente de quando tinha passado por aquela mesma porta mais cedo. 
Tom e Jay só faltaram se jogar no chão de tanto rir, estavam me zoando, falando que finalmente tinha achado alguém que me aturasse 24 horas por dia. 

Notei que Max já tinha ido se deitar, Siva estava de melação com Elena ao celular, se eu tinha me achado "meloso" com Zoey, pude ver que aquilo que fiz hoje não chegava aos pés de Siva e Elena se conversando. 
Deixei os dois tontos me zoando sozinhos na sala e fui para o banho, só joguei uma água no corpo e fui deitar, estava exausto.

Não consegui dormir tão rápido, minha cabeça estava tomada por flashbacks do que havia acontecido. Parecia um sonho, era tão bom saber que podia chamar ela de minha, saber que essa palavra surtia um efeito inexplicável sobre meu relacionamento com Zoey. Me perdi nos pensamentos e quando me deparei estava praticamente pegando no sono, deixei tudo de lado e finalmente dormi.

• Capítulo 34

Oi Zoey. – Se aproximou mas me inclinei pra trás.

– Oi.

– Que tal repetirmos o beijo de ontem?

– Não, você está maluco. – Sai andando.

Me sentei na areia e Nathan se aproximou.

– Era o Andrew de novo?
O que? Como ele viu?

– É, ele veio me cumprimentar.

– Hum.

– Nathan, você não pode ficar putinho toda vez que eu falar com o Andrew, querendo ou não eu convivo com ele, ele é meu colega de classe.

– Eu sei. – Respirou fundo. – Por isso mesmo.

– Como assim? – Fiz uma expressão confusa.

– Esse garoto só causa problemas. Ele é um problema. 

– Vai começar? – O encarei séria.

– Ok, desculpa. 

– Vamos esquece-lo vai, não quero discutir com você por causa dele. – Coloquei minha mão em seu rosto.

– Muito menos eu.

Ele se aproximou de mim e me beijou, um beijo calmo, doce e lento. Hoje era nosso penúltimo dia de viagem, infelizmente. Ficamos o dia todo na praia e quando o sol começou a se por, fizemos uma fogueira na areia e sentamos em volta. Para a nossa (Minha, Kate e Elena) surpresa, eles pegaram um violão e começaram a cantar, fazendo covers. Teve The Calling, Fight For This Love e até Coldplay. Fiquei muito surpresa, eles cantavam bem pra caramba, tinham realmente muito talento.

– Cara, que insano. Vocês cantam muito bem. – Sorri.

– Deveriam ser cantores. – Elena olhou para Siva.

– Quem sabe um dia. – Jay sorriu.

– Você nunca comentou comigo que cantava tão bem... – Olhei para Nathan.

– Achei que não tinha necessidade.

– Claro que tem, oras. – Ri. - Agora vai ter que cantar sempre pra mim. 

– Sempre que você quiser. 

No dia seguinte, fomos aproveitar o dia na piscina, já que amanhã iriamos embora. Me sentei numa cadeira perto da água, fechei meus olhos e fiquei lá, curtindo o sol.

– Eu vou pular! - Ouvi uma voz aguda de criança.


Abri meus olhos e a única coisa que vi foi um gordinho branquelo, ruivo com algumas sardas com jeito de europeu pulando na aguá, só senti aquilo caindo em todo meu corpo. Respirei fundo e a aguá entrou pelo meu nariz, me fazendo tossir desesperadamente, como se eu estivesse me afogando, o mais impressionante: Fora da piscina. 

Me levantei e comecei a dar leves tapas em meu peito pra tentar cessar a tosse. O monstrinho saiu da água e veio até mim.

– Moça, você está bem? – Perguntou com toda inocência do mundo. 
Q
uando fui responder ele veio com suas mãos pequenas e apertou meus peitos. Mas que porra é essa?

– Sem vergonha! – Gritei e o empurrei na água.

– SOCORRO! EU ESTOU ME A...FO...GAAN..DO!- Ele afundou na água.

– Vai apertar os peitos da vó, seu pirralho. – Falei irritada.

Olhei pro lado e uma mulher, também gorda me encarava. 

– Algum problema com meu filhinho? – Ela levantou uma sobrancelha.

– Ah jura que ele é seu filho? Nem tinha notado a semelhança. Mas não, ele apenas foi cair na água e se segurou em mim. – Fui ajudar o gordinho a sair da água enquanto dava um sorriso cínico para a senhora. Assim que ele saiu, direcionou suas mãos novamente aos meus peitos e saiu correndo rindo. Tá bom, agora chega, esse gordo folgado está abusando da minha paciência. 

– Volta aqui, seu projeto de dêmonio. – Sai correndo atrás do gordinho pelo hotel, esbarrando em tudo que encontrava pelo caminho. Quase pisei em um cachorro, fiz uma mulher jogar protetor nos olhos, atropelei um garçom fazendo ele derrubar camarão na piscina, baguncei o xadrez dos velhinhos, joguei uma criança na piscina.

– Volta aqui Joseph. – A senhora gorda gritou correndo atrás de nós.

– Zoey volta, ou me espera vadia! – Ouvi Kate berrando se juntando na corrida.

Qual é? Virou trenzinho da alegria agora? Nathan observava a cena se matando de rir, junto com o pessoal.


– Volta aqui, seu roliço! – Tentei correr mais rápido atrás daquele monstrinho, que corria em volta da piscina sem parar, meu ar estava diminuindo. Como um gordinho daquele consegue ter mais folego que eu? Parei no meio do caminho para respirar e quando fui procurar o monstrinho, ele tinha sumido. Voltei ofegante para a cadeira e me deitei. 

Segundos depois senti mais água em mim, abri os olhos e vi aquela mini aberração na minha frente.

– Mas será o benedito. – Bufe. i- Tom pelo amor de Deus, joga essa criatura na piscina.

Ele se levantou da cadeira e saiu correndo atrás da criança. Observei a cena e percebi que segundos depois ele estava brincando de lutinha com o garoto.

– Adiantou muita coisa. – Respirei fundo.

– Pensei que você gostava de crianças. – Nathan me olhou.

– Eu gosto de crianças, não de projetos de demônios obesos tarados. Essa criança não é de Jesus. - Ele apenas riu balançando a cabeça negativamente. 

