- Oi. – Me sentei á sua frente sorrindo lhe dando um selinho.
- Oi. – Retribuiu o sorriso e o selinho.
- O que queria falar comigo? – Perguntei curiosa.
- Você está bem? Não tem nada que queira me contar?
Estranhei suas perguntas.
- Estou... Não que eu saiba – Cerrei meus olhos.- Por que?
- Certeza mesmo? Você jamais esconderia nada de mim né?
- Nathan, suas perguntas estão me assustando. Você sabe que não.
- Tudo bem. – Respirou fundo.
- Vocêestá muito pensativo, desde ontem. O que houve?
- Vou direto ao ponto.
- Fala logo.
- Zoey, você está gravida? – Perguntou sério.
Fiquei alguns segundos sem expressão. Não acredito que ele estava pensando que eu estava gravida. Logo em seguida comecei a rir sem parar.
- Estou Nathan, de gêmeos ainda.
- Do que está rindo? -Ele me encarava sério.
- Do quão ridícula foi sua pergunta. – Recuperei o folego.
- Ridícula? Minha pergunta não tem nada de ridícula. Todos estavam achando isso ontem.
- Mais não é possível, como vocês chegaram á essa conclusão? – Cruzei os braços.
- Primeiro você tem enjoos, dorme toda hora e depois come por duas pessoas. Queria que pensássemos o que?
- Que eu estivesse doente, não grávida. – Ri- E se eu estivesse grávida, teria suspeitado e você seria a primeira pessoa pra quem eu contaria.
- Tá, menos mal. – Respirou aliviado.
- Ai Nathan, só você. – Balancei a cabeça negativamente.
Ficamos ali namorando por um tempo. Depois subimos. Entrei em casa e vi Emma sentada na mesa da cozinha com uma cara pensativa.
- Oi. – Sorri.
- Oi, querida. Tudo bem? – Sorriu.
- Tudo Ótimo.
- Como vai seu namoro com o Nathan?
Emma era como uma mãe pra mim. Uma mãe que eu nunca tive.
- Cada vez melhor, ele é maravilhoso. – Sorri boba.
- Ele é realmente um bom garoto... Fico feliz – Sorriu.
- E você Emma, como vai sua vida amorosa?
- Ah minha querida, de mal a pior. – Respirou fundo.
- Por que?
- Longa história...
No mesmo instante Kate apareceu.
- O que é uma longa historia? – Perguntou se sentando ao meu lado.
- A vida amorosa de Emma.
- Ah vamos, conte pra gente – Kate sorriu.
- Bom vou resumir. Na minha adolescência lá pelos meus 15 anos eu tinha um namorado. Na verdade, ele sempre foi meu amigo, desde criança e quando crescemos começamos a namorar, até que um tempo depois os pais dele tiveram que se mudar para Nova York. Na época fiquei arrasada. Os anos foram passando e perdemos o contato, nunca mais o vi. As vezes bate aquela saudade, sabe? Mesmo depois de todos esses anos, eu ainda sinto algo por ele. Queria tanto vê-lo novamente... – Respirou fundo.- Bom, mas não dá pra viver do passado não é? – Pude perceber seus olhos marejados.- Bola pra frente! – Disse subindo pro seu quarto.
- Ela quase chorou. – Olhei pra Kate.
- Temos que fazer algo pra ela o ver novamente. – Kate disse pensativa.
- Como?
- Podíamos mandar uma carta pra ele, no nome de Emma. – Sorriu.
- Isso! Marcando um encontro em NY. Mas, nem o nome dele sabemos.
- É só perguntar pra Emma.
Depois ela apareceu para o jantar e claro, nós perguntamos o nome do tal amor dela. Era Robert Mcdonald. Fui para o quarto com Kate e começamos a pensar em nosso próximo passo. Como já sabíamos o nome, agora tínhamos que descobrir o endereço.
No outro dia, depois do almoço, Emma foi trabalhar. Assim que ela fechou a porta da sala, subimos as escadas correndo em direção ao seu quarto. Reviramos ele inteiro atrás de algum caderno, agenda, papel, qualquer coisa referente a Robert Mcdonald.
- ACHEI! ACHEI! – Kate tinha em mãos uma agendinha, meio velha.
Nos sentamos na cama e começamos a folhear. Falava bastante sobre Robert, haviam corações e uma penca de desenhos típicos que pessoas apaixonadas fazem. Nas ultimas folhas, haviam um endereço e um telefone.
- Se ela disse que não tinha mais contato, por que tem o telefone dele aqui? – Perguntei confusa.
- Não sei. Vamos tentar ligar.
Kate pegou seu celular e ligou. O dono do numero disse que não havia nenhum Robert Mcdonald. Merda.
- E agora?
- Não sei. Vamos ter que localiza-lo por esse endereço que temos aqui.
- Como?
- Isso ainda não sei.
Anotamos o endereço num papel e guardamos o caderninho. Saímos do quarto dela e fomos pro nosso.
- Ia falar pra mandarmos um e-mail, mais deixa quieto. – Ri.
- Vamos ter que mandar uma carta nesse endereço, perguntando se tem algum Robert Macdonald lá.
- Então, vamos mandar agora! Quanto antes, melhor. - Sorri.
Optamos pelo meio tradicional de comunicação. Cartas. Era a única coisa que podíamos fazer. Elaboramos uma carta toda bonitinha e guardamos num envelope escrevendo endereço, cep e todas essas coisas. Levamos até o correio e voltamos pra casa. Agora era só esperar para ver.