XxxXxXx

No outro dia, arrumamos nossas coisas e fomos pro aeroporto. Ninguém podia encostar no Jay que estava vermelho e ardido, Nathan estava preto e Kate quase descascando. Estava uma maravilha. 

– É aqui que está ardendo? – Tom disse encostando no ombro de Jay.

– AI FILHO DUMA ÉGUA! – Gritou entre dentes. - Tom ria do sofrimento de Jay.

A viagem inteira eu fiz o que sei fazer de melhor: Dormir. Despertei quando faltava apenas uma hora para chegarmos. Olhei ao meu lado e vi que Nathan estava dormindo, olhei em volta e todos estavam dormindo ou com fones de ouvido. Encostei minha cabeça no ombro de Nathan e comecei a pensar... Aquela competiçãozinha que fiz com ele na Coco Bongo, me fez perceber uma coisa, que eu posso beijar trinta, oitenta caras porem não significa tanto quanto segurar a mão dele.


Eu não consigo sentir mais nada, nem atração por outros caras apenas por ele, ele tem um efeito sobre mim que ninguém mais tem, ele consegue fazer minhas pernas tremerem só de olhar em meus olhos, toda vez que ele pronuncia meu nome, eu sinto um frio na barriga e outras coisas que nem sei como explicar. Acho que simplesmente foi amor… 

Assim sem motivo, sem um porque verdadeiro, apenas foi, é como se num passe de magica eu tivesse me apaixonado por ele. Por um minuto passou pela minha cabeça de eu chegar pra ele e falar "Quer saber de uma coisa? Eu amo mesmo você. É incrível a forma como você me conquistou, foi tudo tão rápido. Pensar em você é como estar nas nuvens. Estranho, não? Mas é a pura realidade". Porem me faltava coragem, o medo de não ser correspondida falava mais alto, vai que ele só "gostasse" de mim? 

Por que existe um abismo entre amar e gostar. Não estou sendo rápida demais, estou? Mas, se eu não arriscar eu nunca irei saber... Ok, ok, algum dia quem sabe, eu falo isso pra ele. Mesmo ficando cada vez mais difícil controlar esses sentimentos malucos. Quando me dei conta já havíamos chegado.

XxXxxX

Alguns dias depois combinamos de ir em um jogo de Baseball. Assim que chegamos ao estádio, fomos para nossos lugares, infelizmente Adam e Dominic não puderam vir conosco. No caminho vi aquelas mãos gigantes de espuma para vender, nem pensei duas vezes e comprei imediatamente. Me sentia como uma criança realizada, eu sempre via essas mãos de espumas em filmes e sempre morri de vontade de ter uma. Pois agora tenho. Nos acomodamos nos lugares e começamos a ver o jogo, nunca entendi direito como eram as regras do Baseball, então quando todos gritavam, batiam palmas eu fazia também pra socializar, apenas.

Comecei a sentir meus braços arrepiados de frio, assim do nada. Não entendi por que cargas d’água eu estava com frio. Tirei um pouco aquela mão de espuma e comecei a passar as mãos em meus braços na intenção de aquecê-los, pelo menos um pouco. 

– Zoey, quer minha blusa? - Nathan perguntou num tom calmo. - Não, nem precisa.
– Para de cu doce e veste logo, você está com frio. - Ele disse já tirando a jaqueta vermelha e branca e me entregando. 

Não ia adiantar nada eu teimar com ele, então a vesti e veio aquela onda de perfume maravilhoso que ele tinha. Agora jamais que eu ia tira-la. Estava quente e cheirosa. Thomas pegou minha mão de espuma e começou a cutucar todo mundo com a ponta do dedo, ele se divertia ao extremo com isso, mas também não vou negar que não era engraçado. Kate e Max estavam na pura pegação, até que eles se levantaram falando que iam comprar refrigerante. Aham, sei o refrigerante deles.

Katherine's POV

Assim que Max se levantou dizendo que íamos comprar refrigerante, saiu correndo e me puxando, até que achamos uma portinha que estava encostada, entramos e era tipo uma salinha de limpeza, mas era totalmente imunda com teias de aranha, lagartixas... Max me prensou na parede, coloquei minhas pernas em volta da sua cintura e ele me segurou pelas minhas coxas. Começou a dar beijos no meu pescoço, enquanto uma de suas mãos saiam da minha coxa e iam pra debaixo da minha blusa. Olhei para o lado e vi algumas baratinhas andando pela prateleira. Que lindo, já não bastavam as teias de aranha, lagartixas e agora baratas, sem contar o cheiro de mofo insuportável. Não tinha clima nenhum pra rolar algo ali.

– Max, desculpa não rola.

– Como? - Me encarou confuso.

– Aqui é nojento, não consigo.

– Porra Katherine...

– Porra nada, lugar horrível.

– Tudo bem. - Suspirou derrotado.- Vamos sair daqui então.

Ele pegou na minha mão e assim que abriu a porta para sairmos, fez um barulho enorme.

– O que foi isso? - Perguntei assustada.

Saímos do quartinho e demos de cara com uma garota desmaiada

– Seu inútil, você desmaiou a mulher. E agora?

– Foi sem querer, eu ia saber que ela estava passando? 

Se passasse alguém ali agora, estaríamos ferrados. Max pegou seu celular e ligou pra Siva. Minutos depois ouvimos um barulho alto de uma porta sendo arrombada, quando vimos era o Siva que tinha chegado chutando a primeira porta que viu pela frente.

– Seu tonto, estamos aqui. - Max gritou.

Ele olhou pra nós, olhou pra porta e fez uma expressão tipo "vish, fodeu". Tentou concertar a porta, a colocando em pé novamente, porem não deu certo. Saiu correndo de lá e veio até nós.

– O que houve?

Max apenas apontou pra garota caída no chão e Siva ficou de queixo caído.

– Como isso aconteceu?

– Culpa do Max. - Cruzei os braços.

– Minha? Eu por acaso tenho bola de cristal pra saber que ela estava passando?

– Se você não fosse um viciado em sexo nada disso teria acontecido!

– Mas bem que você estava querendo né. 

– Ah Maximillian, dá um tempo. - Disse saindo de lá andando depressa. 

– Ela é toda sua. - Max disse para Siva se referindo a garota no chão e veio correndo atrás de mim. 

Siva's POV

Não acredito nisso, eles me largaram aqui com uma mulher desmaiada. O que eu faço? O que eu faço? Deus me ajuda. Comecei a andar de um lado para o outro, roendo as unhas. A única coisa que pude fazer foi ligar para o Tom, poucos minutos depois ele surge.

– Eita Seev, que cara é essa? Parece até que viu um fantasma - Riu.

Apenas apontei para a garota caída no chão que ele ainda não tinha percebido

– Nem eu sei direito, pelo amor de Deus Thomas, o que faremos com ela? - Perguntei coçando a nuca.

– E eu é que sei? Se vira. 

– Thomas, não brinca nessas horas. 

– Não estou brincando.


Merda, merda. Chamar o Tom não adiantou bosta nenhuma. Comecei a bater meu pé no chão, enquanto pensava em algo pra fazer ate que vi Zoey e Nathan meios distantes, perfeito uma luz no fim do túnel. Berrei, acenei e eles vieram até mim e Tom.

– O que vocês estão fazendo aqui? - Zoey perguntou.

– Temos um probleminha, assim, nada demais.

– Ai meu deus! O que vocês fizeram?

Assim que eles viram a garota desmaiada, não falaram nada porem a expressão foi totalmente confusa.

– Precisamos da sua ajuda, Zoey. 

– Minha? Pra que?

– Veste as roupas de líder de torcida e vai lá dançar no lugar dela.

– HA HA HA HA HA, Não. - Nathan disse serio.

– Você tá zoando comigo né? Nem pensar. Se veste você de menina e vai lá. 

Assim que ela terminou a frase Thomas começou a pular de tanto rir. 

– Não é tão má ideia. - Tom disse recuperando o ar.

– Por que não é você né. - Falei sério.

Eu ia ter mesmo que me vestir de líder de torcida? Puta que pariu.

Jay's POV

Estava vendo o jogo com Elena, já que todos haviam sumido. Até meu celular começar a tocar.

– Fala Max.

– Você viu a Kate, cara?

– Não! ela estava com você não estava?! - Sim, mas perdi ela.

– Como você cuida bem das suas coisas. - Ri.

– HAHAHA como você é engraçado, James. Pelo menos não sou eu que perco milhares de celulares no ano.

– Cala a boca! Eu vou ver se ela esta no banheiro.

– Ok, valeu.

Sai de lá e dei de cara com Zoey e Nathan voltando. Fui ate o banheiro feminino e entrei, ouvi um choro vindo de dentro de uma das cabines. Abri a porta na esperança de ser Kate, mas não era. Acabei assustado a garota que acabou caindo em cima de mim, fizemos um grande contato visual por longos minutos até ela sair de cima de mim pedindo desculpas com a voz falhada por causa do choro. 

– Está tudo bem?

– S-sim. - Respondeu olhando pra baixo.

– Certeza? Não quer conversar? - Me sentei encostado na parede e ela se sentou ao meu lado.

Siva's POV 

Eu não estava acreditando no que eu estava fazendo e no quão ridículo eu estava. Thomas se contorcia no chão de tanto rir de mim. Eu vestido de líder de torcida, com direito a peruca loira. 

– Você esta linda, gata. - Tom ria. - Cala a boca! 

– Vamos garota, você vai se atrasar!

Uma mulher que aparentava ser a treinadora apareceu me puxando pelo braço em direção ao campo. Olhei para Tom que continuava rindo de mim. Filho da puta. 

Assim que cheguei ao campo, me juntei as outras garotas e a musica começou, elas dançavam a coreografia certinha é claro, eu tentava imitar os movimentos e os passos porem eram complicadinhos e saiam atrasados de mais e totalmente fora do ritmo. Que merda eu estava fazendo ali? 

Elena's POV

Algum tempinho depois de Zoey e Nathan voltarem, Tom também reapareceu. 

– Olha, agora e a parte das lideres. - Tom disse empolgado.

Elas começaram a dançar e pude perceber que havia uma garota bem alta no meio delas e ela era toda desajeitada, fazendo as coreografias totalmente erradas. Fiquei olhando pro telão e a câmera começou a dar closes nos rostos das lideres, uma por uma. Até que chegou na alta desajeitada. Não, eu não podia acreditar no que eu estava vendo. A garota era o Siva, olhei pro meu lado e vi Tom, Zoey e Nathan praticamente chorando de tanto rir da cena que era totalmente ridícula. Que diabos Siva estava vestido de líder de torcida dançando ali no meio? 

– Ah mais não é possível. Vou tirar ele de lá e vai ser agora. - Me levantei e fui em direção ao campo.

Mesmo tendo alguns carinhas tentando me impedir entrei do mesmo jeito no campo . Peguei Siva pela orelha e o tirei dali. Quando estávamos voltando para nossos lugares, Zoey, Nathan e Tom estavam saindo para procurar Max, Kate e Jay que haviam sumido á tempos. Claro que fomos juntos. Porem no meio do caminho, Jay apareceu correndo em nossa direção, mas ele acabou tropeçando no cadarço do seu tênis que estava desamarrado e caiu em cima do Tom, se segurou em Zoey que caiu em Nathan e todos foram pro chão. Pelo menos eu e Siva estávamos em pé. Logo atrás vi Kate e Max correndo até nós. Eles não conseguiram parar de correr a tempo e trombaram em mim e Siva nos fazendo cair também. Na hora em que Jay tropeçou e caiu seu celular desceu arquibancada a baixo, só deus sabe onde ele foi parar. Ficou aquele montinho de gente caída e rindo.

– Tom, você pode por favor tirar sua bunda da minha cara? - Nathan perguntou.

– Kate tira os peitos da minha cara também. - Ri.

– Estou comendo cabelo. – Siva começou a por a língua pra fora tentando tirar o cabelo da peruca loira da boca.
Todos estavam desconfortáveis. Depois de longos minutos conseguimos levantar.

– Vamos embora vai. - Max disse arrumando sua camiseta.

Enquanto saiamos, Siva foi tirando a roupa de líder e deixando jogadas pelo caminho. Assim que ele terminou, vimos uma garota procurando por suas roupas. Só podia ser a dona das que Siva estava usando. Fomos embora rindo do ocorrido.