... Alguns dias depois...
Estavamos de bobeira vendo TV na sala como sempre, quando Andy apareceu.
- Meninas, as correspondências estão aqui na mesa. - Sorriu e foi pra cozinha.
- Ok. - Eu e Kate demos de ombro.
Espera aí, a correspondencia caramba! Olhei pra Kate que me encarava com os olhos arregalados, rapidamente ela levantou do sofá e eu pulei por cima dele, quase caindo e fui em direção a mesa, peguei aquele bolinho de envelopes e comecei a procurar o que me interessava.
- Não... não.. não.. não.. ACHEI!! ACHEI!! - Falei erguendo o envelope e comemorando.
- Me da isso aqui! - Kate se esticou toda pra tentar pega-lo da minha mão.
Ela abriu com cuidado e começou a ler, segundos depois um enorme sorriso brotou em seu rosto.
- Então...? - Fiz gestos com as mãos pra ela falar algo.
- É ele mesmo! Conseguimos! AAAAEEEE!! - Olhei pra ela de boca aberta e começamos a pular pela sala.
- Cara, somos demais.
- Ela vai ficar mega feliz. Depois do jantar a gente fala com ela. - Kate disse e eu assenti.
Na hora do jantar, fizemos a refeição normalmente e assim que acabamos Emma subiu para seu quarto. Kate e Eu imediatamente fomos atrás dela.
- Emma? - Batemos na porta.
- Oi, entrem meninas. - Sorriu.
- Então, temos uma coisa pra te contar - Nos sentamos na cama de frente pra ela sorrindo.
- O que? - Perguntou curiosa.
- Conseguimos falar com o Robert.
- Como? - Ela ficou paralizada com os olhos arregalados. Mas, poucos segundos depois ela voltou ao normal, quer dizer, quase pois ainda estava de olhos arregalados.- O Robert? M-meu Robert?
- Sim.
- Não, não é possível. - Pois a mão sobre a boca.
- Tudo é possível. - Sorri pra ela.
- Como vocês fizeram isso? - Perguntou confusa.
- Cartas! - Kate colocou o envelope na mão de Emma.
- Bom, agora fica por sua conta continuar mantendo contato com ele.
- Uau! Meninas, de verdade, muito obrigada - Ela sorria, era visivel ver a alegria pelos seus olhos.
Ela se aproximou de nós e nos abraçou forte. Saímos do quarto, deixando ela curtir a felicidade.
- Ela ainda ama ele, que belezinha! - Falei rodopiando pelo corredor.
(...)
Meu celular despertou e acordei disposta já que era o ultimo dia de aula. Mas, era uma sensação estranha pensar que esse era o meu "Ultimo primeiro dia de aula". Como é normal em todos os últimos dia de aula, não fizemos absolutamente nada. Durante o decorrer da manhã, era possível ver algumas pessoas chorando e a maioria comemorando. Eu não estava nem um pouco triste de estar no ultimo dia de aula, mas eu sabia que iria sentir falta de acordar todos os dias cedo, ir á loucura nas semanas de prova, reclamar dos professores, colar nas provas, zoar o barraco na sala de aula, passar fome no intervalo, dormir na sala e acordar com a marca do arame do caderno na cara... Bom, um dia tudo acaba. Mesmo reclamando todo santo dia da escola, de certa forma, por causa dos amigos, eu gostava de frequentar aquele zoológico. Eu sei que no futuro eu vou querer dar qualquer coisa pra voltar pra essa época. Querendo ou não a escola marca a sua vida e você sempre vai sentir saudade dela e dos momentos bons e ruins que ela te proporcionou. É na escola que você faz seus melhores amigos, os amigos que você quer levar pra vida inteira. É, sentirei muita saudade disso.
- Acabou. - Kate olhou pra mim e Elena assim que o sinal da saída tocou.
- É uma sensação meio incomoda. - Falei pensativa.
- Escola... Nunca mais... Bizarro. - Elena disse olhando á sua volta.
Senti uma minuscula vontade de chorar, mas não chorei.
- Finalmente vou me ver livre de certas pessoas. - Comentei assim que Savannah passou ao nosso lado.
- Ah Zoey querida, eu não teria tanta certeza disso. - Mandou um beijo no ar pra mim e sorriu cinica.
- Cara, por que ela não... morre? - Bufei.
- Seria um favor para a humanidade. - Elena riu.
- Ei Zoey... - Andrew surgiu das sombras ficando do meu lado.
- E aí. - Sorri.
- Estava pensando, não quero perder contato com você nas férias. Que tal combinarmos de sair?
- Sair? - O encarei séria.
- Sim, como amigos, nada demais.
- Ah me liga , quem sabe a gente combina de dar uma volta. - Sorri.
- Pode esperar que eu vou ligar. - Me deu um beijo no rosto e saiu andando.
- Ihh se o Nathan ficar sabendo que ele vai te ligar nas férias pra sair... - Kate riu.
- Quem disse que ele vai ficar sabendo? E quem disse que eu vou sair com ele?
Kate e Elena começaram a rir loucamente.
- Malucas. - Sai andando na frente.
Depois que almoçamos, Eu, Kate, Adam e Dominic fomos para a sala ver TV.
- Gente... - Emma apareceu e nós quatro olhamos pra ela.- Tenho uma coisa pra contar.
Ela estava bem animada.
- O que? - Dominic perguntou.
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