• Capítulo 33

[+18] Ele me virou e começou a me beijar, o começo foi calmo, mas com o passar dos minutos ele foi aumentando a intensidade e eu acompanhava. Nathan já se encontrava por cima de mim, apertando minhas coxas, minhas mãos passeavam por debaixo de sua camiseta. Sua mão foi subindo e quando percebi já estava sem minha blusa, fui mordendo de leve seus lábios, seu queixo até chegar ao pescoço, onde depositei depositei um leve chupão. Em segundos estávamos sem roupa. Entrelacei minhas pernas em sua cintura, enquanto ele me beijava massageava meus seios. Os beijos foram descendo pelo meu pescoço, pelo meio dos meus seios e chegaram ate a metade da minha barriga, logo voltou para minha boca. Sem mais delongas ele penetrou em mim fazendo movimentos lentos de vai e vem, ia mordendo seu ombro com um pouco de força enquanto os movimentos ficavam mais intensos. 

Soltei leves gemidos no pé do seu ouvido, que estavam ficando mais altos, ele me beijou pra abafar o som. Conforme senti meu corpo todo estremecer seus movimentos foram diminuindo até pararem por completo, por termos chegamos ao auge do nosso prazer. Deitamos de conchinha e em poucos minutos pegamos no sono. Acordei com barulhos vindos do banheiro, abri os olhos lentamente. [-18]

– Te acordei? - Kate perguntou.

– Sim. - Respirei fundo.

– Desculpa. Hum, a noite foi boa ein. – Soltou um riso se referindo a Nathan que ainda estava de conchinha comigo. 

– Cala a boca! – Falei cobrindo minha cabeça com o lençol.

– Bom, estamos na praia. – Disse saindo do quarto.

Minutos depois percebi que estávamos sozinhos no quarto novamente. Fiquei tomando coragem pra levantar da cama. Olhei pra Nathan que dormia como uma criança, mas acho que já estava na hora da criança acordar né. Sai cuidadosamente do seu “abraço” enrolei um dos lençóis no meu corpo e me sentei na cama, comecei a distribuir beijinhos por todo rosto dele. Que aos poucos foi despertando.

– Olá - Sorri.

– Oi. - Sorriu de volta me dando um selinho.

– Vamos pra praia? - Perguntei animada. - Claro!

Nos arrumamos e saímos do quarto, logo já estávamos na praia.

– Olá casal, como foi a noite? - Max fez uma cara pervertida.

– Acho que não é da sua conta né? - Ri.

– Ui, então tá.

Ficamos um tempo sentados e conversando, até que eu Nathan e Tom fomos comprar algo pra tomarmos.

– Se liga na loirinha ali na água, que delicia. - Tom disse olhando para garota q estava no mar.

– A de biquíni roxo? - Nathan perguntou olhando pra esquerda.

– Não, do outro lado. - Tom segurou o riso.
– Ah, nossa estou vendo. - Olhou para direita. - Parece um sapo - Nathan se referiu ao
corpo dela.

– Olha lá, agora vai mergulhar. Alá, Alá, agachou... Garota sensual. – ironizou Tom.

– Vai lá falar com ela. - Incentivei fazendo Thomas gargalhar.

– Por que eu? - Me encarou

– Você não disse que é capaz de conquistar qualquer mulher? Prova! - Dei um sorrisinho. Tom continuava rindo.

– Tá bom. - Respirou fundo.

– Isso vai ser épico! - Comentei rindo.

– Oi. - Nathan sorriu e a mulher ficou parada olhando para a cara dele. - Olha, eu estou aqui com meus amigos – Apontou para mim e o Tom- E eu fico extremamente feliz toda vez que tenho a oportunidade de ter alguém tão especial aqui na minha frente. - Pegou na mão da mulher.

– Moça, fala aqui pra mim, você ficou enlouquecida com esse belo rapaz? - Perguntei.

– Não, não, não. - Balançou a cabeça. Tom e eu começamos a rir no mesmo instante.

– Também não é assim! As vezes a mina começa a se valorizar e não quer falar o que realmente sente. - Falou tentando se defender. - Tem que ter persistência, pois ai com um olhar você arranca um sorriso. - Ele lançou um olhar para a moça que virou a cara fazendo uma expressão de "até parece".

– Você namora? É casada? - Perguntou.


– Vamos pular essa. - A mulher soltou um riso.

– Fala sério, você esta morrendo de tesão não esta? - Ele mordeu os lábios inferiores.
– Muito. - A mulher riu.

Thomas e eu já nos encontrávamos sentados na areia de tanto rir.

– Alá, tá vendo em cinco minutos a mina já se derrete!

– Tchau gostoso! - A mulher saiu andando.

– Delicia.

– Ai meu pâncreas. - Falei recuperando o ar. - Isso foi hilário.

– Nathan abalando com as tias. - Thomas continuava rindo.

– Essa foi fácil, pois convenhamos era feia! Quero ver você tentar conquistar alguma outra que seja gostosa. - Falei séria.

– Essa também quero ver. - Thomas concordou.

– Mas já conquistei você. – Piscou.

– Cala a boca, Nathan.

Olhei em volta e vi uma garota com uma raquete na mão, obviamente era esportista e sarada.

– Vamos até aquela ali com a raquete meio pequena. - Sugeri. - Vamos Syko, mostre seus dons. - Ri.

– Meu amigo joga tênis a raquete é maior, será que ele poderia jogar? - Tom começou.

– Deixa eu ver o tamanho do pé. - Ela disse olhando para baixo.

– Olhando pelo tamanho do pé, o que se acha?

– Não se anima, não! - Nathan deu um sorrisinho.

– Hum, é. - A garota riu.

– Você gosta de loiro ou moreno? - Tom perguntou.

– Não gosto de loiro ou moreno, gosto de qualidade.

– Prazer qualidade. – Sorriu esticando suas mãos até a moça. - Qual seu nome? - Anne – Sorriu.

– E eu faço seu tipo?

– É esportista? Joga frescoball?

– Sou bom de cama.

– Só?

– Por exemplo, você tem a raquete eu tenho duas bolas, a gente poderia jogar.
No mesmo instante a menina começou a dar vários tapas nele, o que fez eu e Tom cairmos na gargalhada.

– Não sério, eu gostei de você. Vem cá, me da um beijo.

– Você vai levar uma na cara. - Ela ameaçou.

– Não tem coragem. - Ele termino a frase e levo um tapa na cara.

– Que fracasso! - Tom riu.

– O cara começou já apanhando. - Ri. - Vamos tentar mais uma.

Ele se aproximou de outra garota e começou a puxar assunto. Fiquei observando meio afastada.


– Oi gata, trabalha com o que?

– Nutricionista.

– Podia me dar umas dicas de comida?

– Depende, almoço, janta, café da manha, da tarde? - Ela pergunto soltando um riso logo em seguida.

– De noite...

– Ah tem que ser algo leve!

– E quanto você pesa? - A moça começou a rir sem graça.

– Olha, do seu lado eu me sinto um policial. - Ele se aproximou dela.

– Sério? Por que?

– Porque já estou armado!

– Credo, que horror. - Ela se afastou rindo.

Ele saiu de perto da menina e foi vindo pra perto de mim, mas quando estava quase chegando tropeçou num montinho de areia, cambaleou e quase caiu porem ficou em pé na minha frente me encarando.

– Isso foi charme pra ela? - Perguntei seria.

Após três segundos caímos na gargalhada.

– Sykes, você é um zoado mesmo. - Falei ainda rindo

– Olha, mas o combinado de ontem, não valeu aqui na praia né?

– Devido ao seu fracasso, não. Te darei outra chance de provar todo seu poder de sedução hoje a noite na balada. – Sorri.

Algumas horas depois, voltamos para o quarto e começamos a nos arrumar para irmos na Coco Bongo, todos por ali falavam muito bem daquela balada. Fiquei muito animada para ir. (Zoey:http://tinyurl.com/b4hb9qv) (Katherine: http://tinyurl.com/a9rhll4)

– Nathan amigo, somos sortudos ein. – Max riu enquanto nos olhava e Nathan concordou.

– Vamos esperar vocês lá em baixo. – Nathan me deu um selinho e desceu com Max.

Não sei por que eles desceram na frente, já estávamos prontas. Quando saímos do quarto Kate voltou correndo.

– Perfume, perfume. - Entrou no quarto novamente.

Apenas ri da cena. Minutos depois ela saiu e nós descemos até a recepção, todos já estavam lá. Me aproximei de Nathan que conversava com alguns meninos.

– Oi. – Falei.

– Quando eu digo que só pego gata. – Ele disse sorrindo.

– Ah, só “pega” gata?

– Estou brincando, oi meu amor. – Ele me deu um selinho.

– Oi. – Sorri.

– Você esta linda. – Me elogiou, olhando para minhas pernas.

– Eu ou as minhas pernas de fora?

– Se estivessem completamente de fora estariam mais bonitas.

– Nathan! – O repreendi, dando um leve tapa em seu ombro. Ele riu.

– Não esquece da aposta. – Sussurrei.

– Nem pensar.

Assim que chegamos na Coco Bongo, já percebi que ia ser insano, ela era enorme e estava lotada. Fui direto até o bar e peguei algo para beber, iria ser interessante fazer a “aposta” que fiz com Nathan. Umas três musicas depois, procurei ele pelo local e o vi se engraçando com uma loira oxigenada. Desculpa, mas o cabelo dela tinha cor de xixi. Assim que ele percebeu que eu estava o encarando, rapidamente puxou e beijou a menina, passando a mão por todo o corpo dela enquanto ela brincava com o cabelo dele.

A filha da putagem começa quando a pessoa sabe que você morre de ciúmes dela e ela provoca mais ainda. Só que tenho que me controlar, afinal, eu que dei a ideia disso. Então, vamos lá. Assim que ele terminou de beijar a garota, me olhou e piscou.

Perto do bar havia um garoto loirinho, seria esse mesmo. Caminhei até ele, tivemos um mini dialogo e ele me beijou. Senti os olhares de Nathan em mim, olhei pra ele e dei um sorrisinho. Ele se aproximou de uma garota, porem levou um fora. Fui até outro garoto que estava dançando em um canto, comecei a dançar junto com ele, passando a mão em seu peitoral e em seguida ele me beijou.

– Estou ganhando. – Falei rindo e parando ao lado de Nathan.

– Não por muito tempo.

Ele foi até uma mesa que havia varias garotas, sentou ao meio delas, colocando seu braço em volta de duas. Ele se aproximava delas e sussurrava coisas, segundos depois ele beijou as duas. Apenas o encarei de braço cruzados com um sorrisinho e balançando a cabeça. Fui até outro garoto, sorri pra ele e comecei a dançar acariciando seu rosto, não demorou muito pra ele me beijar. Nossa competição continuava, estava divertido até, nessas horas acho que estávamos empatados. Avistei um garoto alto, moreno, mesmo de costas ele me parecia muito familiar.

Comecei a conversar com ele, mas por causa das luzes da balada não consegui ver seu rosto direito, quando me dei conta já estava o beijando. Assim que o beijo cessou uma luz iluminou o rosto do garoto, foi ai que fiquei totalmente surpresa, não era possível. O garoto era Andrew. Ele pegou na minha mão e me levou para um lugar menos barulhento.

– Zoey, você aqui! – Ele deu um sorriso. - Que surpresa. Ótima surpresa. – Se aproximou de mim alisando minhas bochechas.

– É pois é. – Sorri de lado.

Ele se aproximou e me beijou de novo. Olhei para o lado e vi Nathan me encarando de braços cruzados, segundos depois saiu de lá com uma cara nada boa. Droga!

– Olha, Andrew, eu tenho que ir, a gente se vê. – O empurrei pra trás.

– Não, espera! – Me segurou e me beijou novamente.

– Ok, agora eu vou. Tchau. – Sai de lá à procura de Nathan.

Revirei aquela balada de ponta cabeça, até que o vi sentando na parte de fora, como tínhamos a pulseirinha, podíamos entrar e sair sem problemas. Me aproximei e sentei ao seu lado.

– Qual o drama agora?

– Drama? Nenhum! E tem algum motivo pra isso?
– Me diz você. Saiu lá de dentro com cara de bunda mal lavada. É por causa da nossa "competição"?

– Claro que não. – Ironizou.

– Nathan, não entendo. Você topa fazer o negocio, fica animado, passa o rodo nas fulaninhas depois fica putinho comigo?

– O caso é que eu posso ter passado o rodo, porém não fui pra um canto reservado com nenhuma garota.

– Foi o Andrew que me puxou pra lá, cara! – Quando pronunciei o nome ele me olhou com uma cara de "Aé?"

– Ah, então era o Andrew? Nossa, legal, parabéns.

Respirei fundo. Merda, não devia ter falado que era ele. Zoey, sua burra.

– Nathan!! – Choraminguei. – Porque toda essa implicância com o Andrew? - Mas eu só beijei ele, igual os outros.

– Você poderia ter beijado mais vinte caras, menos ele.

– Mas nossa, quanto drama.

– Não é drama! Imagine eu com a Paige. É a mesma coisa. Esse cara, ele quer tirar você de mim.

– Ah, pelo amor de Deus. Não viaja. Não estou afim de ter uma espécie de DR aqui e agora.

Me levantei e voltei para dentro. Não entendo por que o Nathan tem toda essa implicância com o Andrew. Não faz sentido. Tentei aproveitar mais a balada, porem não estava mais afim.

– Kate, vou voltar pro hotel.

– Tá, tá. - Ela mal deu atenção e voltou a dançar com o Max.

Saí de lá e dei de cara com Nathan que estava entrando

– Onde você vai? – Segurou meu braço. - Vou voltar pro hotel. - Vou com você então.

Fomos o caminho todo em silencio. Assim que chegamos ao hotel, fui direto tomar um banho, me deitei na cama enquanto Nathan tomava o seu. Minutos, quer dizer, quase uma hora depois ele saiu, colocou um short e se sentou na cama ao meu lado.

– Zoey... O Andrew...

– De novo ele, Nathan?

– Só quero que você saiba que ele não é uma pessoa boa, nem confiável do jeito que você pensa.

– Nathan, não fala merda. Ele é um bom garoto.

– De bom e inocente , aquilo não tem nada.

– Você nem o conhece.
– Para de defende-lo. – Gritou.

Detesto que gritem comigo, principalmente sem motivo.

– Não grita comigo! – Falei irritada.

– Desculpa... Desculpa! – Pois a mão na testa. - Foi sem querer.

– Vou dormir. – Me cobri.

Acordei com a claridade invadindo o quarto, cocei meus olhos e vi Nathan saindo do banheiro.

– Oi. – Ele sorriu.

– Oi. – Sorri fraco.

– Desculpa por ontem. – Se deitou na cama me dando um selinho. - Vamos ignorar ok? – Ele assentiu.

– Esta todo mundo na praia, vai trocar de roupa.

Assenti e coloquei um biquíni e um shorts. Fomos até a praia e todos estavam rindo e conversando. Me deitei e comecei a tomar sol. Um tempo depois, me levantei pra ir comprar algo para beber e quando estava voltando dei de cara com Andrew. Deus, de novo não.

• Capítulo 32

Hoje era o dia da tão aguardada viagem para a Califórnia. Thomas e Jay não se aguentavam de tanta animação. Estávamos esperando a múmia do Nathan, que ainda estava se arrumando, pra variar. Anos depois, ele apareceu e fomos para o aeroporto. O voo foi bem tranquilo e a maioria de nós foi dormindo, inclusive eu. Quando fomos pegar o voo de escala, percebemos que chegamos atrasados e acabamos perdendo.

– Ah que belo e agora? – Elena perguntou.

– Acho que vamos ter que ir de ônibus. – Sugeriu Siva. 

– Porra velho, não acredito nisso. – Falei com a mão sobre meu rosto.

– O que foi? – Kate me encarou.

– Quando eu penso que estamos livres das fulaninhas, elas aparecem. – Respirei fundo.

– O que? Co-como assim? 

Kate se virou e percebeu que Naomi e Page para nossa infelicidade, estavam ali. 

– Calma, não quer dizer que só por que elas estão aqui que elas também vão pro mesmo lugar que nós. - Tentou me tranquilizar.

– Ah minha filha, mas com a sorte que nós temos eu não duvido muito. 

Tivemos que ir mesmo de ônibus, porém faltava pouco pra chegarmos até o hotel, graças a deus. Quando estávamos prestes a entrar no ônibus, Naomi e Page aparecem novamente.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei.

– Estamos indo pro hotel em Malibu, querida. – Paige deu um sorrisinho.

– Que saudade de vocês, seus lindos. – Naomi apertou a bochecha de todo mundo. 

Quando foi apertar a de Katherine ela deu um tapa na mão de Naomi. OH DEUS, POR QUE ESSA PERSEGUIÇÃO? 

– Fala sério, podiam ter conseguido coisa melhor. - Naomi disse com sua voz de nojo após entrar no ônibus.

– Eu não estou acostumada a viajar de ônibus Naomi, sério o avião do papai está parado lá e eu não sei por que estamos aqui sofrendo nesse ônibus horrível. Ninguém merece! – Page disse com aquele ar de patricinha.

–Nossa, como você faz pra dizer tantas besteiras por segundo? - Falei cruzando os braços e encarando ela. - Alguém escreve pra você ou sai assim naturalmente? - Disse com um tom de deboche.

– Eu não vou responder. - Ela disse dando um risinho falso.

– Tomara que lá pra onde estivermos indo tenha soro anti-ofídico, por que aqui tem cobras altamente venenosas. - Comentei.

Tentei ignorar aquelas duas o resto da caminho. 

– AI QUE CHEIRO RUIM! – Elena disse tampando o nariz.

– Cheiro? Que chei... Oh cara, quem foi? – Nathan puxou um pouco a gola da blusa e tampou o nariz.

– Banheiro está ai pra isso. – Também tampei o nariz.

– Ih gente, é o cheiro natural do ser humano. – Thomas ria.

– Nojento. – Elena deu um tapa nele que continuava rindo.

Finalmente chegamos no hotel. O nome era Malibu Beach Inn, ele era a beira da praia então todos os quartos tinham vista para ela. A divisão para os quarto ficou: Eu, Nathan, Max e Kate em um quarto e Elena, Siva, Jay e Tom em outro. 
Como todos estávamos cansados, fomos para os respectivos quartos, tomamos um banho e dormimos. 

Acordamos, tomamos nosso café da manhã e saímos fazer compras. Em cada lugar que parávamos, colocávamos perucas, óculos engraçados e tirávamos varias fotos zoadas. Era hilário. 

– Max, qual a sensação de ter cabelo novamente? – Elena perguntou assim que ele vestiu uma peruca vermelha.

– Olha, eu sei que você está com inveja do meu cabelo perfeito, segura o recalque ai. – Fez uma voz fina e jogou o cabelo. - E meu nome é Maxine!

Todos caímos na gargalhada. Tom inventou de vestir a parte de cima de um biquíni (ele estava sem camisa) assim que ele pôs e fez uma pose, o laço soltou e o biquíni caiu. 

– Oh! Meus peitos! – Colocou seus braços na frente fazendo todos rirem da cena.


O resto da tarde foi assim, zoando pelos lugares. Fomos até o letreiro HOLLYWOOD e tiramos várias fotos. Elena, eu e Kate fizemos algumas compras básicas, faríamos mais se não fosse pelos meninos nos apressando. Algumas horas depois voltamos para o hotel, já estava quase na hora do sol se por, descemos até uma parte da praia que era particular para os hospedes do hotel. Nos sentamos na areia e ficamos conversando, observando o pôr-do-sol que era realmente maravilhoso visto dali. Tudo estava perfeito, se melhorasse estragava.

No segundo dia, tomamos café da manhã e fomos para a piscina do hotel. Estava bastante sol, me deitei na cadeira de sol com o joelho dobrado e Nathan se encostou na minha perna. Sim, eu estava com preguiça de entrar na piscina. Em compensação os outros se divertiam dentro da piscina iguais crianças. Eu ia entrar, só que depois, meu momento no sol estava gostoso.

– Ah que preguiça! – Nathan disse se jogando em cima de mim.

– Ai Nathan! – Falei rindo. – Você tá me esmagando.

– Me chamou de gordo? – Falou se sentando e olhando pra mim.

– Você se joga em cima de mim com essa bunda do tamanho do mundo e não quer que eu te chame de gordo?

– Nossa, Nathan bundudo. - Elena riu.

– Eu sei que minha bunda te sedu. – Disse levantando e batendo nela o que me fez soltar uma gargalhada.

– Que gay foi isso. – Comentei balançando a cabeça negativamente.

– Vou te mostrar o gay mais tarde. – Disse sério.

– Wild Ones.

– Você não viu nada. – Ele disse deitando por cima de mim na cadeira de sol e me beijando.

– Ou vocês ai, sem putaria. – Elena berrou.

Ignoramos ela e continuamos nos beijando.

– Ei, ei, parem com isso já. Sou baby, sou de família, não posso ficar presenciando ese tipo de cena. – Kate gritou da piscina.

Nathan e eu paramos de nos beijar no mesmo instante e começamos a rir após encararmos Katherine.

– Maximillian, olha sua garota acabando com a alegria alheia. – Nathan gritou ainda rindo.


Um tempo depois entramos na piscina, percebi que em um cantinho perto da borda havia uma rodinha de garotas, claro que Jay e Tom não tiraram os olhos delas. Fui com Elena e Kate falar com algumas.

– Oi gente, tudo bem? – Sorri parando ao lado delas.

– Então quem aqui está solteira? – Elena perguntou sorridente.

Então elas apontaram para as duas loiras que havia na rodinha. 

– Nossos amigos. – Kate apontou para Tom e Jay. - Querem conhecer vocês!

Elas hesitaram um pouco no começo, mas depois da insistência nossa e das amigas delas, elas acabaram indo. 

– Me sinto um cupido. – Ri subindo nas costas de Nathan por dentro da água.

Depois de ficar na piscina fomos almoçar. Depois disso, decidimos ir para a praia novamente e vimos que tinha um barquinho onde iam de duas pessoas. Nos dividimos entre Elena/Siva, Kate/Max, Eu/Nathan. 

– Eu vou morrer, o Nathan não sabe dirigir barco.

Era realmente muito divertido aquele barquinho, ainda mais com Nathan dirigindo aquilo em alta velocidade, o vento fresco batendo em nossos rostos era uma sensação maravilhosa. O barco ia até um certo ponto, onde ficavam alguns instrutores, eles nos davam coletes, pés de pato e aqueles tubos de respiração para podermos nadar em mar aberto. Quando pulei na água e mergulhei, haviam vários peixes e até tartaruga marinha nadando junto com a gente. Era a coisa mais linda do mundo. Voltamos pro barco um tempo depois e fomos de volta para a praia.

– Vamos tentar surfar? – Elena propôs animada.

– Não da ideia. – Falei me deitando para tomar sol.

Todos ficaram animados com a ideia de Elena e queriam tentar. E lá fomos nós. Entramos na água até onde batia em nossos quadris.

– Ah, socorro! Que medo. – Falei olhando para a prancha.

– Prevejo muitos rolas – Kate riu.

A hora que uma onda estava vindo, tentei ficar de pé na prancha porém não consegui nem cinco segundos e cai na água. A cada tentativa, vários tombos que nos faziam chorar de rir. Quando Nathan levantou da sua queda, outra onda se aproximava.

– Olha a onda! – Berrei tentando avisa-lo.

Porem foi em vão. Quando ele olhou para trás a onda o acertou em cheio, o fazendo ser engolido pela mesma. Se levantou tossindo vindo até nós. Comecei a rir da cara dele.

– Sua mula! – Continuei rindo.

Depois dessa ele até saiu da água e foi para a areia. Continuamos mais um pouco tentando surfar mas logo saímos, foi um completo fracasso ninguém conseguiu a proeza de surfar.

– Quero sorvete! – Kate se sentou na areia.

– Também quero! - Siva se deitou.

– Vamos comprar então.

Nos levantamos, compramos sorvetes de casquinha e voltamos para onde estávamos sentados O calor estava escaldante, insuportável. Elena pegou o seu sorvete e começou a passar pelo rosto. Empurrei sua mão afundando mais o sorvete em sua cara.

– Você tem problema? Animal! - Começou a rir com uma expressão confusa. 

Ela pegou o meu sorvete e esfregou na minha cara inclusive no meu cabelo, obviamente Kate pegou seu sorvete e ajudou Elena a me melecar. Todos estavam rindo.

– Hum, que delicinha. – Falei lambendo o sorvete que havia em meu cabelo e rindo. 

Em questão de segundos, aquilo virou uma guerra de sorvete, o resultado foi todo 
todo mundo melecado. Voltamos pro quarto e tomamos um banho para tirar aquele grude.

No outro dia, fomos novamente para a praia. Estávamos no mar, quando Tom foi indo em direção a parte mais funda.

— Cuidado pra não se afogar Tom. — Max riu. 

— Você me salva gatão. — Ele fez um olhar sedutor-gay para Max e eles riram mais. — Estou louco por uma respiração boca-boca. 

— Nem vem, ele só faz em mim. — Kate disse segurando o rosto de Max, beijando-o. Eu achei que os dois iam se comer ali dentro da água.

— Por favor, aqui é um ambiente familiar. — Disse entrando no meio dos dois e os separando. 

— Zoey, vai pegar o Nathan e me deixa em paz! — Kate me empurrou, começando a beijar Max novamente.

— Não! — Entrei no meio de novo. — Eu não vou sair daq... — Não finalizei a frase, ao sentir alguém me puxando e me pegando no colo. Olhei para trás, era o Nathan. — ME SOLTA, SEU BABACA! — Comecei a bater as pernas na água. 

— Não, vem aqui. Vamos fazer outra coisa. — Ele disse baixinho perto dos meus ouvidos, me fazendo quase arrepiar. 

— Não seu louco, aqui não. – Falei séria. 

Ele me ignorou e me levou para a parte mais afastada que havia na parte da praia particular, atrás de umas pedras gigantes. Olhei em volta e não havia nenhum sinal de vida humana, estávamos rodeados por areia, pedras enormes e o mar. 

Então, ele se aproximou de mim e começou a me beijar, adentrou sua língua na minha boca cuidadosamente e o beijo começou suave, devagar. Quando eu correspondi ao beijo, ele ficou mais intenso. A pressão dos seus lábios no meu ficou mais forte, e nossas línguas passaram a se movimentar em um ritmo mais acelerado. Ele me puxava com mais força de encontro a ele, como se ele achasse que pudéssemos nos juntar em um só. 

Eu, como sempre me deixando levar pela pegada dele e pelo feitiço que ele tinha em mim, correspondia a cada movimento. Minhas mãos, que estavam em seu pescoço, o puxavam com força para mim, e meus lábios moviam-se com agilidade sobre os seus lábios. 

Ele beijou meu pescoço suavemente, e foi descendo para os meus ombros. Suas mãos foram até as minhas costas, me me fazendo arrepiar, começou a puxar o laço do meu biquíni. Quando me dei conta, já estávamos deitados na areia, e ele por cima de mim. Senti a pele quente dele sobre a minha e isso me fez arrepiar de novo. Que droga. Eu precisava dar um jeito de fazer esses arrepios pararem. 

Minutos depois, nós dois estávamos nus. Nunca pensei que faria sexo numa praia, não me preocupei com o tempo, e ele também não parecia interessado em contar os minutos que passávamos ali. Foi tudo muito natural, quase instintivo.

Ele me proporcionava um prazer enorme, minhas unhas ficaram cravadas em suas costas a maioria do tempo. Nós dois sabíamos quando terminar aquilo e a hora chegou. Ele finalizou com um beijo calmo. Peguei meu biquíni que estava jogado ali do lado, o vesti e pedi pra ele amarrar.

– Não está dando muito certo – Ele riu.

– Engraçado que desfazer você sabe muito bem né.

– Opa! 
Balancei a cabeça negativamente rindo. Saímos daquela parte afastada e deserta, todos estavam sentados na areia.

– Resolveram aparecer. – Elena disse. 

– E essas costas arranhadas ai, Nathan. – Tom disse num tom de malicia.

Todos começaram a zoar como sempre. Ficamos largados na praia, torrando. 
No dia seguinte, estava sentada perto da piscina conversando com Nathan. 

– Lindo - falei dando um beijinho na ponta de seu nariz.

– Sou mesmo - Se gabou sorrindo.

– Cara, você se acha demais. - Revirei os olhos.

– Claro que não, sou apenas realista!

– Acho que essa não seria a realidade, queridinho.

– Qual é Zoey, eu pego a garota que eu quiser na hora que eu quiser. - Deu um sorrisinho de canto.

– Nossa, como ele é fodão. - Ironizei.

– Posso escolher a dedo, tipo, você mais tarde, você agora e você amanhã. - Disse apontando pro nada, como se estivesse vendo alguém.

– Ousado.

– Vai me dizer que você não se acha com capacidade pra isso? - Se aproximou de mim colando nossos corpos.

– Posso até ter, quem sabe. - Arqueei uma sobrancelha.

– Gostaria de saber. - Ele se aproximou mais me fazendo deitar.

– Olha Nathan, já que você se garante tanto e quer saber se tenho capacidade, vamos fazer uma brincadeira, tipo competição! - Sussurrei em seu ouvido.

– Como assim? - Pressionou seu corpo contra o meu.

– Na praia ou numa festa, nós vamos chegar em outras pessoas e ver quem consegue ter mais sucesso, eu ou você. - Depositei um beijo em seu pescoço. - Quer tentar?

– Claro, por que não? Você sabe que isso pode machucar né? 

– Machucar? - Soltei um riso. - Jamais. Vamos ver no que vai dar e no final comemoramos, quem sabe.. - Troquei de posição fazendo ele ficar por baixo e dei outro beijo em seu pescoço porem mais longo.

– Quando começamos? - Senti um toque de animação em sua voz

– Amanhã, que tal? - Sorri.

– Perfeito! - Ele me beijou. Dei uma mordida em seu lábio inferior e me levantei voltando pro quarto.

– Galera, vamos numa balada muito louca que tem aqui amanhã? - Jay disse animado assim que cheguei no quarto.

– Claro. - Todos sorriram. 

Já estava no fim da tarde, começo da noite, jantamos no restaurante do hotel e ficamos sentados perto da piscina conversando. Quando deu umas onze horas, Jay surgiu junto com Tom segurando algumas cervejas e distribuindo pra todos. Continuamos conversando e rindo ali até tarde, mais comecei a ficar com sono, fui pro quarto e me joguei na cama. Minutos depois ouvi a porta se abrir, porem nem me mexi, a pessoa se aproximou e deitou na cama me abraçando por trás.

– Já vai dormir? - Nathan perguntou beijando meu pescoço.

– Não tenho nada melhor pra fazer! - Disse calma.

– Agora tem.